Numero 332

 

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Bem, eu havia prometido que não falaria mais das cachoeiras que derramam suas águas em Brasilia e adjacências, mas este artigo do Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa, me fez pensar bastante e achei oportuno reproduzi-lo. Não por conta das cachoeiras, mas sim das pérfidas conseqüências das águas barrentas. E não bastassem essas conseqüências, ainda vemos o esforço conjunto da mídia, da CPMI e de um desembargador querendo livrar a cara de todo mundo envolvido. É demais!

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ARTIGOS COMPLETOS

 

 

 

Justiça confrontada, instituições contaminadas

 

Por Luciano Martins Costa

 

Reportagens nas edições de terça-feira (19/6) dos jornais O Estado de S.Paulo e O Globo revelam que o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, encarregado do processo original contra o bicheiro Carlos Cachoeira em Goiás, pediu afastamento do cargo e decidiu deixar o Brasil temporariamente. Sua família teria sofrido pressões por parte de policiais suspeitos de envolvimento com a quadrilha.

 

O magistrado, responsável pela Operação Monte Carlo, que colocou na cadeia o bicheiro e expôs suas relações com parlamentares e governadores, é autor das autorizações para a gravação de comunicações dos suspeitos, cuja validade foi contestada na Justiça Federal em Brasília.

 

Na mesma edição, os jornais informam que o Tribunal Regional de Brasília rejeitou por dois votos a um o pedido de anulação das provas contra Cachoeira, medida que era defendida pelo relator do processo, o desembargador Tourinho Neto. Além de votar pela anulação das provas, Tourinho Neto havia concedido habeas corpus para livrar o bicheiro da cadeia, mas os dois outros juízes do TRF votaram contra.

 

Papel dos jornais

 

A renúncia do juiz federal em Goiânia demonstra que a organização chefiada por Carlos Cachoeira contaminou amplamente as instituições públicas em toda a região Centro-Oeste, chegando a influenciar decisões na capital federal.

 

Em ofício enviado ao corregedor da 10ª Vara Federal em Goiânia, o juiz Moreira Lima informa claramente que toma a decisão de se afastar do cargo porque sua família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que queriam conversar sobre a Operação Monte Carlo, fato que ele considerou uma nítida ameaça.

 

O magistrado observa ainda que têm ocorrido crimes de homicídio, “provavelmente praticados a mando por réus do processo”, o que demonstra a periculosidade da quadrilha.

 

A contaminação do sistema judiciário e policial em Goiás por parte do crime organizado fica ainda mais evidente quando se noticia que o provável substituto do juiz Moreira Lima, Leão Aparecido Alves, terá que se declarar impedido, por ser notório amigo de um dos principais associados de Carlos Cachoeira, que também se encontra preso em Brasília.

 

Esse conjunto de notícias, publicado assim em meio ao relato mais ou menos burocrático das idas e vindas de processos, dissimula a real gravidade do contexto em que se desenrola o escândalo que tem entre seus personagens centrais o senador Demóstenes Torres.

 

O fato de um juiz federal se vir obrigado a deixar o cargo e viajar para fora do país, para salvaguardar a segurança de sua família, deveria mobilizar a imprensa no sentido de destrinchar de uma vez por todas a história do esquema montado pelo bicheiro Carlos Cachoeira a partir de Goiás.

 

Era o caso de os grandes jornais da região Sudeste montarem uma força-tarefa em Goiânia, para investigar e expor o esquema que começa com um bicheiro de província obcecado pela exploração de máquinas viciadas de jogo e termina influenciando a execução do orçamento federal.

 

A rotina das “chicanas”

 

Não é admissível, em qualquer hipótese, que o Brasil do século 21 continue permitindo que a ineficiência da Justiça estenda o tapete da impunidade que facilita a consolidação e a expansão de quadrilhas como essa, cujos integrantes são tão desqualificados que mal falam o próprio idioma.

 

Até nosso crime organizado é brega. As gravações das conversas entre os delinquentes, que o juiz Tourinho Neto pretendeu eliminar do processo, demonstram claramente que se trata de bandidinhos de quinta categoria, que foram alçados a padrão de mafiosos internacionais pela fragilidade do sistema judiciário – que por sua vez é manietado pela profusão de recursos legais à disposição dos criminosos.

