Numero 334

Image

Posso falar que este boletim foi escrito a 4 mãos, pois os três artigos da primeira parte foram enviados pelo amigo Guilherme Souto. Incansável “fuçador” de notícias, ele sempre nos brinda com bons artigos. E nesta semana ele se superou, enviando os três excelentes artigos que garimpou.

Image

ARTIGOS COMPLETOS

 

Lula e Civita: a solidariedade no câncer

Enviado por luisnassif, sab, 30/06/2012 – 18:24

Autor:  Luis Nassif

No Sirio, em tratamento, Lula soube que seu arquiinimigo, Roberto Civita, também estava internado, câncer na próstata, só que em situação bem mais grave. Assim que foi informado, decidiu visitá-lo, apesar da resistência de dona Marisa.

Desceram ao apartamento de Roberto Civita acompanhado do oncologista de Lula, Roberto Kalil. Civita se emocionou com a visita e pediu desculpas pelos ataques a Lula e ao filho. Lula lhe disse para não se emocionar muito para não atrapalhar o tratamento.

Kalil viu sinais de ironia no alerta de Lula. Quem o conhece, viu a solidariedade para com o próximo.

A visita foi para a pessoa de Roberto Civita. Mas em nada mudou o julgamento de Lula sobre o publisher Roberto Civita.

Desdobramentos

Algumas deduções e desdobramentos da notícia acima.

Ganha consistência o rumor de que João Roberto Marinho esteve na Casa Civil do governo Dilma, solicitando o empenho do governo para a não convocação de Roberto Civita pela CPI, devido à doença. Da Abril ele seria a única pessoa a poder responder pelos movimentos da Veja nos últimos anos. Nenhum executivo – com exceção de Fábio Barbosa – tem acesso às instâncias mais altas da República.

A notícia do agravamento da doença, além disso, lança nuvens de suspeita sobre o futuro da editora. Os herdeiros não demonstram pique para segurar o timão. Analista do mercado – com quem acabo de conversar agora – julga que se encerra o ciclo Civita na mídia brasileira, sem conseguir chegar até a terceira geração. Não significa o fim da Abril, mas, a médio prazo, dos Civita à frente do grupo.

Roberto recebeu uma editora sólida do pai e teve oportunidades de criar um império. A influência da mídia sobre o governo Sarney permitiu-lhe conquistar uma rede de TV a cabo, a TVA. Depois, com a BOL, foi o primeiro grupo de mídia a tentar explorar as possibilidades da Internet.

Na segunda metade dos anos 90, junto com Otávio Frias de Oliveira, tentou adquirir a Rede Bandeirantes. Na época, fiz uma espécie de meio campo entre ele, Frias e João Saad.

Gradativamente, o grupo foi fracassando em todas as frentes. A BOL acabou fundindo-se com a UOL – da Folha. Mais à frente, Civita foi engolido por Luiz Frias que, na primeira capitalização do grupo, adquiriu a participação da Abril. De um lado, Civita tentava reduzir o endividamento. De outro, julgava que na hora em que quisesse, o conteúdo do grupo permitiria montar uma nova UOL. Perdeu o bonde.

Mais tarde, também para reduzir a dívida, vendeu a TVA para o grupo Telefonica, matando sua última oportunidade de virar um grupo multimidia.

Finalmente, houve um processo de capitalização em que o sul-africano Nasper adquiriu 30% da Abril. Outros 20% ficaram com duas holdings de Delaware, cujo controle nunca foi revelado. Quando vendeu a TVA, provavelmente a Abril recomprou os 20% adicionais.

Alguns anos atrás, a Abril lançou a toalha do lado midiático. Civita passou a investir em educação, montando cursos apostilados e adquirindo editoras de livros didáticos. O poder de intimidação da Veja, as parcerias políticas permitiram avançar em algumas frentes.

