Número 331

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Os artigos de fundo deste Boletim se devem à colaboração de duas leitoras. O primeiro é um artigo de Mauro Santayana, muito a propósito da abertura, hoje, da Rio+20.

O segundo é um comentário de Habermas sobre a crise européia.

Na segunda parte, boas indicações de livros e artigos.

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ARTIGOS COMPLETOS

 

Colaboração de Ana Cláudia:

A crise da razão e a destruição do mundo

por Mauro Santayana (JB online)

 

Grandes pensadores, e não apenas os sacerdotes menores, recorrem ao mito de Adão, a fim de associar o fim da inocência ao pecado. Uma teologia mais alta repelirá a idéia ortodoxa: Deus, existindo, não criaria seres dotados das sementes da inteligência para serem parvos. Ao dotá-los da mente, dotou-os, naturalmente, da dúvida e da busca da verdade. Da busca da verdade, ainda que não do encontro desta mesma verdade. A verdade absoluta, como todas as idéias que ocupam a inteligência do homem, é uma categoria de fé. Apesar da advertência de que só ela nos libertará, nunca a teremos, a não ser cada um de nós em sua própria fé. Aquilo em que cremos – mesmo a dúvida – é a nossa verdade.

Em todos os tempos, convivemos com o conflito entre os grandes pensadores e os reitores das sociedades políticas. O poder – e a tese se alicerça nos fatos históricos – sempre esteve associado ao medo, à loucura e à fome do ouro. Cabe, assim, aos que pensam, moderar os desatinos dos poderosos e – quando a situação de insensatez chega ao insustentável – favorecer o retorno à normalidade. Esse retorno se faz com as revoluções, não necessariamente sangrentas. Na visão de Vitor Hugo – e a citação é sedutora – o poder muitas vezes se sustenta em ficções rendosas, e a tarefa da revolução é a de promover o retorno da ficção à realidade.

A realidade está submetida à necessidade, que é a grande legisladora, e que atua, de tempo em tempo, para corrigir os seus desvios, ou seja, restituir o real ao campo do necessário. É assim que podemos pensar um pouco na questão chave de nossos dias, a da preservação da vida na Terra.

Uma inteligência do Universo, se houvesse alguma além dos homens – mesmo sendo a divina – talvez chegasse à conclusão de que a espécie humana perdeu a sua razão de ser. A mente dos homens – seu atributo maior – abandonou a sua razão essencial, que era a de contemplar o mistério do universo, tanto nas grandes constelações e galáxias, como no vôo de um inseto e buscar o seu sentido. Ao contrário, vem pretendendo fazer do Universo um submisso servidor.

O homem não convive mais com o mundo, mas o agride com a plena consciência do crime. Ele pode, e deve, usufruir dos bens do planeta, mas não destruí-los, sem que se destrua a civilização que conhecemos. Há uma razão para que a visão estética do mundo e a construção de planos mentais se reúnam no vocábulo grego teoria, contemplação. Conciliar a contemplação do mundo com o projeto, que transforma o homem em criador e êmulo da natureza, é associar a idéia do desígnio, de Prometeu, à da esperança, de Epimeteu.

Há quarenta anos que a comunidade internacional se reúne periodicamente, para discutir o estado do planeta. Este Jornal do Brasil, ao noticiar a Primeira Conferência do Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, em 1972, deu às matérias um titulo geral que continua válido: A Terra está doente. A agressão continua, até mesmo no simulacro de providências, que agravam o problema, em lugar de resolvê-lo, como as ONGs e os protocolos daqui e dali, para iludir os bem intencionados e fazer a fortuna dos espertos.

A ciência em pouco tem contribuído para resolver o problema. Ao contrário, as grandes descobertas científicas, sobretudo as do campo da química e da bioquímica, têm agravado o quadro de caquexia geral do planeta – como é o caso dos defensivos agrícolas e da engenharia genética, com as sementes transgênicas. As multinacionais do agronegócio, que criam sementes transgênicas e agrotóxicos assassinos, se associam aos gananciosos produtores de grãos, senhores de vastas extensões de terras férteis.

