Numero 347

 

 

 

A nota triste desta semana foi o falecimento do historiador Eric Hobsbawm. Com 95 anos ele ainda produzia textos e dava entrevistas mostrando uma lucidez rara em pessoas quase centenárias. Ainda que se possa discordar dele, não há como negar a sua importância. Seu poder de síntese era extraordinário, nos mostrando os séculos XIX e XX em quatro volumes que são leitura obrigatória, penso eu. Posso, talvez, estar exagerando, mas tenho de reconhecer minha dívida pessoal para com ele. Suas obras influenciaram de forma duradoura a minha visão de História.

Recomendo que você, leitor, você, leitora, confiram mais sobre ele nos links iniciais da segunda parte deste boletim, assim como a nota publicada no Café História.

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ARTIGOS COMPLETOS

O efeito das armas sujas

Isso você não vai ver na televisão, porque as agências de notícia internacionais, que abastecem o Brasil simplesmente não trarão esta notícia até você.

Falluja: Uma Geração Perdida? (2011) from Malandro on Vimeo.

1. Tudo começou na Bósnia, em 1991;
2. Mas foram nos bombardeios a Falluja, no Iraque, em 2004, o verdadeiro laboratório;
3. EUA usam lixo atômico clandestinamente em seu armamento;
4. Oficialmente, o Pentágono diz que usa “metais pesados”;
5. As armas termobáricas (hellfires) colabam os pulmões e queimam os corpos de dentro para fora;
6. E o fósforo branco – proibido – causa danos aos bebês;
7. Hoje, em Falluja, nascem de 2 a 3 crianças todos os dias vítimas da radioatividade;
8. A grande maioria delas vive apenas algumas horas;
9. O documentário acima traz este relato sóbrio e triste.
10. Não deixe de assistir, porque informação é poder de decidir!

(do blog DoLaDoDeLa)

 

BBB no STF: Qual a importância do relator?

Nada mais triste do que comparar um julgamento feito pela Corte Constitucional de um país com um reality show. É triste para os operadores do direito e apavorante para o jurisdicionado, o povo brasileiro. Se nos debates televisionados para todo o país tem se visto uma linguagem pouco urbana do ministro relator da AP 470 para com seus pares, principalmente, em face do ministro revisor, imagina-se o que deve ocorrer nos bastidores. Ao vivo, houve acusações de hipocrisia, falta de transparência, falta de lealdade, distorção de fatos e outros tipos de condutas que não cabem em qualquer julgador. Editorial da Carta Maior.

Editorial Carta Maior

A Suprema Corte Norte-Americana tem os debates de seus Ministros em salas fechadas. Se eles se estapeiam, brigam ou cospem uns nos outros ninguém sabe. Imagina-se, contudo, um ambiente condizente com a enorme responsabilidade de que são investidos esses julgadores.

O Supremo Tribunal Federal brasileiro, ao contrário, tem seus julgamentos televisionados ao vivo para todo o país, aliás único do mundo.

Os órgãos colegiados nos tribunais brasileiros costumam ter debates bem acesos. É da natureza do colegiado. Sempre que há divergências, os desembargadores ou os ministros procuram defender os seus pontos de vista com enorme cuidado. E, quando se diz cuidado, é porque essa palavra revela o que de fato deve (ou deveria) ocorrer.

O voto de um magistrado, no órgão colegiado, nada mais é do que a fração de um todo que será o fruto do debate entre os seus pares. Podem ser três desembargadores, em uma Câmara de um tribunal estadual, cinco ministros em uma Turma do Superior Tribunal de Justiça, ou onze ministros no Pleno do Supremo Tribunal Federal. Cada voto, ainda que seja do relator ou do revisor, fará parte do todo que é a decisão colegiada.

Aliás, a figura do relator, tão falada e levada ao ponto da adoração no julgamento da AP 470, no STF, nada mais é do que o resultado de um sorteio. A escolha desse chamado juiz natural ocorre por meio de um programa de computador que, levando em consideração inúmeras variáveis, escolhe um ou outro magistrado. Não há luz divina se deitando sobre esse momento. Não há nada de especial nele.

E o relator de qualquer processo, em órgão colegiado, só permanece nessa condição se o seu voto representar a maioria do entendimento dos membros da Corte. Se o relator for vencido, isto é, se o voto de outro magistrado (ou de outros magistrados) arrebanhar a maioria de votantes, a figura do relator original será substituída por aquele que inaugurou a divergência.