Montou estratégias de ataques a concorrentes. Atacou um curso de Ribeirão Preto com informações mentirosas. Depois, apoiou-se em uma ONG recem aberta para ataques macartistas contra concorrentes. A aproximação com jornalistas de outros veículos fez com que, uma semana depois de conceder duas páginas ao livro de um deles, este publicasse em O Globo artigo criminalizando politicamente livro de história de editora concorrente.

Ainda há chão pela frente.

Mas a saga dos Civita, no Brasil, será conhecida por duas fases: a do velho Victor Civita com suas histórias em quadrinhos, suas coleções de livros de economia, filosofia e música, a ousadia em lançar Realidade, Quatro Rodas e Veja. E a era de Roberto Civita, que errou em todas suas estratégias e transformou a menina dos olhos da Abril – a revista Veja – no mais repelente modelo de jornalismo que o país jamais teve em toda sua história.

 

A vitória do Bolsa Família

Enviado por luisnassif, dom, 01/07/2012 – 08:00

Coluna Econômica

Se houve um vitorioso na Conferência Rio+20 foram as políticas de transferência de rendas do país e, entre elas, especificamente o Bolsa Família.

A agenda da pobreza acabou indo para o centro do documento final da conferência. E em todo lugar em que se discutia o tema, a experiência brasileira era apontada como a mais bem sucedida, em vários aspectos: efetividade (não gera dependência), os beneficiários trabalham, há o emponderamento das mulheres, melhor frequência escolar e desempenho das crianças.

Hoje em dia, há pelos menos duas delegações internacionais por semana visitando o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), segundo informa a Ministra Tereza Canepllo, para saber mais detalhes da experiência.

Com 9 anos de vida e 13,5 milhões de famílias atendidas, com riqueza de séries históricas, estatísticas e avaliações, o BF conseguiu desmentir várias lendas urbanas:.

Lenda 1 – o BF criará preguiçosos acomodados.

Os levantamentos comprovam que maioria absoluta dos adultos beneficiados trabalha na formalidade e na informalidade.

Lenda 2 – as beneficiárias tratarão de ter mais filhos para receber mais auxílio.

O último censo comprovou redução geral da natalidade no país, mais ainda no nordeste, mais ainda entre os beneficiários do BF.

Lenda 3 – um mero assistencialismo sem desdobramentos.

Nos estudos com gestantes, as que recebem BF frequentam em 50% a mais o pré-natal; as crianças nascem com mais peso e altura; houve redução da mortalidade materna e infantil. Há maior frequência das crianças às escolas.

Agora, através do programa Brasil Carinhoso, se entra no foco do foco, as famílias mais miseráveis com crianças de 0 a 6 anos. No total, 2,7 milhões de crianças.

Em 9 anos, atendendo 13,5 milhões de família, o BF consegue uma avaliação refinada e de segurança para todos os parceiros.

Com Brasil Carinhoso pretende-se chegar a 2,7 milhões de crianças, em famílias pobres com filhos entre 0 e 6 anos de idade.

A grande preocupação da presidente, explica Tereza Campello, é que essas crianças não podem esperar: qualquer impacto da pobreza sobre sua formação, qualquer problema nutricional as afetará por toda a vida

Essas famílias representam 40% dos extremamente pobres do país. Primeiro, se levantará sua renda atual. O Brasil Carinhoso complementará até atingir R$ 70,00 per capita por mês.

Hoje em dia, não há um técnico de renome que tenha ressalvas maiores ao Bolsa Família. As críticas estão concentradas em colunistas sem conhecimento maior de metodologia de políticas sociais, de estatísticas.

No início do governo Lula, havia duas vertentes de discussão sobre políticas sociais. Uma, a do universalismo inconsequente, a do distributivismo sem metodologia – cujo representante maior era Frei Betto e seu Fome Zero. A outra, um modelo metodologicamente sofisticado, tem como figura central (na parte de focalização) o economista Ricardo Paes de Barros.

Prevaleceu um misto do modelo, com as estatísticas sendo utilizadas para focalizar melhor os benefícios. Foi esse modelo que acabou consagrando universalmente o BF.

