Numero 337

 

 

 

 

 

ImageA Europa continua em crise, e não apenas ela. Sem dúvida, o velho continente é a parte mais visível da crise, no atual momento. Recebi email de uma amiga e ex-aluna, Márcia, que está morando na Itália:

 

Estamos em uma crise tremenda com um índice de desemprego que ultrapassa os 11%, muita gente suicidando por dificuldades econômicas, tipo bolsa de valores de New York em 1930. Estamos perto das eleições, mas eu acho que as coisas vão piorar pq o atual governo técnico de Mario Monte esta resolvendo algumas coisas, mas para ver os resultados è preciso esperar alguns anos. Tenho medo que o próximo governo eleito cancele tudo e torne a ser o governo populista de Berluscone. 

 

Muito claro, não?

 

Os dois artigos iniciais de nosso boletim trazem mais um pouco de luz para nossa compreensão dos efeitos sociais maléficos das políticas salvacionistas de países europeus. “Salvem os bancos e deixem os cidadãos à míngua!”

 Este poderia ser um bom slogan para a troika européia…

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ARTIGOS COMPLETOS

Povo espanhol pede sacrifício de políticos e banqueiros

 

Protestos em mais de 80 cidades da Espanha levam centenas de milhares às ruas para contestar o corte de 65 bilhões de euros aprovado pelo governo. Políticos e banqueiros foram alvos das manifestações. “Há muitos gastos e cargos políticos a enxugar antes de tirar da educação, da saúde, de aposentados e de desempregados”, repetiam os madrilenhos que aderiram à marcha. A reportagem é de Guilherme Kolling, direto de Madri

 

Guilherme Kolling, de Madri (WWW.cartamaior.com.br)

 

Madri – “A joderlos!, ooéé! A joderlos, ooéé!”… O principal grito de guerra da torcida da Espanha na Eurocopa 2012 (o original é Por La Roja!, ooéé!) ganhou uma paródia malcriada que ecoou pelas principais vias do centro de Madri na noite desta quinta-feira. Quem cantava era o povo que saiu às ruas para protestar. O alvo eram políticos e banqueiros.

A inspiração veio da deputada Andrea Fabra, do conservador Partido Popular (PP), que foi flagrada dizendo ‘que se jodan!’, durante a apresentação no Congresso espanhol do corte de 65 bilhões de euros anunciado pelo governo na semana passada.

A população atingida pela medida reagiu com força, em 80 cidades. Em Madri, mais de 100 mil pessoas participaram da marcha pelo Paseo del Prado, Calle de Alcalá, até chegar na Puerta del Sol.

Um deles era Carlos Gaudencio, funcionário da prefeitura que exibia um cartaz parafraseando a deputada do PP, mas atacando os políticos. “Que se jodan, pero mira cómo roban!” Havia muitos outros estandartes nesse estilo, caso de uma bandeira da União Europeia contornada pelos dizeres “Bancos y políticos, que se jodan”.

Organizado pelos principais sindicatos do país ibérico, o ato tinha como título “Quieren arruinar com el país. Hay que impedirlo. Somo más”. Teve apoio maciço de centenas de entidades e de milhares de cidadãos que simplesmente desejavam manifestar seu descontentamento com as medidas do governo de direita comandado por Mariano Rajoy (PP).

O pacote aumenta impostos e sacrifica funcionários públicos, aposentados e desempregados. Nem educação nem saúde foram poupados. Rajoy declarou que não gostaria de ter adotado as medidas, mas justificou que não havia outra opção para a Espanha, que precisa reduzir seu déficit para receber o resgate de 100 bilhões de euros da União Europeia para salvar seus bancos.

A interpretação exibida nas ruas é outra. Seja no “Manos arriba! Eso es un asalto!”, uma das palavras de ordem da caminhada, ou no cartaz com os dizeres “Nos roban dinero para dar a los banqueros”.

Ao invés de cortes nos salários e em áreas sociais, os manifestantes defendem menos dinheiro às instituições financeiras, menos cargos políticos, redução dos altos salários e nas benesses de parlamentares.