Pay per view?
Se nos debates televisionados para todo o país se tem visto uma linguagem pouco urbana do ministro relator da AP 470 para com seus pares, principalmente, em face do ministro revisor, imagina-se o que deve ocorrer nos bastidores.

Ao vivo, houve acusações de hipocrisia, falta de transparência, falta de lealdade, distorção de fatos e outros tipos de condutas que não cabem em qualquer julgador.

O que ocorre nos bastidores, então?

E o poder supremo?

Só quem acompanha o BBB sabe o que é isso. Como o leitor da Carta Maior não deve estar muito conectado com esse tipo de entretenimento, explica-se o que é o poder supremo. Trata-se de um superpoder que um participante pode ter: ele pode vetar, modificar ou decidir o destino de um participante do programa. E não é que o relator da AP 470 parece achar que tem esse poder? Ele não perde uma oportunidade de colocar o revisor no temido “paredão”.

Está tudo tão parecido com um reality show que tem até um participante de fora esperando para entrar. “Ele vai poder votar? É injusto, nos aqui confinados há tanto tempo e vem alguém de fora?”

Falando sério

Agora, falando bem sério, nada mais triste do que comparar um julgamento, feito pela Corte Constitucional de um país, com um reality show. É triste para os operadores do direito e apavorante para o jurisdicionado, o povo brasileiro.

O maior julgamento da história da república, como querem alguns editores desse BBB, não passa de um julgamento de trinta e tantas pessoas acusadas de crimes de colarinho branco. O país pouco vai mudar depois da decisão. Alguns serão punidos, outros não. Um ou outro deve ir preso. E para por aí.

O que preocupa e deve estar aquecendo os bancos das academias de direito são as construções que estão sendo feitas para a condenação dessas pessoas. O que tira o sono é a falta de serenidade de um membro da Corte Suprema, em clara infração ao disposto na Lei Orgânica da Magistratura Nacional: “Art. 35 – São deveres do magistrado: I – Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício” (grifo do editor).

Certas ou erradas (ao STF cabe, inclusive, errar por último – como bem apontou o Ministro Marco Aurélio) terão reflexos em julgamentos futuros.

E quem deve se preocupar com os reflexos jurisprudenciais do julgamento que está ocorrendo ao vivo? Essa é a parte mais divertida e que poucos se deram conta. São os editores desse BBB, os mensaleiros de outro partido e muita gente bem rica, com longos braços políticos, e cheia de “domínio dos fatos”, sem falar no caso do famoso BV, Bônus de Volume, que vai dar pano para muita manga e até quem sabe milhares de processos civis e criminais, tendo em vista a ilegalidade, agora trazida à baila, no julgamento da AP 470.

Este é o momento para abrirmos um grande debate sobre essa questão do BV no Brasil, principalmente para apurarmos quem são os verdadeiros beneficiados por essa prática. O volume de recursos públicos envolvidos nessa matéria deve ser cem vezes maior que os envolvidos na AP 470.

Com a palavra o Ministério Público Federal e a sociedade civil brasileira.

 

 

MEMÓRIA & HISTÓRIA

Telejornais na Biblioteca Nacional

(do Observatório da Imprensa)

Esta semana, duas matérias sobre arquivos jornalísticos, internet e bibliotecas me chamara a atenção. Gostaria de fazer uma conexão entre enfoques totalmente diversos para a solução do mesmo problema: preservação e acesso a documentos históricos.

A primeira matéria, “Site reúne todas as notícias de TV desde 2009”, descreve, neste Observatório,proposta inovadora de um norte-americano, Brewster Kahle. Ele utiliza a internet para preservar informações e dados importantes disponíveis na rede ameaçados de desaparecer no futuro:

“Inspirado numa referência da Antiguidade, a Biblioteca de Alexandria, Brewster Kahle tem uma visão majestosa do gigante agregador e digitalizador de informações Internet Archive que fundou e dirige… Queremos coletar todos os livros, músicas e vídeos que tenham sido produzidos por humanos ao longo do tempo”.