As críticas desinformadas – 1

Conhecido por sua militância conservadora, o colunista Merval Pereira (o Globo e CBN) apresentou como contraponto ao Bolsa Familia o que ele considerou uma proposta alternativa de esquerda. “O Fome Zero/Bolsa-Família, do jeito que estava montado pela turma do Frei Betto, era um projeto de reforma estrutural, da estrutura do Estado. Frei Betto queria fazer comissões regionais sem políticos, para distribuição do Bolsa-Família, e a partir daí fazer educação popular”.

As críticas desinformadas – 2

Continua o revolucionário Merval: “ Era um projeto muito mais de esquerda, muito mais voltado para mudanças estruturais da sociedade. O Bolsa-Família hoje é um programa para manter a dominação do governo sobre esse povo necessitado. Patrus transformou-o num instrumento político espetacular, que foi o começo da força do lulismo”. O conceito de educação popular significa fora da rede oficial, levando mensagens populares aos alunos.

As críticas desinformadas – 3

O que Merval descreve, em seu discurso, é modelo similar ao do MST e sua universidade popular. A troco de quê um comentarista claramente conservador de repente se põe a defender modelos revolucionários que levem a “mudanças estruturais na sociedade”? Primeiro, a necessidade de ser negativo em relação a tudo. Segundo, o despreparo para tratar com temas técnicos. Empunha o primeiro argumento que lhe vem à mão, mesmo sendo contra tudo o que defende.

As críticas desinformadas – 4

Quando foi lançado, o Fome Zero nem podia ser tratado como programa. Era um amontoado de iniciativas caóticas cercado de slogans vazios. O objetivo seria mobilizar a sociedade para receber ajuda, sem nenhuma preocupação com logística de distribuição, com levantamentos estatísticos. Não havia a preocupação mínima de integrar o auxílio com educação, meio social. Não gerou sequer um documento expondo qualquer filosofia.

As críticas desinformadas – 5

Todo defeito que Merval vê na BF era constitutivo do tal Fome Zero. E as principais críticas ao Fome Zero vinham justamente dos economistas “focalistas”, aqueles que em geral são mais acatados nos círculos políticos que Merval frequenta. Na época, defendia-se a focalização como maneira de focar os gastos nos mais necessitados, evitando desperdícios. A crítica contrária era a dos universalistas – que queriam políticas sociais para todos.

As críticas desinformadas – 6

O que o BF fez foi incorporar toda a ciência dos indicadores dos focalistas, montar sistemas exemplares de acompanhamento e avaliação, e universalizar o atendimento a todos os miseráveis. É essa visão, amarrada a metodologias de primeiro nível, que a transformou em modelo universal de políticas sociais, perseguido por países africanos, asiáticos, por ONGs europeias e norte-americanas.

  

O golpe no Paraguai e a Tríplice Fronteira

por Mauro Santayana, no JB

A moderação dos Estados Unidos, que dizem estranhar a rapidez do processo de impeachment do presidente Lugo, não deve alimentar o otimismo continental. Em plena campanha eleitoral, a equipe de Obama (mesmo a senhora Clinton) caminha com cautela, e não lhe convém tomar atitudes drásticas nestas semanas. Esta razão os leva a deixar o assunto, neste momento, nas mãos da OEA.

Na verdade, se as autoridades de Washington não ordenaram a operação relâmpago contra Lugo, não há dúvida de que o Parlamento paraguaio vem sendo, e há muito, movido pelo controle remoto do Norte.

E é quase certo que, ao agir como agiram, os inimigos de Lugo contavam com o aval norte-americano. E ainda contam. Conforme o Wikileaks revelou, a embaixada norte-americana informava a Washington, em março de 2009, que a direita preparava um “golpe democrático” contra Lugo, mediante o Parlamento. Infelizmente, não sabemos o que a embaixada dos Estados Unidos em Assunção comunicou ao seu governo depois e durante toda a maturação do golpe: Assange e Meaning estão fora de ação.