“Nesses últimos três meses, tivemos perdas que superam 5 mil euros. São 5 mil euros a menos por ano no nosso salário!”, denunciava o bombeiro José Luis Garcia, integrante de uma das classes que esteve em peso na passeata de Madri. “Nos tiraram salário extra, pagamento de Natal, seguro médico, auxílio-alimentação. Antes de fazer isso, poderiam extinguir pelo menos uns 80% dos cargos políticos desse país”, sugeriu.

Julián Sánchez, também bombeiro, exemplificou os efeitos negativos dos sucessivos recortes na corporação com o aumento do número de plantões e a falta de pessoal e de material de trabalho. “E os carros oficiais que deixam a disposição dos políticos? E o dinheiro para Fórmula 1 em Valência? Enfim, não se pode dizer que a única saída era tomar essas medidas. Há muito para cortar”.

Além de bombeiros, profissionais do canal de televisão Telemadrid, enfermeiros, profissionais da educação e até mesmo policiais engrossaram a marcha. A classe cultural também se mobilizou, com direito a presença ilustre do ator Javier Barden. “Cultura no es lujo”, era um dos dizeres do grupo.

A tese do corte de benesses à classe política foi repetida por vários ativistas, que se referiam a uma pesquisa divulgada neste ano, que revelou que a Espanha tem mais de 400 mil cargos políticos, número muito superior aos pouco mais de 100 mil que existem na Alemanha.

Olga Rosa e Maite Méndez, funcionárias da Universidade Carlos III de Madri, criticaram o desconto no salário dos servidores que ficam doentes. E disseram que há muito desperdício com dinheiro público, como recursos destinados a touradas, incentivadas por serem consideradas um bem cultural.

Julia Ogaña, funcionária do Estado de Madri, observou que a suspensão do salário extra e do pagamento de Natal não atinge parlamentares, que recebem esse valor diluído nos vencimentos mensais.

A administradora de empresas Nieves Palomares, 50 anos, está desempregada e vai ser atingida pelos cortes. Ela compara a ajuda de algumas centenas de euros recebida por quem está sem trabalho com salários em cargos públicos que superam 100 mil euros. “Não seria mais justo diminuir um pouco o soldo deles?”, questiona.

Reduzir recursos da Família Real ou cortar os benefícios fiscais da Igreja foram outras sugestões dos manifestantes. No manifesto lido na Puerta del Sol ao final da caminhada, ficou a promessa de que, enquanto o povo não for ouvido, permanecerá protestando na rua.

 

 

 

Piratas do Caribe são fichinhas

 

Texto de José de Souza Castro (publicado originalmente no blog da kikacastro)

 

O estudo intitulado “The Price of Offshore Revisited”, encomendado a James Henry, ex-economista chefe da consultoria McKinsey, pela ONG Tax Justice Network, é um soco no estômago dos super-ricos no mundo todo, principalmente no Brasil, que estão sempre a reclamar das elevadas taxas de impostos. Parece que lhes falta razão para o chororô, pois escondem boa parte de sua fortuna em paraísos fiscais para fugir dos impostos que deveriam estar pagando e, assim, contribuindo para o desenvolvimento do país. Os brasileiros estão entre os que mais enviam dinheiro para esses paraísos, alguns deles em ilhas do Caribe onde no passado piratas escondiam suas arcas do tesouro.

 

James Henry afirma que os super-ricos que fogem do pagamento dos impostos tinham em 2010 mais de 21 trilhões de dólares escondidos, com a ajuda de grandes bancos, escritórios de advocacia e firmas de investimentos. A cifra é grande, mais o autor admite que ela pode ser muito maior.

 

Segundo ele, o que se perde em arrecadação de impostos é suficientemente grande para fazer diferença significativa nas finanças de muitos países. Para Henry, a descoberta tem seu lado bom: “O mundo acaba de localizar um imenso estoque de riqueza financeira que poderia ser convocada a contribuir para a solução de nossos problemas globais mais prementes”, disse.

 

Suas pesquisas revelam que 100 mil clientes dos bancos UBS, Credit Suisse e Goldman Sachs enviaram para paraísos fiscais cerca de 9,8 trilhões de dólares, o que significa um enorme buraco negro na economia mundial.