Em relação ao telejornalismo, o projeto tem uma proposta ainda mais ousada, que pode mudar de forma radical a maneira como assistimos e pesquisamos os noticiários de TV:

“…a coleção online do arquivo irá incluir todos os trechos de notícias produzidos nos últimos três anos por 20 canais diferentes dos EUA, abrangendo mais de mil noticiários que resultaram em mais de 350 mil programas distintos de informação… O Internet Archive vem gravando lentamente material de informação desses veículos, o que significa coletar não apenas todas as edições de 60 Minutes na CBS, mas também cada minuto, todos os dias, da CNN”.

No entanto, a questão mais importante e relevante desta matéria, para nós brasileiros, é a forma de financiamento da proposta:

“O projeto para noticiários de TV, como seus outros projetos para o arquivo, é basicamente financiado por bolsas, embora inicialmente Kahle tenha posto seu próprio dinheiro”

Seu próprio dinheiro? Somente este trecho já seria considerado inusitado e surpreendente para todos nós. Por aqui, sempre aguardamos e exigimos verbas do governo para tudo, inclusive para a implantação de ideias inovadoras ou restauração de prédios históricos.

Mas Kahle faz questão de acrescentar que seu projeto também conta com apoio de verbas públicas:

“…bolsas dos Arquivos Nacionais, da Biblioteca do Congresso e de outras agências governamentais que respondem pela maior parte do projeto… o orçamento anual do projeto que gira em torno de US$ 12 milhões (cerca de R$ 24 milhões) e emprega 150 pessoas”.

Como? Somente R$ 24 milhões e 150 pessoas para garantir a preservação e o acesso público e gratuito aos telejornais norte-americano utilizando a internet? No mínimo, intrigante.

Por último, Kahle revela a proposta final e muito ambiciosa do projeto:

“Por maior que seja esta coleta de informações jornalísticas é apenas o começo. O plano é voltar, ano a ano, e lentamente adicionar vídeos de notícias até o início da televisão”.

Hemeroteca

Agora, vamos citar a outra matéria publicada em O Globo,sobre a Biblioteca Nacional: “Marta anuncia R$ 70 milhões para Biblioteca Nacional”:

“Em sua primeira visita oficial ao Rio como ministra da Cultura, Marta Suplicy anunciou um pacote de R$ 70 milhões para a Biblioteca Nacional. A verba será usada para obras de engenharia e restauração no prédio sede, no Centro, e no anexo, na Zona Portuária, onde será implantada a futura Hemeroteca Brasileira”.

Até aqui, tudo bem. Caso você tenha dúvidas sobre o que seja uma hemeroteca, explicamos com auxílio do Dicionário Michaelis. Trata-se de “lugar onde se arquivam jornais e outras publicações periódicas”.

Talvez os “telejornais brasileiros” sejam finalmente considerados “jornais” ou “publicações periódicas” pela Biblioteca Nacional. Talvez a futura Hemeroteca da Biblioteca Nacional possa preservar os nossos telejornais.

Mais adiante, o texto do Globo parece indicar que a prioridade, no entanto, será a “preservação do prédio histórico da Biblioteca Nacional”:

“Desde os anos 1980, a Biblioteca não recebia uma grande reforma. Em 60 dias, está previsto o início do restauro do telhado, das claraboias e dos vitrais, além da troca dos elevadores dos armazéns da sede e da primeira etapa da reforma do anexo.Na semana que vem, haverá edital para recondicionamento dos banheiros, manutenção da sede, entre outras obras, e para o projeto da Hemeroteca.”

Perceberam a conexão?

Só depois de “recondicionamento dos banheiros, manutenção da sede, entre outras obras” é que a nova administração pensará no futuro digital da Biblioteca Nacional. Ou seja, na instalação da tal hemeroteca – “lugar onde se arquivam jornais e outras publicações periódicas”.

Em verdade, só o futuro vai garantir os projetos da BN e a permanência da ministra no governo. Se sobrarem verbas, e dependendo de delicadas negociações com os donos das emissoras brasileiras, talvez, um dia, lembrem-se dos telejornais.

Nada contra gastar milhões na preservação de um belo prédio centenário e histórico. Afinal, a última reforma foi realizada em 1980, segundo O Globo. No mundo ideal, deveríamos ter recursos para preservação das nossas “pirâmides” e para investir na multiplicação dos acervos. Mas a questão principal é decidir pelas “prioridades”.