Esses empreendedores, se optassem por uma agricultura mais racional, teriam, segundo alguns especialistas, mais retorno econômico e preservariam o solo, as águas, o meio ambiente, enfim, o futuro. Um exemplo da insensatez da tecnologia capitalista na produção rural é o caso da superprodução de leite na Europa, com vacas alimentadas com proteínas vegetais – como a soja – importadas dos paises em desenvolvimento. Com o excesso, produzem leite em pó, que é depois reconstituído para alimentar os bezerros – e liberar mais leite para o mercado, ou seja, para a superprodução e o retorno aos bezerros. É o lucrativo ciclo da insensatez.

A razão capitalista impede que esse leite possa salvar da morte milhares de crianças na África. É provável que nessa razão prevaleça a idéia dos clubes de blidelberg do mundo (que são vários) de que o planeta será muito melhor e mais saudável sem os pobres.

Entre outras formas de tornar impossível a sobrevivência dos homens e de outras manifestações de vida no planeta, encontra-se, em primeiro lugar, esse modelo de produção de nossos dias, que se revela no prefixo trans. É um recurso da tecnologia, como tantos outros, para servir ao lucro imediato, à fome do ouro, a que se refere Lucrécio.

A Conferência que se abre no Rio não conduzirá a resultados realmente importantes se for movida pela idéia de que a ciência e os bons sentimentos poderão salvar o mundo. A questão é política, de poder. E enquanto o poder estiver, como está hoje, na mão dos banqueiros e dos grandes conglomerados industriais, que controlam as universidades, os laboratórios de pesquisas, os grandes meios de informação universal, e remuneram cientistas, tecnólogos e, sobre todos eles, os políticos e os policy makers, o planeta continuará a ser deliberadamente assassinado, em benefício de algumas famílias. Elas mesmas já desertaram da espécie humana e, em seu egoísmo doentio, vivem as ficções rendosas.

O mundo está à espera de que a necessidade imponha aos homens a ação imediata para o retorno à realidade, enfim, à normalidade, à solidariedade que salvará o planeta. E convém lembrar que norma, em latim, é a denominação do esquadro, que marca o ângulo reto, princípio imemorial das construções sólidas.

 

Colaboração de Leila Brito:

Uma resposta de Habermas à Eurocrise [1]

Valentina Pop, EU observer “Habermas’ solution to the euro-crisis”

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Depois de dois anos de disputas à beira do abismo e troca de fogo na Eurozona, os líderes da União Europeia começam a parecer dispostos a voltar à mesa de desenho, para traçar um plano de longo prazo, segundo o qual a Eurozona começaria a deixar de ser exclusivamente união monetária, para ser união  política e fiscal. Nesse cenário político, um dos mais respeitados filósofos contemporâneos, Juergen Habermas, publica seu recente The Crisis of the European Union: A Response [A crise da União Europeia: uma resposta].

Lançado em 2011 em alemão, e traduzido em abril de 2012 ao inglês, a “resposta” de Habermas à Eurocrise clama por mais legitimidade democrática para as instituições europeias e menos “negociação” e decisões tomadas nas coxias, por governantes nacionais diretamente pressionados pela rua.

Relembrando o momento chave, em 2010, quando a chanceler alemã Angela Merkel adiou uma decisão sobre o primeiro resgate para a Grécia, até depois de eleições regionais na Alemanha, Habermas escreve: “Foi quando pela primeira vez dei-me conta de que o fracasso do projeto europeu, sim, era risco real”.

O parceirariato Merkel-Sarkozy foi responsável pela maioria das decisões, na Eurozona, que levaram todo o projeto em direção diferente da que o filósofo alemão deseja para a UE. Na tradição do Iluminismo de Immanuel Kant, Habermas antevê um mundo de cidadãos cosmopolitas, que dão legitimidade a um sistema político de vários níveis simultâneos – nacional, europeu e global.