Não é segredo que os falcões ianques sonham com o controle da Tríplice Fronteira. Não há, no sul do Hemisfério, ponto mais estratégico do que o que une o Brasil ao Paraguai e à Argentina. É o ponto central da região mais populosa e mais industrializada da América do Sul, a pouco mais de duas horas de voo de Buenos Aires, de São Paulo e de Brasília. Isso sem falar nas cataratas do Iguaçu, no Aquífero Guarani e na Usina de Itaipu. Por isso mesmo, qualquer coisa que ocorra em Assunção e em Buenos Aires nos interessa, e de muito perto.

Não procede a afirmação de Julio Sanguinetti, o ex-presidente uruguaio, de que estamos intervindo em assuntos internos do Paraguai. É provável que o ex-presidente — que teve um desempenho neoliberal durante seu mandato — esteja, além de ao Brasil e à Argentina, dirigindo suas críticas também a José Mujica, lutador contra a ditadura militar, que o manteve durante 14 anos prisioneiro, e que vem exercendo um governo exemplar de esquerda no Uruguai.

Não houve intervenção nos assuntos internos do Paraguai, mas a reação normal de dois organismos internacionais que se regem por tratados de defesa do estado de direito no continente, o Mercosul e a Unasul — isso sem se falar na OEA, cujo presidente condenou, ad referendum da assembleia, o golpe parlamentar de Assunção.

É da norma das relações internacionais a manifestação de desagrado contra decisões de outros países, mediante medidas diplomáticas. Essas medidas podem evoluir, conforme a situação, até a ruptura de relações, sem que haja intervenção nos assuntos internos, nem violação aos princípios da autodeterminação dos povos.

A prudência — mesmo quando os atos internos não ameacem os países vizinhos — manda não reconhecer, de afogadilho, um governo que surge ex-abrupto, em manobra parlamentar de poucas horas. E se trata de sadia providência expressar, de imediato, o desconforto pelo processo de deposição, sem que tenha havido investigação minuciosa dos fatos alegados, e amplo direito de defesa do presidente.

Registre-se o açodamento nada cristão do núncio apostólico em hipotecar solidariedade ao sucessor de Lugo, a ponto de celebrar missa de regozijo no dia de sua posse. O Vaticano, ao ser o primeiro a reconhecer o novo governo, não agiu como Estado, mas, sim, como sede de uma seita religiosa como outra qualquer.

O bispo é um pecador, é verdade, mas menos pecador do que muitos outros prelados da Igreja. Ele, ao gerar filhos, agiu como um homem comum. Outros foram muito mais adiante nos pecados da carne — sem falar em outros deslizes, da mesma gravidade — e têm sido “compreendidos” e protegidos pela alta hierarquia da Igreja. O maior pecado de Lugo é o de defender os pobres, de retornar aos postulados da Teologia da Libertação.

Lugo parece decidido a recuperar o seu mandato — que duraria, constitucionalmente, até agosto do próximo ano. Não parece que isso seja fácil, embora não seja improvável. Na realidade, Lugo não conta com a maior parcela da classe média paraguaia, e possivelmente enfrente a hostilidade das forças militares. Os chamados poderes de fato — a começar pela Igreja Católica, que tem um estatuto de privilégios no Paraguai — não assimilaram o bispo e as suas ideias. Em política, no entanto, não convém subestimar os imprevistos.

Os fazendeiros brasileiros que se aproveitaram dos preços relativamente baixos das terras paraguaias, e lá se fixaram, não podem colocar os seus interesses econômicos acima dos interesses permanentes da nação. É natural que aspirem a boas relações entre os dois países e que, até mesmo, peçam a Dilma que reconheça o governo. Mas o governo brasileiro não parece disposto a curvar-se diante dessa demanda corporativa dos “brasiguaios”.