Mas a proposta do presente artigo não é tratar de construção ou reformas de prédios públicos. É, sim, discutir uma questão importante e relevante: em pleno século 21, para que serve uma Biblioteca Nacional? Como utilizar as novas tecnologias para preservar e garantir acesso a documentos históricos fundamentais, como os noticiários de TV?

Gostaria, então, de discutir duas propostas diversas para investir dinheiro público. De um lado, temos a opção pelo investimento em “pirâmides”: grandes obras que se tornam patrimônio público e garantem dividendos políticos para os nossos gestores, os “faraós modernos”. Afinal, no passado utilizamos grandes somas de recursos públicos para a construção de novíssima capital federal, em Brasília, da gigantesca “Cidade da Música”, no Rio de Janeiro, e hoje investimos milhões em estádios de futebol em todo o Brasil. São as nossas “pirâmides” modernas. Nada contra. Todas essas obras ou reformas podem ser facilmente justificadas. A questão é decidir as prioridades.

De outro lado, temos a opção de investir na consolidação de ideias ou inovações. Colocar dinheiro público em acervos digitais na internet que preservem a nossa história do futuro, por exemplo.

Investir recursos públicos em obras faraônicas é melhor e mais justificável do que investir em ideias inovadoras? Vocês decidem.

Mentiras

Há muitos anos tenho me dedicado a lutar pelo livre acesso aos arquivos de telejornais brasileiros. Tem sido um luta solitária e inglória. Pelo jeito, poucos demonstram interesse para enfrentar as resistências das emissoras de TV brasileiras que guardam esses documentos históricos.

Ao contrário do acesso livre a documentos históricos – como jornais impressos preservados em nossas bibliotecas públicas –, caso você queira consultar os noticiários brasileiros do passado é necessário enfrentar uma verdadeira via crucis deentraves burocráticos e dificuldades técnicas. As decisões sobre o acesso aos telejornais são tomadas por poucos, com critérios indefinidos e nebulosos. É preciso ter muita persistência. O acesso é concretizado somente após longas averiguações, que incluem os propósitos das pesquisas.

Seria o equivalente a justificar o empréstimo de um livro em uma biblioteca qualquer.

Tente fazer, por exemplo, uma pesquisa sobre a participação ou omissão de determinada rede de televisão durante os primórdios da maior mobilização popular da história recente do país, o movimento pelas Diretas Já e veja os resultados.

O jornalista Mario Sergio Conti tentou. Em outubro de 2003, durante um embate público com o jornalista Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, ele relatou as dificuldades para ter acesso ao acervo da emissora (ver aqui):

“Você acusa todos que criticaram a cobertura do Jornal Nacional daquele comício de não terem feito a pesquisa necessária: ‘Bastava uma visita ao Centro de Documentação da TV Globo, onde todas as reportagens estão arquivadas, para que acusações tão graves simplesmente não existissem’. Perfeito. Mas eu fui, diversas vezes, ao Centro de Documentação da Globo quando fiz a pesquisa para Notícias do Planalto. E pedi a fita do JN de 24 de janeiro de 1984. As fitas daquele ano, explicaram-me, foram gravadas no sistema X, e estavam em processo de transcodificação para o sistema Y. Pedi para ver aquele telejornal específico lá mesmo, numa máquina qualquer, da maneira que fosse. Não dava, foi a resposta. Ao longo de quase dois anos de trabalho no livro, de vez em quando telefonava para o Centro de Documentação e perguntava se dava para ver o raio do JN do comício das diretas na Praça da Sé. Nunca deu.”

Perceberam a importância dos arquivos de telejornais para que outros pesquisadores possam escrever ou reescrever a história recente de nosso país?

Mario Conti não teria qualquer problema para suas pesquisas sobre questão tão importante e relevante caso a Biblioteca Nacional se preocupasse com a preservação de seu prédio histórico e centenário, mas também dedicasse recursos para a preservação e difusão dos telejornais brasileiros do presente e do passado.

O caminho indicado pelo projeto Internet Archive,com a utilização das novas tecnologias, podem ajudar a resolver o problema de acesso aos nossos telejornais. Afinal, como costumo advertir, “o acesso livre à nossa memória televisiva é questão fundamental e estratégica para a preservação da história e da democracia no Brasil. Neles, talvez jamais encontremos a ‘verdade’, mas certamente evitaremos a divulgação de mentiras” (ver “Pelo livre acesso aos arquivos de telejornais”).