Mas, em direção oposta a isso, a dupla Merkel-Sarkozy caminhou para formar um inter-governamentalismo, que é o contrário dos objetivos federalistas do Tratado que criou a UE. Em 2011, Habermas escreveu:

“Esse regime de comando central no Conselho Europeu, permitirá que a “dupla” transfira os imperativos do mercado para dentro dos orçamentos nacionais. Esse processo envolverá usar a ameaça de pressões e sanções para esvaziar de poder os parlamentos nacionais, de modo a implementar acordos informais e não transparentes.”

Alternativa a isso é “continuar consistentemente na trilha da domestificação democrática legal da União Europeia”. Para Habermas, “não há meios para retificar os erros da construção da união monetária, sem revisar o Tratado”.

Ao governantes, Habermas aconselha que abandonem a abordagem fragmentada “comandada por especialistas” e busquem uma luta honesta e “cheia de riscos” com o público mais amplo.

Para Habermas, o argumento dos eurocéticos, para os quais estruturas supranacionais – como a União Europeia – não teriam jamais legitimidade democrática, é argumento falhado, porque “os povos” da Europa continuam diretamente envolvidos e são consultados em eleições parlamentares e referendos em todos os níveis e sobre todas as questões. E, diz ele, é preciso distinguir entre “soberania popular” e “soberania do Estado” – dois conceitos que seguidamente aparecem confundidos tanto no discurso dos progressistas como nos discursos dos conservadores.

A “soberania partilhada” entre estados-nação e a União Europeia, consagrada no Tratado de Lisboa, volta aos mesmos cidadãos que desejam que seus governos nacionais prestem contas de suas políticas domésticas, ao mesmo tempo em que questões mais amplas – poluição, produção padronizada, transportes – devem ser tratadas no nível europeu. Mas, como Habermas explica, a estrutura política da União Europeia criada para governar essa soberania partilhada está carregada de falhas. Não há “relação simétrica” nas funções e competências dos três principais corpos: o Parlamento Europeu, a Comissão da União Europeia e o Conselho de Ministros.

Para começar, não há lei eleitoral unificada para o Parlamento Europeu – em alguns países, os deputados ao Parlamento Europeu são escolhidos em eleições diretas; em outros, são escolhidos a partir de listas partidárias.

Em segundo lugar, como Habermas escreve:

“O Conselho Europeu, o segundo na lista de órgãos, abaixo do Parlamento, nos termos do Tratado de Lisboa, é completa anomalia. Como local ao qual tem assento a autoridade política dos chefes de governo, o Conselho Europeu é – até mais que o Conselho de Ministros – o real contrapeso ao Parlamento. Mas suas relações com a Comissão Europeia, que se autoidentifica como guardiã dos interesses da Comunidade, ainda não são claras.”

Ainda que sejam instaurados os adequados controles e contrapesos, o elemento mais importante para o sucesso da União Europeia continua a ser o conjunto dos cidadãos, ao qual ninguém parece dar atenção, e a cujo papel todos permanecem desatentos. A comunicação dentro da sociedade civil só terá lugar “à medida em que as esferas públicas nacionais abram-se, gradualmente, umas em relação às outras” – escreve Habermas.

“A transnacionalização dos públicos nacionais existentes não exige novos tipos de veículos e mídia, mas, em vez disso, uma prática diferente nos grandes veículos e mídia existentes. É preciso não apenas que tematizem questões europeias como tais; têm também de dar conhecimento a todos os cidadãos também das posições e controvérsias que estejam acontecendo, sobre as mesmas questões, em outros estados-membros.”

O trabalho migrante, o turismo de massa e a Internet são, dentre outros, fatores que tornam irrelevantes as fronteiras nacionais. Com os cidadãos em vários países – hoje, na Grécia, Irlanda, Portugal e também na Espanha e na Itália – sentindo o peso das decisões tomadas no nível da União Europeia diretamente sobre a vida diária, pode-se legitimamente esperar que se interessem e se engajem também na política da União Europeia.