 

O processo originado pela operação Monte Carlo tem nada menos do que 81 réus. Somente o chefe, Carlos Cachoeira, escalou oito advogados, que se revezam na tarefa de manter o juiz ocupado, com recursos e petições sem fim, para atrapalhar o julgamento.

 

Todo réu deve ter direito a ampla defesa, mas a rotina dos advogados nesse e em muitos casos em que os acusados têm amplos recursos é a da “chicana”, das iniciativas de má fé, da litigância maliciosa. E não sai uma linha sequer nos jornais sobre essa prática que na vida real anula a Justiça. E não sai um comentário sequer da Ordem dos Advogados do Brasil, sempre tão ciosa em levantar suspeitas que apontem para longe de seu nicho corporativista.

 

O caso Cachoeira assusta não apenas pelo que revela sobre a fragilidade das instituições republicanas, mas principalmente pelo que esconde sobre a contaminação que coloca em risco a própria democracia.

 

 

 

 Relembrando Robespierre (ou: Como os bancos ficaram mais fortes depois da crise)

 

 Texto de José de Souza Castro, publicado originalmente no Blog da Kika Castro)

 

 Pobres bancos. É o que vem à mente quando se lê por aí sobre a crise financeira que ameaça a Europa. Quanto engano! Pobre dos pobres, isso sim. Porque os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres sempre mais pobres. É o que se deduz do artigo do professor Daniel Raventós, da Faculdade de Economia e Empresa da Universidade de Barcelona, na Espanha, publicado nesta semana pelo Sinpermiso.

 

A citação que o autor faz de Robespierre é esclarecedora: “Toda especulação mercantil que se faz às expensas da vida de meus semelhantes não é negócio, é bandidagem e fratricídio. (…) Por que não devem as leis deter a mão homicida do monopolista, do mesmo modo que o fazem com o assassino comum?”

 

No caso em exame, as leis protegem os especuladores financeiros, os bancos. Em setembro de 2008, o governo dos Estados Unidos aprovou um plano geral de resgate aos bancos, conhecido como TARP (Troubled Asset Relief Program), estimado em 700 bilhões de dólares. Os mesmos senadores que votaram essa lei extremamente generosa para os bancos em dificuldade por causa de empréstimos insensatos que fizeram antes, se negaram em seguida a aprovar uma proposta de ajuda aos 800 mil norte-americanos que ficaram sem trabalho em razão da crise.

 

A justificativa para o resgate financeiro aos bancos foi que era preciso restabelecer o fluxo de crédito para que a economia se recuperasse. Mas o que aconteceu foi que os bancos restringiram ainda mais os créditos a empresas e pessoas físicas, mas emprestaram muito àqueles governos que aceitaram suas condições: cortar os gastos sociais, reduzir custos com as demissões de trabalhadores e rebaixar os salários.

 

Consequência: os trabalhadores ficaram mais pobres e os banqueiros mais fortes. “Os grandes bancos são cerca de 20% maiores que antes da crise e controlam uma parte da nossa economia maior que nunca”, escreveu no New York Times, em março de 2011, o ex-inspetor geral do TARP, Neil M. Barofsky. “Assumem de forma razoável que o governo os resgatará de novo se for necessário.”

 

Acréscimo meu: nada indica que a situação será diferente na atual crise europeia. Vai prosseguir até que a população tome novamente a Bastilha – e um novo Robespierre acabe guilhotinado, para recomeçar tudo como antes.

 

O artigo em espanhol pode ser lido AQUI:

 

http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=5067

 

 

 

O liberalismo de araque dos nossos mercadistas

 

Autor:  Luis Nassif

 

Um dos pontos mais curiosos do mercadismo brasileiro é a enorme falta de consistência ideológica. É o liberalismo de jabuticaba, que só floresce por aqui.

 

Um liberal, por definição, defende o primado da vontade individual – seja do investidor, do consumidor, da empresa. Ao Estado cabe apenas criar um ambiente propício a esse exercício da liberdade individual. E também atuar sobre as expectativas dos agentes econômicos.

 

Há uma crítica consistente em relação ao modelo econômico dos últimos anos, privilegiando o consumo e não o investimento. Mas não são prioridades conflitantes. Sem o consumo, não se tem o investimento. Portanto, há que se estimular o consumo e criar as condições necessárias para viabilizar o investimento. Faz-se isso com estímulos fiscais, financeiros e com um câmbio competitivo, melhorando a competitividade em relação aos competidores externos.