 

Com base nesse estudo, a Agência Brasil informou hoje: “Os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.” E acrescenta que James Henry estima que entre 1970 e 2010, os cidadão mais ricos de 139 países aumentaram, de 7,3 trilhões para 9,3 trilhões, a riqueza “offshore” não registrada para fins de tributação.

 

Segundo John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais, “no caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo”.

 

Enquanto isso, o leão da Receita Federal corre atrás de trabalhadores assalariados e de médicos e dentistas…

 

 

 

Moçambique: a maldição da abundância?

 

A “maldição da abundância” é uma expressão usada para caracterizar os riscos que correm os países pobres onde se descobrem recursos naturais objeto de cobiça internacional. Volto da visita que acabo de fazer a Moçambique com uma inquietação sobre a “orgia dos recursos naturais” que impacta o país.

 

Boaventura de Sousa Santos (WWW.cartamaior.com.br)

 

A “maldição da abundância” é uma expressão usada para caracterizar os riscos que correm os países pobres onde se descobrem recursos naturais objeto de cobiça internacional. A promessa de abundância decorrente do imenso valor comercial dos recursos e dos investimentos necessários para o concretizar é tão convincente que passa a condicionar o padrão de desenvolvimento económico, social, político e cultural.

Os riscos desse condicionamento são, entre outros: crescimento do PIB em vez de desenvolvimento social; corrupção generalizada da classe política que, para defender os seus interesses privados, se torna crescentemente autoritária para se poder manter no poder, agora visto como fonte de acumulação primitiva de capital; aumento em vez de redução da pobreza; polarização crescente entre uma pequena minoria super-rica e uma imensa maioria de indigentes; destruição ambiental e sacrifícios incontáveis às populações onde se encontram os recursos em nome de um “progresso” que estas nunca conhecerão; criação de uma cultura consumista que é praticada apenas por uma pequena minoria urbana mas imposta como ideologia a toda a sociedade; supressão do pensamento e das práticas dissidentes da sociedade civil sob o pretexto de serem obstáculos ao desenvolvimento e profetas da desgraça. Em suma, os riscos são que, no final do ciclo da orgia dos recursos, o país esteja mais pobre econômica, social, política e culturalmente do que no seu início. Nisto consiste a maldição da abundância.

Depois das investigações que conduzi em Moçambique entre 1997 e 2003 visitei o país várias vezes. Da visita que acabo de fazer colho uma dupla impressão que a minha solidariedade com o povo moçambicano transforma em dupla inquietação. A primeira tem precisamente a ver com a orgia dos recursos naturais. As sucessivas descobertas (algumas antigas) de carvão (Moçambique é já o sexto maior produtor de carvão a nível mundial), gás natural, ferro, níquel, talvez petróleo anunciam um El Dorado de rendas extrativistas que podem ter um impacto no país semelhante ao que teve a independência. Fala-se numa segunda independência. Estarão os moçambicanos preparados para fugir à maldição da abundância? Duvido.

As grandes multinacionais, algumas bem conhecidas dos latino-americanos, como a Rio Tinto e a brasileira Vale do Rio Doce (Vale Moçambique) exercem as suas atividades com muito pouca regulação estatal, celebram contratos que lhe permitem o saque das riquezas moçambicanas com mínimas contribuições para o orçamento de estado (em 2010 a contribuição foi de 0,04%), violam impunemente os direitos humanos das populações onde existem recursos, procedendo ao seu reassentamento (por vezes mais de um num prazo de poucos anos) em condições indignas, com o desrespeito dos lugares sagrados, dos cemitérios, dos ecossistemas que têm organizado a sua vida desde há dezenas ou centenas de anos.

Sempre que as populações protestam são brutalmente reprimidas pelas forças policiais e militares. A Vale é hoje um alvo central das organizações ecológicas e de direitos humanos pela sua arrogância neo-colonial e pelas cumplicidades que estabeleceu com o governo. Tais cumplicidades assentam por vezes em perigosos conflitos de interesses, entre os interesses do país governado pelo Presidente Guebuza e os interesses das empresas do empresário Guebuza donde podem resultar graves violações dos direitos humanos como quando o ativista ambiental Jeremias Vunjane, que levava consigo para a Conferência da ONU, Rio+20, denúncias dos atropelos da Vale, foi arbitrariamente impedido de entrar no Brasil e deportado (e só regressou depois de muita pressão internacional), ou quando, às organizações sociais é pedida uma autorização do governo para visitar as populações reassentadas como se estas vivessem sob a alçada de um agente soberano estrangeiro.