Nota dos tradutores:

[1] Sobre o mesmo filósofo e livro, há em português, na Revista Fórum, “Jürgen Habermas, a razão e a Europa unificada. Perdeu, playboy”, 12/12/2011, exemplo de triste “crítica”, tão frequente na mídia brasileira, em que o “crítico” está mais empenhado em fazer ouvir primeiro a “crítica” e, só depois de criticado (na maioria das vezes, só depois de diluído e esculhambado), o pensamento que o “crítico” “critica”.Habermas não começou a ser hoje o filósofo que é. Ninguém é obrigado a concordar com o que ele escreve. Mas o que quer que escreva não o torna(ria) “perigoso”, a ponto de ter de ser desmontado “preventivamente”, antes, mesmo, de ter existido como assunto fora dos círculos acadêmicos elitizados e nas discussões da opinião pública no Brasil. Operando como sempre opera, a “mídia”, no Brasil, insiste em vender mais a própria opinião (ou, pelo menos, em vender ANTES a sua própria opinião), que o pensamento dos pensadores cujas publicações são tão semi-noticiadas quanto semi-criticadas).Mais interessante, pode-se ler em português um artigo de Habermas sobre o mesmo tema, de 10/11/2011, publicado no jornal La Repubblica: “O futuro da Europa entre crise e populismo” (traduzido por Moisés Sbardelotto para a Unisinos); interessante e claro, do qual, evidentemente, todos podem discordar (depois de ler).

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/06/uma-resposta-de-habermas-eurocrise-1.html

 

 

VALE A PENA LER

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RESENHA

LOPES, Marcos Antônio; MOSCATELI, Renato. (Orgs.) Histórias de países imaginários: variedades dos lugares utópicos. Londrina: EDUEL, 2011 (172 p.)*

Histórias de países imaginários: variedades dos lugares utópicos, organizado por Marcos Antônio Lopes (Doutor em História pela USP e docente na Universidade Estadual de Londrina – UEL) e Renato Moscateli (Doutor em Filosofia Política pela UNICAMP e Pós-Doutorando em Filosofia na Universidade Federal de Goiás – UFG), apresenta uma rica exposição sobre os sonhos e esperanças de mundos ideais imaginados pelas mentes férteis dos filósofos e escritores ficcionistas. São os arquitetos de cidades construídas em ilhas e lugares imaginários, projetos utópicos de regeneração social orientados pelo ideal da perfeição e harmonia humana.

A obra é composta por dez capítulos, escritos por historiadores – na maioria – e docentes do campo filosófico. São eles/as: Célia Maria Borges (UFJF), Estevão Chaves de Rezende Martins (UnB), Fábio Duarte Joly (UFRB), João Antonio de Paulo (UFMG), José Costa D’Assunção Barros (UFRRJ), Márcia Siqueira de Carvalho (UEL), Marcos Antonio Lopes (UEL), Marcos Lobato Martins (UNIFAL) e Renato Moscateli (UFG). O objetivo, nas palavras dos organizadores,

“foi o de oferecer um mapa histórico para aqueles que desejarem conhecer a geografia de alguns dos países imaginários que vêm sendo concebidos desde a Antiguidade clássica, países cujos territórios foram delineados pela ficção, mas que nem por isto se desligaram da assim chamada realidade concreta” (p. 7).

Os autores expõem e analisam o pensamento utópico dos gregos e romanos antigos aos sonhos e esperanças que mobilizaram os jovens na década de 1960, num trajeto que inclui as utopias renascentistas, o espírito profético que sacudiu a Europa moderna, o iluminismo, o ideal socialista científico, a utopia dos prazeres dos socialistas utópicos e as manifestações utópicas na ficção científica.