 

A maneira como alguns porta-vozes do mercado reagiram aos estímulos à compra de automóveis é exemplar como falta de consistência ideológica.

 

Acusam o governo de estimular o super-endividamento irresponsável das famílias. E consideram insensatez medidas de estímulo à venda de automóveis para reduzir os estoques das montadoras. Como se o dinamismo do PIB dependesse apenas dos ganhos proporcionados pela Selic elevada.

 

Como assim? O que propõem, então, é que as famílias sejam tuteladas? Não se acredita no discernimento familiar, na capacidade do sistema financeiro de analisar o crédito, nas práticas prudenciais, no avanço das análises de risco?

 

Ora, são liberais de araque. No fundo, querem a tutela do consumidor e das empresas. É a mesma lógica dos Ali Kamel da vida, indignado com o fato de beneficiários do Bolsa Família usarem parte dos recursos para adquirir geladeira.

 

O liberalismo brasileiro já produziu porta-vozes do nível de Roberto Campos, Mário Henrique Simonsen. Hoje está reduzido a comentaristas que meramente ecoam os grandes pensadores econômicos Natan Blanche e Maílson da Nóbrega.

 

Não é por outra razão que se tornou um slogan sem ideias, incapazes inclusive de entender a nova lógica de realocação da poupança. E dispostos a serem a tutela do mundo. Como qualquer agente do governo chinês.

 

 

 

Conselho editorial da Revista de História da Biblioteca Nacional anuncia renúncia coletiva

 

DE SÃO PAULO

 

Os dez membros do conselho editorial da Revista de História, publicada pela Biblioteca Nacional, anunciaram nesta segunda-feira (11) que renunciam aos seus cargos. O pedido foi anunciado em uma carta assinada pelos dez intelectuais, entre professores e escritores, que compunham o colegiado.

 

Nomes como Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras, Lília Moritz Schwarcz, professora da USP e Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense, alegaram conflitos com Jean-Louis de Lacerda Soares, presidente da Sabin (Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional) que gere os recursos que permitem publicar a revista.

 

As rusgas entre o conselho e a presidência da sociedade vêm sendo expostas desde a demissão do editor Luciano Figueiredo, supostamente por retaliação política.

 

Os conselheiros já haviam ameaçado renunciar após a Sabin demitir Figueiredo “por razões administrativas internas” não especificadas, sem consultar o conselho.

 

Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa após divergências relacionadas a uma resenha escrita por ele sobre o livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista.

 

Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga “uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos”. Em outro, afirma que José Serra “é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da ‘Privataria Tucana'”.

 

O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política.

 

Leia a carta de renúncia na íntegra:

 

“Aos leitores, amigos e financiadores da Revista de História da Biblioteca Nacional,

 

Há algum tempo, o Conselho Editorial da RHBN está em conflito com a presidência da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin). A Revista foi ideada pela Biblioteca, cujo presidente, à época de sua criação, nomeou o Conselho e o editor. À Sabin coube sempre a tarefa de administrar os recursos da Revista e de produzi-la. No entanto, seu presidente arrogou-se o direito de demitir e contratar o editor e de vetar nomes para o Conselho.

 

De administradora, a Sabin tornou-se a proprietária e controladora da Revista. O Conselho não aceita esta subordinação que lhe tira a autonomia necessária para dirigir uma Revista séria e de qualidade. Os esforços do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Dr. Galeno Amorim, no sentido de encontrar uma solução, resguardando ao mesmo tempo o papel da BN na escolha dos conselheiros e a prerrogativa do Conselho de escolher o editor, chocaram-se sistematicamente com a intransigência do presidente da Sabin.

 

Diante do impasse, e recusando abrir mão de sua independência, os membros do Conselho, abaixo assinados, decidiram por unanimidade entregar ao Dr. Galeno Amorim seu pedido de demissão.

 

É com pesar que nos vemos forçados a abandonar um projeto de que muito nos orgulhamos. Por sete anos, sem remuneração, em reuniões mensais com uma redação dedicada, levamos a mais de cem mil leitores a melhor revista de divulgação de História, dirigida por historiadores, jamais feita no Brasil e que nada fica a dever a suas congêneres no exterior.