No Paraguai se repete uma endemia política continental, sob o regime presidencialista. O povo vota em quem se dispõe a lutar contra as desigualdades e em assegurar a todos a educação, a saúde e a segurança, mediante a força do Estado. Os parlamentos são eleitos por feudos eleitorais dominados por oligarcas, que pretendem, isso sim, manter seus privilégios de fortuna, de classe, de relações familiares.

Nós sofremos isso com a rebelião parlamentar, empresarial e militar (com apoio estrangeiro) contra Getulio, em 1954, que o levou ao suicídio; contra Juscelino, mesmo antes de sua posse, e, em duas ocasiões, durante seu mandato. Todas foram debeladas. A conspiração se repetiu com Jânio, e com Jango — deposto pela aliança golpista civil e militar, patrocinada por Washington, em 1964.

A decisão dos países do Mercosul de suspender o Paraguai de sua filiação ao tratado, e a da Unasul de só reconhecer o governo paraguaio que nasça das novas eleições marcadas para abril, não ferem a soberania do Paraguai, mas expressam um direito de evitar que as duas alianças continentais sejam cúmplices de um golpe contra o estado democrático de direito no país vizinho.

 

VALE A PENA LER

Image

Vivendo no fim dos tempos: o Apocalipse segundo Zizek
Em seu novo livro, “Vivendo no fim dos tempos” (Boitempo Editorial), Slavoj Zizek defende que o capitalismo global está se aproximando rapidamente da sua crise final. Ele identifica os quatro cavaleiros deste apocalipse: a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matérias-primas, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais. Zizek apresenta sua obra como “parte da luta contra aqueles que estão no poder em geral, contra sua autoridade, contra a ordem global e contra a mistificação ideológica que os sustenta”.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20488&boletim_id=1258&componente_id=20461

 

‘Mata!’ revela que a ditadura militar executou 41 guerrilheiros no Araguaia

Enquanto acontecia, entre 1966 e 1974, a Guerrilha do Araguaia esteve envolta pelo manto do silêncio imposto pela censura da ditadura militar. Mais tarde, com a redemocratização, a história começaria a ser contada em reportagens e livros.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511039-mata-revela-que-a-ditadura-militar-executou-41-guerrilheiros-no-araguaia

Na mesma noite, duas derrotas
Enquanto a hiper-confiante equipe da Alemanha, comandada por Joachim Löw, naufragava perante a hiper-sagaz equipe italiana, em Varsóvia, na Eurocopa 2012, uma outra hiper-confiante equipe alemã começava a naufragar perante uma outra equipe, também capitaneada por um italiano, a 1160 km. de distância, em Bruxelas. Mario Monti, apoiado por François Hollande e Mariano Rajoy, conseguiu arrancar novas concessões quanto ao tipo de ajuda e a natureza dos empréstimos de resgate, na União Europeia. O artigo é de Flávio Aguiar, direto de Berlim.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20491&boletim_id=1258&componente_id=20455

 

Os desdobramentos da entrada da Venezuela no Mercosul
Com o ingresso do país caribenho, o PIB do Mercosul passará a somar cerca de US$ 3,2 trilhões, alcançando 75% do total da América do Sul. Por sua vez, a população dos países membros aumentará para 272 milhões, para 70% do total da região. O bloco se estabelecerá como um dos mais importantes produtores mundiais de energia, alimentos e produtos manufaturados. A estimativa é que a entrada da Venezuela incremente o comércio intra-bloco em 20%. O artigo é de Luciano Wexell Severo.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20502&boletim_id=1262&componente_id=20552

 O PRI está de volta ao poder no México
Entre a oferta do mesmo, o PAN, e a da mudança, o PRD, os eleitores optaram por um partido que, apesar das acusações de corrupção e autoritarismo que empanaram seus anos no poder, garantiu a ordem e o funcionamento do Estado. O México castigou a direita mexicana encarnada pelo PAN, ao mesmo tempo em que deixou à esquerda um espaço de ação e controle inédito. Felipe Calderón deixa um país de joelhos e cheio de mortos. Peña Nieto terá que governar um país fraturado pela violência provocada pela luta contra o narcotráfico e pelos índices de pobreza e desigualdade. O artigo é de Eduardo Febbro, direto da Cidade do México.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20507&boletim_id=1265&componente_id=20588