***

[Antonio Brasil é jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina]

 

VALE A PENA LER

 

A lição de método de Marx e o legado de Hobsbawm
Paul Valéry, no início de sua “Introdução ao Método de Leonardo da Vinci”, disse que “o que fica de um homem é o que nos leva a pensar seu nome e as obras que fazem desse nome um signo de admiração, de ódio ou de indiferença”. A obra de Eric Hobsbawm é um signo de admiração e de lições para o século XXI. Em um de seus últimos trabalhos, reafirmou sua confiança política e metodológica na obra de Marx: “o liberalismo econômico e o liberalismo político, sozinhos ou combinados, não conseguem oferecer uma solução para os problemas do século XX. Mais uma vez chegou a hora de levar Marx a sério”.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21008&boletim_id=1396&componente_id=23314

Francisco Carlos Teixeira
Eric Hobsbawm: uma obra insuperável
Poliglota, viajante incansável, marxista desde sua juventude, profundamente humanista, amante da música e das artes, escritor combativo e aguerrido. Amigo do Brasil, apreciador do “chorinho” carioca, perdemos um grande intelectual, um dos poucos homens com o “coração no lado certo do peito”.02/10/2012

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5797&boletim_id=1396&componente_id=23325

Lembrança e legado de Eric Hobsbawn
Um historiador com poder de síntese incomparável. Um marxista crítico e inquieto, sem deixar jamais de acreditar na transformação social. Por Martin Kettle Dorothy Wedderburn

http://www.outraspalavras.net/2012/10/02/lembranca-e-legado-de-eric-hobsbawn/

Como mudar o mundo”
Última obra  de Eric Hobsbawm debateu Marx — que via na arte, mais que no trabalho, essência da atividade humana. Por Terry Eagleton

http://www.outraspalavras.net/2011/02/24/o-inexaurivel-marx/

 

As agências subordinadoras da universidade

JOSÉ MARIA ALVES DA SILVA

É paradoxal constatar que a Capes esteja, de fato, contribuindo para a alienação da classe que deveria estar pensando criticamente o País. O clima de alienação no meio acadêmico é visível na falta de debates, na ausência de conferências indignadas, e mesmo de panfletagem nos meios de comunicação de massa, como era comum em outros tempos de luta pelas liberdades democráticas. Tanto barulho por nada. Os painéis temáticos dos congressos nas áreas de humanidades no Brasil hoje são de uma pobreza assustadora. O que mais se vê são discussões de métodos e assuntos especializados de baixa relevância, por grupos restritos de especialistas que só se comunicam entre si… LEIA NA ÍNTEGRA: http://espacoacademico.wordpress.com/2012/09/29/as-agencias-subordinadoras-da-universidade/

França: orçamento socialista taxa mais ricos e empresas
O presidente François Hollande apresentou um projeto de orçamento para 2013 marcado por um nível de arrocho jamais visto nos últimos 30 anos e por um aumento dos impostos que, globalmente, recairá sobre os bolsos das famílias de maior renda e das empresas com maiores lucros. O primeiro orçamento socialista modifica o que foi realizado até agora pela direita: dois terços das arrecadações virão do aumento dos impostos para os ricos e as empresas, o que implica o fim de numerosas isenções fiscais. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20996&boletim_id=1393&componente_id=23237

As aves de rapina aplaudem a Espanha moribunda
Lá fora, nas ruas e nas praças, todos parecem saber o que não sabe Mariano Rajoy, não sabe seu governo, não sabem os defensores dessa política suicida aplicada a ferro e fogo com o pseudônimo de austeridade e o aplauso dos matadores do futuro: que quanto mais de aplica essa receita, mais se mata o enfermo. Que enquanto se salvam bancos e especuladores, num ciclo tão vicioso como obsceno, enterram-se gerações. O artigo é de Eric Nepomuceno.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20997&boletim_id=1393&componente_id=23238

Os descaminhos do dinheiro: a compra das eleições
A grande corrupção é aquela que é tão grande que se torna legal. Trata-se do financiamento de campanhas. A empresa que financia um candidato – um assento de deputado federal tipicamente custa 2,5 milhões de reais – tem interesses. Estes interesses se manifestam do lado das políticas que serão aprovadas mais tarde. Do lado do candidato, apenas assentado, já lhe aparece a preocupação com a dívida de campanha que ficou pendurada, e a necessidade de pensar na reeleição. O custo da campanha é cada vez mais descontrolado. O artigo é de Ladislau Dowbor.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21000&boletim_id=1394&componente_id=23268