 

Agradecemos o apoio recebido da presidência da Biblioteca Nacional, de leitores, amigos e financiadores, sobretudo do MEC, do Minc, da Petrobrás e do BNDES.

 

Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras, Caio César Boschi, professor titular da PUC-BH, João José Reis, professor titular da UFBA, José Murilo de Carvalho, professor emérito da UFRJ, membro da Academia Brasileira de Letras, Laura de Melo e Souza, professora titular da USP, Lília Moritz Schwarcz, professora titular da USP, Luciano Figueiredo, professor associado da UFF, Marieta de Moraes Ferreira, professora titular da Fundação Getulio Vargas, Ricardo Benzaquen, professor assistente da PUC-RJ, Ronaldo Vainfas, professor titular da UFF”

 

link: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1102958-conselho-editorial-da-revista-de-historia-da-biblioteca-nacional-anuncia-renuncia-coletiva.shtml

 

 

 

VALE A PENA LER

 

 

Sartre, a busImageca da liberdade e o desafio da história
Novo livro de István Mészáros, lançado no Brasil pela Boitempo, situa Jean-Paul Sartre em relação ao pensamento do século XX e aborda sua trajetória em todas as suas manifestações – como romancista, dramaturgo, filósofo e militante político. Interrogado sobre o motivo que o levou a escrever sobre Sartre, Mészáros respondeu: “Sempre senti que os marxistas deviam muito a ele, pois vivemos numa era em que o poder do capital é dominador, uma era em que a ressonante platitude dos políticos é que ’não há alternativa‘. Sartre foi um homem que sempre pregou exatamente o oposto: há uma alternativa, deve haver uma alternativa.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20330&boletim_id=1230&componente_id=19918

 

 

ImageOS RUSSOS

Autor: Angelo Segrillo
Assunto: HISTÓRIA, INTERESSE GERAL
Coleção: POVOS E CIVILIZAÇÕES

Eles vivem em um país tão vasto que faz o Brasil parecer pequeno. Protagonistas da Revolução Socialista de 1917, da Guerra Fria e, hoje, integrantes do G8, são músicos magníficos, possuem uma literatura marcante e destacam-se nos eventos esportivos mundiais. Um pouco europeus, um pouco asiáticos, um pouco ocidentais, um pouco orientais, os russos abrigam uma enorme diversidade de nações e culturas. Sofreram com a servidão até 1861 e, mal entrados no capitalismo, embarcaram em quase sete décadas de comunismo. Milhões morreram nas duas guerras mundiais. Viveram momentos de extrema privação, ao mesmo tempo que ganharam o status de superpotência. O capitalismo selvagem dos anos 1990 começou assustando a maioria do povo, mas hoje a Rússia volta a ser uma protagonista mundial. Assim são os russos, descritos neste livro com carinho por um autor brasileiro que os conhece de perto.

Editora Contexto, 288 páginas, R$ 47,00.

 

Leia no WWW.outraspalavas.net

A fábrica global de genéricos em perigo
Pressionada por acordos internacionais, Índia pode abandonar leis que permitem a seus laboratórios produzir medicamentos baratos. Consequências seriam catastróficas. Por Martin Khor

Rio+20 protegerá os oceanos?
Muito pouco debatido, acordo sobre exploração das águas internacionais, 45% da superfície da Terra, pode ser crucial para preservar biodiversidade. Por Coralie Tripier

Há planos contra desertificação. Faltam decisões
Provocada em parte pelo homem, degradação dos solos pode ser detida, revela relatório à Rio+20. Interesses poderosos ainda impedem correção. Por Karina Boeckmann

Em defesa de uma biblioteca virtual
Grupo de pesquisadores condena fechamento de importante repositório de obras, em nome da “propriedade intelectual” e propõe buscar alternativas para conciliar direitos dos autores e do públicos. Por Eduardo Viveiros de Castro e outros, em carta aos jornais

Desgaste, desencanto e suicídio no exército dos EUA
Um soldado a cada dia acaba com a própria vida. Suicídios já são duas vezes maiores que mortes em combate. Angústia, convocações sucessivas e dificuldades econômicas parecem ser as causas. Por Rita Siza, no Publico

A verdadeira batalha pelo Islã
Esqueça ideia de um mundo árabe dividido entre terroristas e pró-ocidentais. Disputa real opõe islâmicos reformistas a arquiconservadores e dogmáticos. Por Ahmed Daak e Harry Verhoeven