Neste percurso, fica nítido que as Utopias não são apenas devaneios de mentes ociosas, mas construções imaginárias arquitetadas a partir dos contextos históricos reais, das vidas e relações sócio-históricas de indivíduos concretos de carne e osso.

As Utopias são respostas criativas às desventuras e dilemas da existência humana em cada época histórica. Da Antiguidade clássica à modernidade, os homens e mulheres rebelam-se contra a realidade angustiante e anseiam por um outro mundo no qual os sofrimentos, a desigualdade e opressão social sejam superados. Estes mundos imaginários tanto podem representar o regresso a um passado idílico quanto o salto para um futuro, um vir-a-ser que habita os corações e as mentes dos homens e mulheres do tempo presente.

As Utopias são elaboradas a partir das diversas fontes que nutrem a imaginação humana. Inspiradas pela fé religiosa, elas adquirem contornos proféticos que estimulam a construção do Reino de Deus aqui na terra, mas também podem ser conformistas na espera do paraíso após a morte. A razão, a ciência, a situação política e social, também inspiram a construção das Utopias. Em qualquer dos sentidos, elas negam o real existente e afirmam a esperança de que um outro mundo é possível.

O pensamento utópico não está imune às críticas. Não obstante, os arquitetos de sonhos e esperanças lançam os alicerces de construções imaginárias no solo da realidade existente e encontram nos indivíduos reais as potencialidades da sua materialização. As Utopias são construções mentais de indivíduos em condições sócio-econômicas de pensá-las. Mas o sonho e a esperança não são propriedades de ninguém em particular. Por mais miserável que seja a condição humana, é possível sonhar. É a resposta ao desejo humano da justiça, igualdade e um mundo melhor. Quando as Utopias são assimiladas e tornam-se o móbil profético ou ideológico, elas alimentam os anseios de transformação social. Ao serem materializadas pela ação humana, influenciam e mobilizam multidões.

A leitura de Histórias de países imaginários permite a reflexão crítica sobre Utopias e as formas que elas assumem nas diversas épocas históricas. Por mais que o humano busque a perfeição e arquitete modelos de mundos perfeitos, ele não está desvinculado da realidade imperfeita e, sobretudo, é um ser imperfeito. Assim, não surpreende que os mundos arquitetados incorporem ideais de eugenia social, mantenham hierarquias e formas execráveis de relações sociais.

As Utopias podem gerar o oposto do ideal proposto. Por mais que sintetizem a esperança de realizar os sonhos mais generosos, as construções idealizadas são mediadas pela práxis humana. As Utopias podem se revelar intolerantes, autoritárias e gerar realidades sociais opressivas.

Na medida em que seguimos os autores nesta viagem por lugares utópicos e países imaginários, é-nos possível avaliar criticamente as potencialidades e limites das Utopias. Estas nos remetem às águas sombrias das distopias tão bem expressas por autores como George Orwell em A revolução dos bichos e 1984. Eis um dos méritos deste livro.

Os arquitetos de Utopias também podem se revelar demolidores de sonhos e esperanças. De qualquer forma, a realidade social, política e econômica, nos diferentes contextos históricos, fertiliza o solo em que germinam novos sonhos e utopias. A esperança se renova. Mas, sem ilusões! Mesmo que as Utopias nos remetam a mundos imaginários, é salutar manter a razão, o pé no chão da realidade social e não perder de vista o humano demasiado humano.

A leitura de Histórias de países imaginários: variedades dos lugares utópicos contribui para a compreensão dos diferentes significados que as Utopias historicamente assumem (proféticas, científicas, políticas e sociais, etc.). Por outro lado, a obra resgata um tema que, a despeito da desesperança de muitos, permanece atual. Afinal, o ser humano é um ser imaginativo, desejante e capaz de pensar a vida para além da sua existência. As Utopias são necessárias, bem como o entendimento delas. Vale a pena ler, sonhar e manter a esperança.