São muitos os indícios de que as promessas dos recursos começam a corromper a classe política de alto a baixo e os conflitos no seio desta são entre os que “já comeram “ e os que “querem também comer”. Não é de esperar que nestas condições, os moçambicanos no seu conjunto beneficiem dos recursos. Pelo contrário, pode estar em curso a angolanização de Moçambique. Não será um processo linear porque Moçambique é muito diferente de Angola: a liberdade de imprensa é incomparavelmente superior; a sociedade civil está mais organizada; os novos-ricos têm medo da ostentação porque ela zurzida semanalmente na imprensa e também pelo medo dos sequestros; o sistema judicial, apesar de tudo, é mais independente para atuar; há uma massa crítica de acadêmicos moçambicanos credenciados internacionalmente capazes de fazer análises sérias que mostram que “o rei vai nu”.

A segunda impressão/inquietação, relacionada com a anterior, consiste em verificar que o impulso para a transição democrática que observara em estadias anteriores parece estancado ou estagnado. A legitimidade revolucionária da Frelimo sobrepõe-se cada vez mais à sua legitimidade democrática (que tem vindo a diminuir em recentes atos eleitorais) com a agravante de estar agora a ser usada para fins bem pouco revolucionários; a partidarização do aparelho de estado aumenta em vez de diminuir; a vigilância sobre a sociedade civil aperta-se sempre que nela se suspeita dissidência; a célula do partido continua a interferir com a liberdade acadêmica do ensino e investigação universitários; mesmo dentro da Frelimo, e, portanto, num contexto controlado, a discussão política é vista como distração ou obstáculo ante os benefícios indiscutidos e indiscutíveis do “desenvolvimento”. Um autoritarismo insidioso disfarçado de empreendorismo e de aversão à política (“não te metas em problemas”) germina na sociedade como erva daninha.

Ao partir de Moçambique, uma frase do grande escritor moçambicano Eduardo White cravou-se em mim e em mim ficou: “nós que não mudamos de medo por termos medo de o mudar” (Savana, 20-7-2012). Uma frase talvez tão válida para a sociedade moçambicana como para a sociedade portuguesa e para tantas outras acorrentadas às regras de um capitalismo global sem regras.

 

 Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

 

 

 

 VALE A PENA LER

O general francês que veio ensinar a torturar no Brasil

O general francês Paul Aussaresses, promotor do uso da tortura na guerra colonial da Argélia, foi adido militar no Brasil entre 1973-1975 e instrutor no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, criado por oficiais brasileiros formados na não menos famosa Escola das Américas. Amigo do ditador João Figueiredo e do delegado Sérgio Fleury, Aussaresses já admitiu em livros e entrevistas a morte de um mulher sob tortura em Manaus, que teria vindo ao Brasil para espionar Figueiredo, e que a ditadura brasileira participou ativamente do golpe contra Allende. O artigo é de Eduardo Febbro.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20601&boletim_id=1293&componente_id=21123

 

 

 

Chesnais: ‘Estamos navegando águas nunca dantes navegadas’
Em nível mundial, não se avista nenhuma “saída da crise” num horizonte temporal previsível. Assim como eu, outros já explicaram a necessidade inevitável, absoluta, de preparar-se para a perspectiva de uma grande quebra financeira e para tomar os bancos. Outro mundo é possível, certamente, mas não se poderá desenhá-lo senão na medida em que a ação abra caminho ao pensamento, o qual, mais do que nunca, não pode ser senão coletivo. No Século XVI, os navegantes ingleses forjaram a expressão “uncharted Waters”: águas nunca dantes navegadas, para as quais não havia carta náutica nem mapa algum. Hoje estamos nesta situação. O artigo é de François Chesnais.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20596&boletim_id=1293&componente_id=21129

 

 

 