Leia no WWW.outraspalavras.net

A direita e a mídia sonham com 1964
Não há condições para golpe. Mas os conservadores, incomodados e sem projeto, buscam algo que rompa a pressão da maioria por mudanças e mais democracia. Por Luis Nassif, em seu blog

Tariq Ali tenta desvendar quebra-cabeças sírio
Para escritor e ativista, regime de Assad precisa cair, mas guinada pró-Ocidente pode ser trágica, como na Líbia. Talvez única alternativa aceitável seja transição negociada. No Esquerda.net

Argentina (ao contrário do Brasil…) enfrenta oligopólio da mídia
Com base em nova lei, governo fixa prazo para grupo Clarín transferir parte de suas emissoras e abrir mão para democratização das comunicações. No Sul21

O fim de semana em que a Europa pôs-se em pé
Manifestações gigantescas tomam Madri, Lisboa, Atenas e Paris, denunciam sequestro da democraciae abrem outono de lutas contra oligarquia financeira. Por Antonio Martins

No princípio era Portugal

José Luís Fiori: como pequeno feudo, rebelado contra castelhanos e mouros, guerreou dois séculos e abriu caminho para sistema-mundo que ainda perdura

Paraguai: lições do golpe, cem dias depois

Mídia, transnacionais e direita refinaram, no Paraguai, novo modelo para derrubar líderes populares latino-americanos. Que devemos aprender com isso? Texto e Fotos de Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá

 

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ESPECIAL HOBSBAWM: VIDA E OBRA DE UM HISTORIADOR SINGULAR

Conheça um pouco mais sobre o trabalho e a trajetória de um dos mais importantes e influentes historiadores britânicos do século XX. O Café História conversou com professores e estudantes de história no Brasil. [Leia mais]

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS:  MAIS UMA OBRA DE LOBATO ACUSADA DE RACISMO

Após ‘Caçadas de Pedrinho’, entidade quer barrar distribuição de ‘Negrinha’. Governo rejeita censura e diz que professores devem contextualizar obras. [Leia mais]

DIVULGUE SEU BLOG NO CAFÉ:  VISIBILIDADE PARA O SEU PRODUTO

Já pensou em anunciar o seu blog ou site para uma ampla e segmentada audiência? [Leia mais]

CINE HISTÓRIA: BOCA (2012)

Inspirado na autobiografia de Hiroto de Moraes Joanide (interpretado por Daniel de Oliveira), o filme é ambientalizado na Boca do Lixo, zona de prostituição em São Paulo durante os anos 50 e 60.  [Leia mais]

VÍDEOS EM DESTAQUE: JOSÉ MURILO DE CARVALHO E JOSÉ CARLOS REIS

Entrevista do historiador José Murilo de Carvalho. [Saiba mais]

Entrevista do historiador José Carlos Reis. [Saiba mais]

DOCUMENTO HISTÓRICO:  HEBE CAMARGO NA CAPA DA REVISTA O CRUZEIRO

Falecida no último fim de semana, Hebe foi capa da edição de julho de 1963 da importante revista. [Saiba mais]

CONTEÚDO DA SEMANA: ENTREVISTA COM HOBSBAWM

Dada em 2009. O tema são os vinte anos da queda do Muro de Berlim. [Leia mais]

 

Bruno Leal iniciou a discussão sobre “Qual a maior dificuldade que você enfrenta atualmente em sala de aula?” no grupo Ensino de História-Nível Médio e Fundamental em Cafe Historia

Fórum dedicado aos docentes dos ensinos médio e fundamental. 

Para ver este tópico, vá em:
http://cafehistoria.ning.com/group/ensinodehistoria/forum/topic/show?id=1980410%3ATopic%3A1076225&xg_source=msg

 

Preparamos uma lista com todas as entrevistas realizadas pelo Café História desde 2009.

Confira os nossos convidados e os temas. Para acessar, clique no nome do entrevistado.