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Os mineiros espanhóis estão em pé de guerra
A consiga “se nossos filhos passarem o fome, o de vocês verterá sangue”, levantada pelos mineiros das Astúrias e da Galícia, dá uma mostra da radicalização do conflito e do profundo clima de mal estar que reina na sociedade espanhola, esgotada após quatro anos de crise e constantes cortes que não fazem mais do que piorar a situação econômica. O artigo é de Oscar Guisoni, direto de Madri.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20359&boletim_id=1234&componente_id=20003

 

Uma tarde no bairro controlado pelos neonazistas em Atenas
Os brutamontes da extrema-direita da Aurora Dourada se encarregaram de semear a ordem segundo seus costumes : zero imigração africana ou magrebina, zero moradores de rua, zero pichações. Não voa uma mosca sem que eles cortem suas asas. Seu reinado se estende desde a Praça Ática até Agios Panteleimonas. A Aurora Dourada fez de Agios Panteleimonas seu trampolim de conquista. Irrompeu no bairro em 2009 e em 2012 já obteve o melhor resultado eleitoral de sua história (15%). O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Atenas.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20358&boletim_id=1234&componente_id=20002

 

O contágio que torna tudo efêmero
Tornou-se lugar comum dizer que a Grécia é o laboratório da desordem neoliberal. Mas o efêmero alívio resultante da vitória da direita nas eleições de domingo reafirma esse adágio. A comemoração dos centuriões nativos da banca (o arrocho ‘venceu’ singularmente, diga-se, com 40% dos votos, enquanto 52% dos eleitores gregos apoiaram partidos contrários ao ajuste) não resistiu aos primeiros raios da segunda-feira.

http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1013

 

INFORMAÇÕES

De 26 a 29 de junho será realizado o III Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo.

Veja todas as informações aqui:  http://novocaminhonovo.blogspot.com.br/

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CAFÉ HISTORIA

 

MATÉRIA DO CAFÉ HISTÓRIA: SOLDADOS BRASILEIROS NA SEGUNDA GUERRA 

Uma superprodução do cinema nacional vai contar a saga de um grupos de soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial. O filme “A Montanha” conta com Daniel de Oliveira no elenco e a julgar pelas imagens  liberadas – incluindo um teaser – os historiadores tem motivos para grandes expectativas. 

Leia mais sobre o filme: http://cafehistoria.ning.com/page/materia-do-cafe-historia-historia-no-cinema

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: ZUMBI DOS PALMARES

Historiadores questionam a biografia do líder negro e mostram como o seu perfil mudou em quatro séculos.

Leia esta notícia em: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


MURAL DO HISTORIADOR: ENSINO DA HISTÓRIA DA ÁFRICA: RACIALISTA?

Em artigo recente publicado na revista Ciência Hoje o historiador José Roberto Pinto Goés afirma que a lei por trás da obrigatoriedade do ensino da história da África e da cultura afro-brasileira há uma ideologia racialista. 

Leia esse artigo na íntegra: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


Participe do fórum sobre o tema: http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/ensinohistoriadaafrica

DOCUMENTO HISTÓRICO:  JORGE AMADO NO PARTIDO COMUNISTA

Cartaz revela campanha partidária de Jorge Amado pelo PCB nos anos 1940, quando chegou a ser eleito. 

Confira essa imagem:
 http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


CONTEÚDO DA SEMANA: MITOLOGIA

Documentário feito para televisão desvenda a história da mitologia e o poder de seus símbolos.

Assista ao vídeo: http://cafehistoria.ning.com/video/deuses-gregos-mitologia-document-rio-completo

SUPER TRUNFO: CELSO FURTADO VS. CAIO PRADO JR.

“Formação Econômica do Brasil” ou “A Formação do Brasil Contemporâneo”. Qual livro foi mais importante em sua formação como historiador?

Vote em: http://cafehistoria.ning.com/page/super-trunfo-cafe-historia-parte-6

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

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Sobre boletimdehistoriaricardo

Este Boletim é voltado, principal mas não exclusivamente, para historiadores e estudantes. Seu propósito é fornecer informações, notícias, links. Contribuições são bem-vindas. As opiniões exaradas em artigos assinados não são, necessariamente, as do editor. Mas o espaço é plural.
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