* Publicado originalmente na REA, nº 133, junho de 2012

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A Reflexão e a Prática no Ensino – Volume 6 – História
Márcio Rogério de Oliveira Cano (Coordenador)
Regina Soares de Oliveira
Vanusia Lopes de Almeida
Vitória Azevedo da Fonseca

 Páginas: 168 – Ano de Publicação: 2012  Preço: R$ 36,00

1.    O DOCUMENTO HISTÓRICO COMO INSTRUMENTO DE APRENDIZAGEM 

2.     HISTÓRIA E CINEMA 

3.     A UTILIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA EM SALA DE AULA

4.     MÚSICA E HISTÓRIA

5.     MEMÓRIA E HISTÓRIA ORAL

6.     HISTÓRIA E PATRIMÔNIO

7.   HISTÓRIA E CIDADE

8. HISTÓRIA E PONTOS DE VISTA

9. OS JOGOS NAS AULAS DE HISTORIA

10. O ENSINO DE HISTORIA E A QUESTÃO DA CIDADANIA NA ESCOLA

 

Obra incendiária

Livro lançado nos Estados Unidos exuma fato pouco conhecido da história norte-americana: a ação do governo para atender demandas de saúde de ex-escravos, libertos após a Guerra Civil. A questão, abordada por Keila Grinberg em sua coluna de junho, deve alimentar o atual debate no país sobre reformas na saúde pública.

Por: Keila Grinberg

Leia aqui: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/obra-incendiaria

 

:: Educação: País tem cerca de 500 mil crianças em idade escolar fora das salas de aula

http://www.adital.com.br/site//noticia.asp?boletim=1&cod=67721&lang=PT

 

A propósito do primeiro texto, leia isto aqui:

Rio+20: Só 4 de 90 metas ambientais têm avanço
Apenas quatro dos 90 objetivos ambientais mais importantes acertados nos últimos 40 anos tiveram avanços significativos. O número é inferior ao de objetivos que tiveram retrocesso: oito no total. Outros 40 registraram poucos avanços e 24 praticamente não apresentaram nenhum progresso. Além disso, 14 não puderam ser avaliados devido à falta de dados mensuráveis. As informações são da quinta edição do relatório Panorama Ambiental Global, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20317&boletim_id=1226&componente_id=19814

 

E o governador falou…
Uma das novidades da entrevista que o ex-governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins, concedeu a Globo News, foi a existência de uma imprensa – jornais e televisão – que tomava à frente nos processos de calúnia, difamação e delação de cidadãos, criando uma agenda para a repressão.

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5624&boletim_id=1220&componente_id=19697

 

“A Alemanha está chantageando o resto da Europa”
Segundo a maioria dos meios de comunicação europeus, uma vitória da Syriza significaria a saída da Grécia do euro e a mais séria ameaça à sobrevivência da moeda única europeia desde seu lançamento no final dos anos 90. Em entrevista à Carta Maior, Errikos Finalis, membro do Secretariado Executivo da Syriza, fala sobre a situação política no país e critica a política do governo de Angela Merkel. “A Alemanha está chantageando o resto da Europa. Não tem nenhum direito de decidir se a Grécia segue ou não no euro”.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20310&boletim_id=1225&componente_id=19793

A aposta no Brasil
A crise econômica mundial está fazendo com que a grande leva de latino-americanos, que deixou o continente na metade da década de 1990 rumo à Europa, tome o caminho de volta para casa. Em Roma muitos brasileiros resolveram retornar ao Brasil este ano por causa do agravamento da crise econômica que afeta mais gravemente os países do Mediterrâneo. A história de três brasileiras que migraram para trabalhar na Itália e voltaram no mês passado para o Brasil mostra essa tendência. O artigo é de Paola Ligasacchi.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20305&boletim_id=1224&componente_id=19769

 

Leia no WWW.outraspalavras.net

Como se detonou conceito de Economia Verde
Na preparação para Rio+20, eliminou-se busca da igualdade. substituída pela crença dogmática no “crescimento econômico”. Tiro saiu pela culatra — e exige retomar noção de sustentabilidade. Por José Eli da Veiga, no Valor