 

Nacionalismo e desenvolvimento econômico (I)
O economista alemão Friedrich List criticava a “economia política clássica” por condenar as nações menos desenvolvidas a “rolar eternamente a pedra de Sísifo” do atraso, exatamente porque havia “excluído a política da ciência econômica, ignorado a existência da nacionalidade, e desconhecido completamente os efeitos da guerra sobre o comercio entre as nações”.

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5664&boletim_id=1265&componente_id=20602

 

Leia no WWW.outraspalavras.net.

Precariado, rebeldia e renda cidadã
Uma nova classe social multiplica-se e questiona bases do capitalismo oligárquico. Esquerda institucional não pode continuar sem propostas para ela. Por Guy Standing

A peste e a retórica do silêncio
Jamais se chamam pelo nome as ações  imperiais. Pensamento colonizador surge como expressão do invisível, negação sistemática de sua própria existência. Por Theotônio de Paiva

Renda Básica: assistência ou pós-capitalismo?
Debate provocador em São Paulo: Guy Standing diz que sociedades – e esquerda – vão se tornar insuportáveis, se não adotarem e radicalizarem programas como Bolsa-Família. Por Antonio Martins

Paraguai: golpistas buscam omissão do Brasil
Líderes dos partidos que derrubaram Lugo vêm a Brasília. Movimentos sociais paraguaios tentam ampliar mobilização pela democracia. Reuniões internacionais decisivas começam 5ª-feira. (A.M)

Shopping Centers em São Paulo: transparentes, só as vitrines
Construções atentam contra ambiente urbano, e seus administradores procuram corromper democracia. Mas a mídia os protege, porque oferecer impunidade total aos corruptores. Por Raquel Rolnik, em seu blog

Qual o país mais racista da Europa?
Neste infame campeonato, é difícil escolher um vencedor. Mas algo parece claro: é preciso resgatar o Velho Continente de sua tendência atual ao ódio e fascismo. Por Gavin Haynes, em Vice

 

 INFORMAÇÕES

Image

 

Image

 

ARTIGO NO CAFÉ HISTÓRIA: SER HISTORIADOR NO BRASIL DO SÉCULO XXI

O historiador brasileiro Jurandir Malerba (PUCRS) publica no Café História o inédito artigo “Ser Historiador no Brasil do Século XXI”, no qual discute os desafios e as principais perspectivas do historiador brasileiro no século XXI. [Leia mais]

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO

Associação Nacional de História (ANPUH) manifesta-se mais uma vez no âmbito do Projeto de Lei que tenta regulamentar a profissão de historiador no Brasil. Desta vez, a entidade publicou uma nota e convoca um abaixo assinado. [Leia mais]

CINE HISTÓRIA: FAUSTO  NO CINEMA

Filme russo “Fausto” traz cenários, personagens e argumentos originais para falar de um dos romances mais importantes da literatura mundial. Produção encerra um saga iniciada em 1999 . [Leia mais]

MURAL DO HISTORIADOR: DOCUMENTOS BRASILEIROS NA INTERNET

O “The Latin American Microfilm Project (LAMP)”, do Centro de Pesquisas de Bibliotecas (CRL), digitalizou diversos documentos do governo brasileiro produzidos entre 1821 e 1993. Está tudo disponível no site da Universidade de Chicago. [Saiba mais]

DOCUMENTO HISTÓRICO:  REVISTA DA SEMANA

Capa da “Revista da Semana” em 1904 destacava a “Revolta da Vacina”[Saiba mais]

CONTEÚDO DA SEMANA: DEBATES SOBRE “RAÇA”

Relembre nossa entrevista feita com a historiadora da UFRJ Monica Grin. [Leia mais]

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

 

INFORMATIVO DA ANPUH

 

Abaixo-assinado nacional pela aprovação do projeto de regulamentação da profissão de Historiador.