José Serra é o mais novo alvo da CPMI do Cachoeira
O candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo recebeu uma doação milionária da esposa de um empreiteiro com histórico de prática de corrupção e envolvimento com a Delta, empresa apontada como braço da organização criminosa do contraventor Carlinhos Cachoeira. Outros tucanos também estão na berlinda. Há novas denúncias contra o governador de Goiás, Marconi Perillo, e a recomendação da abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Carlos Leréia.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20590&boletim_id=1288&componente_id=21068

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Sobre a intolerância

PAULO ROBERTO DE ALMEIDA

 

Religiões são construções humanas, profundamente humanas (no sentido social ou “societal”, da palavra). Elas podem ter sido elaboradas por algum “profeta” individual, mas são mais exatamente uma construção envolvendo mais de um ator. Como resultado de seu processo de “fabricação”, elas guardam íntima relação com os valores e as crenças normalmente partilhados por uma dada sociedade num determinado momento histórico… LEIA NA ÍNTEGRA: http://espacoacademico.wordpress.com/2012/07/21/sobre-a-intolerancia/

 

 Biografias de Rosa Luxemburgo

 

ANTONIO OZAÍ DA SILVA

 

As imagens, diálogos e falas da personagem principal do filme Rosa Luxemburgo, dirigido por Margarethe von Trotta, nos oferecem um perfil biográfico dessa admirável mulher… LEIA NA ÍNTEGRA: http://espacoacademico.wordpress.com/2012/07/18/biografias-de-rosa-luxemburgo/

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Leia no WWW.outraspalavras.net

 

O que os professores, em greve, podem ensinar
Felizmente, já não faltam recursos ao governo Dilma. Falta, sim, uma visão menos convencional sobre o futuro do país e da democracia. Por Antonio Martins

Por que as universidades continuam paradas
Depois de 60 dias de greve, negociações foram abertas. Mas a primeira proposta do governo é pífia e ilusória.Por Laís Bellini

Dois meses de mobilização
Estratégia do governo parece ser protelar. Alastramento da greve para outros setores sugere que aposta pode ser de alto risco. Por Bruna Bernacchio

Universidade, trabalho e sociedade
Maiorias têm todo direito de reivindicar acesso ao ensino superior. Mas tal conquista será vã, se prosseguir descaracterização das instituições. Por Myriam Bahia Lopes

 

 Uma África além da miséria
Jornalistas brasileiros buscam financiamento alternativo para entender influência cultural do continente e superar noticiário baseado no sensacionalismo. Por Cauê Seigner Ameni

Maias manejavam abastecimento d’água há 2 mil anos
Novo estudo antropológico revela que rede, na atual Guatemala, incluía barragens, reservatórios, canais de distribuição e até mecanismos de filtragem. Por Daniela Frabasile

 

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MATÉRIA DO CAFÉ HISTÓRIA: A REVOLUÇÃO DAS FONTES DIGITALIZADAS 

Biblioteca Nacional digitaliza boa parte de sua hemeroteca e contribui de forma decisiva para a consolidação de uma verdadeira revolução no trabalho de pesquisa acadêmica no Brasil

Leia mais sobre o projeto: http://cafehistoria.ning.com/page/materia-do-cafe-historia-fontes-historicas-digitalizadas 

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: OPERAÇÃO CONDOR

Historiador afirma que atividades da Operação Condor começaram cinco anos antes de sua instalação oficial

Leia mais sobre esta notícia em: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


MURAL DO HISTORIADOR: OLIMPÍADA NACIONAL EM HISTÓRIA DO BRASIL

O Museu Exploratório de Ciências – Unicamp está recebendo desde o dia 01/06/2012, as inscrições para a 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB)

Saiba mais sobre essa notícia: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


DOCUMENTO HISTÓRICO:  REVISTA BRASILEIRA DE HISTÓRIA

Novo número do periódico já está disponível na internet

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CONTEÚDO DA SEMANA: VIDEOCONFERÊNCIA COM CARLOS FICO

A gravação da videoconferência que o Café História transmitiu ao vivo, recentemente, com Carlos Fico está disponível

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Este Boletim é voltado, principal mas não exclusivamente, para historiadores e estudantes. Seu propósito é fornecer informações, notícias, links. Contribuições são bem-vindas. As opiniões exaradas em artigos assinados não são, necessariamente, as do editor. Mas o espaço é plural.
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