Código Florestal: o que muda com os vetos
Editor do site Envolverde analisa: decisões da Presidência não satisfazem luta ambiental, mas eliminam principais ameaças às florestas. Ruralistas já reagem; nova mobilização é urgente. Por Dal Marcondes

A possível Primavera Mexicana
Dezenas de milhares de estudantes vão às ruas, denunciam manipulações da mídia e transformam campanha presidencial insossa na maior onda de mobilizações em décadas. Por Federico Mastrogiovanni, no Opera Mundi

Superbactérias, outro subproduto da pecuária intensiva
Para ampliar lucros e antecipar abate, animais são “alimentados” com antibióticos. Alguns micro-organismos resistem e podem se tornar indestrutíveis. Por Daniela Frabasile

Nova guerra no centro da África?
Mas de 100 mil pessoas já abandonaram Kivu Norte, no Congo – um dos países envolvidos nos conflitos que mataram milhões, nos anos 1990 (D.F.)

 

INFORMAÇÕES

Informo que a REA 133, JUNHO de 2012, foi publicada. Leia nesta edição o DOSSIÊ MARIÁTEGUI, organizado por Frederico Daia Firmiano e Silvia Beatriz Adoue (apresentação em anexo).

A REVISTA ESPAÇO ACADÊMICO COMPLETA ONZE ANOS DE PUBLICAÇÃO, 133 meses ininterruptos, E INICIA SEU ANO XII. Agradecemos aos autores, membros do Conselho Editorial, Consultores Ad Hoc e leitores que tornaram possível e contribuíram com este projeto.

Acesse http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current  para ler os artigos publicados.

 

XXI Encontro Estadual de História ANPUH-São Paulo

Trabalho, Cultura e Memória

UNICAMP- 3 a 6 de setembro de 2012.

 • INSCRIÇÕES PRÉVIAS EM MINICURSOS:

24 de maio a 31 de agosto de 2012.

• INSCRIÇÕES DE OUVINTES:

1º de junho a 31 de agosto de 2012.

• INSCRIÇÕES DE PÔSTERES:

02 de junho a 1º de agosto de 2012.

 As inscrições serão efetuadas SOMENTE através do site http://www.encontro2012.sp.anpuh.org/

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O GT de Ensino irá promover no dia 16 de junho de 2012 das 9h às 12h30 a 13ª Oficina de ensino de História: A Questão Indígena  na Sala de Aula.

O público alvo da oficina são professores da Educação Básica.

Não haverá inscrição de trabalhos.

As inscrições para ouvinte estão abertas.

As fichas de inscrição estão disponíveis no site da ANPUH-São Paulo e deverão ser enviadas preenchidas para o email da ANPUH-São Paulo anpuhsp@usp.br

PARA MAIORES INFORMAÇÕES ENTRE NO SITE DA ANPUH-São Paulo.

http://www.anpuhsp.org.br/

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IV Encontro do GT História das Religiões e das Religiosidades – Associação Nacional de História (ANPUH) – Universidade Do Vale Do Rio Dos Sinos (Unisinos)

 TEMA: Memória e Narrativas nas Religiões e nas Religiosidades

LOCAL: Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS

DATA: 07 A 09 DE NOVEMBRO DE 2012

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COMUNICADOS

JORNAL DE RESENHAS VOLTARÁ À CIRCULAÇÃO, MAS PRECISA DO SEU APOIO.

Sem patrocinadores, a direção do Jornal de Resenhas, para dar continuidade ao projeto, que teve início em 1995 e sofreu várias interrupções, tomou a decisão de tentar o caminho mais difícil, porém, certamente, mais duradouro: o das assinaturas.