Caros associados, historiadores e seções regionais da Anpuh,

estamos iniciando a divulgação de um abaixo-assinado nacional pela aprovação do projeto de regulamentação da profissão de Historiador (estará no site da Anpuh para assinatura eletrônica, para impressão e assinatura manual). Como temos informado regularmente, o Projeto de Lei do Senado n. 368, de 2009, de autoria do senador Paulo Paim encontra-se em tramitação naquela casa legislativa, mas nada garantirá sua aprovação se não houver ampla mobilização e divulgação. A iniciativa precisa de apoio e envolvimento da sociedade para aumentar a pressão e sensibilizar os congressistas.

É importante que o abaixo-assinado seja divulgado entre alunos e colegas dos Curso de História, professores de História do ensino fundamental e médio, historiadores atuantes em instituições de patrimônio, em listas e comunidades, informativos etc.

Esperamos através da Anpuh coletar milhares de assinaturas em todo o país e entregá-las em Brasília em momento oportuno. Por isso, pedimos o apoio e o engajamento de nossas seções regionais e de cada associado.

Mãos a obra!

—————-

Historiadores em arquivos.

A Diretoria Nacional está organizando um encontro nacional de historiadores atuantes em arquivos, previsto para acontecer nos dias 06 e 07 de dezembro do corrente ano, no auditório do Arquivo Público de São Paulo, gentilmente ofertado por seu diretor, historiador Carlos Bacellar. A proposta é discutir o perfil deste profissional, levando em conta temas como: formação, participação na gestão documental, difusão cultural, interface com outras áreas de conhecimento, etc. A comissão de organização ficou composta por Clarissa Sommer Alves (APERS), Haike Roselane Kleber da Silva (APESP), Paulo Knauss (APERJ) e um representante do Arquivo Nacional (a ser indicado).

——————-

Novo contato.

A ANPUH e a RBH estão com e-mails novos, com domínio próprio da Associação. São eles: secretaria@anpuh.org e rbh@anpuh.org

——————-

Concursos:

MESTRADO E DOUTORADO
Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Inscrições: até 06/07/2012
Mais informações

SELEÇÃO DE MESTRADO UNIVERSO-NITERÓI 2° SEMESTRE 2012
Instituição: Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO)
Inscrições: até 13/07/2012
Mais informações

PROCESSO SELETIVO PARA MESTRADO 2012
Instituição: Universidade Severino Sombra (USS)
Inscrições: até 13/07/2012
Mais informações

CONCURSO PÚBLICO – PROFESSOR ADJUNTO E ASSISTENTE
Instituição: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
Inscrições: até 18/07/2012
Mais informações

4ª OLIMPÍADA NACIONAL EM HISTÓRIA DO BRASIL
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Inscrições: até 10/08/2012
Mais informações

PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA – MESTRADO E DOUTORADO
Instituição: Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Inscrições: de 10 até 14/09/2012
Mais informações

——————–

Eventos:

SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA PÚBLICA: A HISTÓRIA E SEUS PÚBLICOS (novo)
Data: 16 a 20 de julho de 2012
Local: Universidade de São Paulo (USP)
Mais informações

VIII ENCONTRO DE HISTÓRIA DA ARTE: HISTÓRIA DA ARTE E SUAS FRONTEIRAS (novo)
Data: 06 a 10 de agosto de 2012
Local: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Mais informações

Iº SEMINÁRIO DE PRESERVAÇÃO DE ACERVOS TEATRAIS (novo)
Data: 08 a 10 de agosto de 2012
Local: Universidade de São Paulo (USP)
Mais informações