2012

Lise Sedrez – História Ambiental

Paulo César de Araújo – Biografias e Censura

Leila Algranti – Alimentos no Brasil Colônia

Rui Afonso – Diplomata português que salvou milhares de pessoas durante a II Guerra

Jurandir Malerba – Cátedra Sérgio Buarque de Holanda na Alemanha

Angela Bittencourt – Projetos de Digitalização da Biblioteca Nacional

Manolo Florentino – Escravidão no Brasil

2011

Eduardo Jardim – Filosofia e Modernidade

Fábio Koifman – Diplomata brasileiro que salvou centenas de judeus durante a II Guerra

2010

Monica Grin – Questões Raciais no Brasil

Paulo Paim – Regulamentação da Profissão do Historiador

Ricardo Salles – História Contemporânea

Cristina Meneguello – Olimpíadas de História do Brasil

2009

Renata de Rezende Ribeiro – Orkut

Marco Antonio Villa – História e Revolução de 1932

Selma Zalcam – Docência em Escolas

Hilário Franco Júnior – História Medieval

Meize Regine de Lucena – História e Cinema

Luiz Edmundo de Souza Moraes – Partido Nazista no Brasil 

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

 

INFORMATIVO ANPUH

  1. Projeto Memória da ANPUH-Brasil.

Depois de um longo processo iniciado na gestão anterior, o projeto coordenado pela Profa. Dra. Ana Maria de Almeida Camargo (FFLCH/USP) já está disponível em nossa página.

Inicialmente disponibilizamos para o público todos os Anais dos Simpósios Nacionais de nossa entidade, mas temos a pretensão de conseguir, com a ajuda de nossas seções regionais, inserir também os trabalhos publicados nos mais diversos encontros regionais. Os primeiros serão os da seção Paraíba, que já enviou boa parte do material de seus encontros.

O site é lançado com uma ferramenta de busca para pesquisas mais detalhadas e também possibilita ao usuário baixar o conteúdo completo das publicações. Consultem!

 

2- Os informativos eletrônicos da ANPUH.

Para aqueles que desejarem rever as edições passadas de nossos informativos, agora é possível. Basta acessar nossa página!

O informe-anpuh está em sua 25ª edição e seu conteúdo depende em grande parte dos sites para os quais faz referência, portanto, nem todos os links dos antigos informativos manterão seu conteúdo.

 

3- Revista Brasileira de História.

A Revista Brasileira de História lembra a todos que nossa 63a edição já está disponível. Com dossiê Igreja e Estado, este número conta com dez artigos de dossiê, oito avulsos e quatro resenhas. A edição 64, com dossiê Trabalho e Trabalhadores recebeu um total de oitenta e três contribuições e encontra-se em fase de emissão de pareceres. Acesse aqui a edição 63.

4. Eventos

ENCONTRO DE HISTÓRIA E CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS E AFRODESCENDENTES
Data: 09 a 11 de outubro de 2012
Local: Universidade de Pernambuco (UPE – Campus Petrolina)
Mais informações

COLÓQUIO INTERNACIONAL – CONCEITOS E LINGUAGENS: CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS
Data: 23 e 24 de outubro de 2012
Local: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP – Campus Franca)
Mais informações

COLÓQUIO INTERNACIONAL O COLAPSO DAS DITADURAS
Data: 24 a 26 de outubro de 2012
Local: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Mais informações

VI COLÓQUIO DE HISTÓRIA DA UNICAP: FACES DA CULTURA NA HISTÓRIA -100 ANOS DE LUIZ GONZAGA
Data: 12 a 14 de novembro de 2012
Local: Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)
Mais informações

II COLÓQUIO NACIONAL HISTÓRIA CULTURAL E SENSIBILIDADES
Data: 20 a 23 de novembro de 2012
Local: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Mais informações

III ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH ALAGOAS – ENSINO DE HISTÓRIA, CONHECIMENTO HISTÓRICO E DIÁLOGO SOCIAL
Data: 28 a 30 de novembro de 2012
Local: Centro Universitário – Maceió (CESMAC)
Mais informações

Sobre boletimdehistoriaricardo

Este Boletim é voltado, principal mas não exclusivamente, para historiadores e estudantes. Seu propósito é fornecer informações, notícias, links. Contribuições são bem-vindas. As opiniões exaradas em artigos assinados não são, necessariamente, as do editor. Mas o espaço é plural.
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