Contamos, portanto, com o apoio de todos aqueles que conhecem o Jornal e sua história de um veículo independente, que procura manter uma linha sempre pluralista, com total liberdade aos autores das resenhas para elogiar ou criticar o livro resenhado, que procura prestar um serviço de utilidade pública de informação sobre o que se publica no mercado editorial brasileiro, com o intuito de desenvolver a cultura de um debate saudável de idéias, sempre respeitando as editoras, os autores dos livros e os autores das resenhas.

O jornal só voltará a circular quando tivermos 1000 assinaturas. Somente após recebermos 1000 intenções, emitiremos os boletos de cobrança bancária, que será o sinal de que o projeto irá continuar e que nossa campanha não foi em vão.

Para maiores informações, entre em contato através do email jornalderesenhas@gmail.com

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CAFÉ-HISTÓRIA

 

MATÉRIA CAFÉ HISTÓRIA: OLIMPÍADAS DE HISTÓRIA

Quarta edição do evento promete reunir milhares de estudantes de história de todo o país

Leia sobre o evento em: http://cafehistoria.ning.com/page/materia-do-cafe-historia-olimpiadas-de-historia

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: ESCRAVIDÃO E HISTORIOGRAFIA

Historiadores comentam um dos temas mais estudados e controversos da historiografia brasileira

Leia esta notícia em: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


ENTREVISTA CAFÉ HISTÓRIA: RUI AFONSO, AUTOR DE “UM HOMEM BOM”

Português da Madeira, Rui Afonso reconstrói em seu livro – “Um Homem Bom” – a importante história de Aristides de Souza Mendes, cônsul português na cidade francesa de Bordeaux que ajudou a salvar a vida de milhares de pessoas dos nazistas 

Leia a entrevista em: http://cafehistoria.ning.com/conversa-sobre-um-homem-bom

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: “VAMPIROS” ANTIGOS NA BULGÁRIA

Uma equipe de arqueólogos na Bulgária encontrou dois esqueletos datados da era medieval cujos peitos foram perfuradas com barras de ferro para impedir que os mortos supostamente se transformassem em vampiros.

Leia esta esta notícia em: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


MURAL DO HISTORIADOR: PRÊMIO CAPES E CANTAROLANDO A HISTÓRIA

Capes divulga prêmio para melhor tese de 2012 e professor divulga a história cantando

Saiba mais em: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


SUPER TRUNFO: DOIS CLÁSSICOS DE HANNAH ARENDT

Na seção “Super Trunfo”, você poderá votar toda semana no clássico da história que é mais importante para você.

Nesta nova rodada, “A Origem dos Totalitarismos”  e “A Condição Humana”, ambos de Hannah Arendt

Diga qual leitura foi mais importante para a sua formação: http://cafehistoria.ning.com/page/super-trunfo-hannah-arendt

MURAL DO HISTORIADOR: PATRIMÔNIO HISTÓRICO E BISPOS EM SP

Dois eventos para a agenda: lançamento de livro sobre Bispos em São Paulo e encontro para discutir patrimônio

Saiba mais sobre esses dois eventos: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


CINE HISTÓRIA:  “À ESPERA DE TURISTAS”

Filme alemão aborda questões pouco discutidas sobre uma das memórias mais acionadas de nosso tempo.

Leia mais sobre o filme:
 http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


CONTEÚDO DA SEMANA: IMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Documentário português “Ei-los Que Partem”, que conta a História da Emigração Portuguesa

Confira mais em: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]


VÍDEOS IMPERDÍVEIS: NEONAZISTA AGRIDE DEPUTADAS AO VIVO NA TV

O caso aconteceu no dia 6 de junho de 2012 e chocou espectadores.

Assista: http://cafehistoria.ning.com/video/porta-voz-neonazista-grego-agride-duas-deputadas-ao-vivo-na-tv

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

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Sobre boletimdehistoriaricardo

Este Boletim é voltado, principal mas não exclusivamente, para historiadores e estudantes. Seu propósito é fornecer informações, notícias, links. Contribuições são bem-vindas. As opiniões exaradas em artigos assinados não são, necessariamente, as do editor. Mas o espaço é plural.
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