90 ANOS DO MOVIMENTO COMUNISTA NO BRASIL (novo)
Data: 13 a 17 de agosto de 2012
Local: Universidade Estadual Paulista – Campus de Marília (Unesp-Marília)
Mais informações

III CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA E PATRIMÔNIO CULTURAL (novo)
Data: 20 a 22 de agosto de 2012
Local: Porto das Barcas, Centro Histórico / Litoral Norte do Piauí, Delta do Parnaíba
Mais informações

IMAGENS DO OCIDENTE NOS SÉCULOS XVI, XVII E XVIII (novo)
Data: 20 a 23 de agosto de 2012
Local: Universidade Estadual Paulista – Campus Franca (UNESP-Franca)
Mais informações

IV SIMPÓSIO REGIONAL DE HISTÓRIA: FRONTEIRA E REGIÃO (novo)
Data: 27 a 31 de agosto de 2012
Local: Universidade Estadual de Goiás – Unidade Jussara (UEG-Jussara)
Mais informações

VII ENCONTRO REGIONAL DE HISTORIA DA ANPUH-MT: SUJEITOS E HISTÓRIAS (novo)
Data: 10 a 15 de setembro de 2012
Local: Universidade Federal do Mato Grosso – Campus Rondonópolis (UFMT/Rondonópolis)
Mais informações

III SIMPÓSIO NACIONAL EM HISTÓRIA TRABALHO, CULTURA E PODER: MEMÓRIAS, MOVIMENTOS SOCIAIS E HIDROELÉTRICAS (novo)
Data: 25 a 28 de setembro de 2012
Local: Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Campus de Marechal Cândido Rondon (UNIOESTE)
Mais informações

IV SEMINÁRIO DE PÓS-GRADUANDOS EM HISTÓRIA MODERNA (novo)
Data: 04 e 05 de outubro de 2012
Local: Universidade Federal Fluminense (UFF)
Mais informações

VI SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS AMERICANOS (novo)
Data: 22 a 26 de outubro de 2012
Local: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Mais informações

O COLAPSO DAS DITADURAS: SUL DA EUROPA, AMÉRICA LATINA, LESTE EUROPEU E ÁFRICA DO SUL – HISTÓRIA E MEMÓRIA (novo)
Data: 22 a 26 de outubro de 2012
Local: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Mais informações

I COLÓQUIO DE ESTUDOS VIKINGS E ESCANDINAVOS: PERSPECTIVAS DA ESCANDINAVÍSTICA (novo)
Data: 31 de outubro a 01 de novembro de 2012
Local: Universidade Federal Fluminense – Campus Gragoatá (UFF-Gragoatá)
Mais informações

VIII SEMINÁRIO RACISMO E EDUCAÇÃO & VII SEMINÁRIO DE GÊNERO, RAÇA E ETNIA (novo)
Data: 08 a 10 de novembro de 2012
Local: Universidade Federal de Uberlândia – Campus Santa Mônica (UFU-Santa Mônica)
Mais informações

MOVIMIENTOS SOCIALES, ESTADOS Y PARTIDOS POLÍTICOS EN AMÉRICA LATINA: (RE)CONFIGURACIONES INSTITUCIONALES, EXPERIENCIAS DE ORGANIZACIÓN Y RESISTENCIA (novo)
Data: 28 a 30 de novembro de 2012
Local: Universidad Nacional de Cuyo / Mendoza – Argentina (UNCU)
Mais informações

AFRICANOS NAS AMÉRICAS: RECONSTRUINDO VIDAS NUM NOVO MUNDO (1675-1825) (novo)
Data: 14 a 16 de março de 2013
Local: University of West Indies – Cave Hill, Barbados (UWI)
Mais informações

Sobre boletimdehistoriaricardo

Este Boletim é voltado, principal mas não exclusivamente, para historiadores e estudantes. Seu propósito é fornecer informações, notícias, links. Contribuições são bem-vindas. As opiniões exaradas em artigos assinados não são, necessariamente, as do editor. Mas o espaço é plural.
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s