Número 326

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No boletim de hoje, a opinião de um sociólogo sobre os problemas da educação brasileira, um artigo sobre o Canal History que apresenta tudo, menos a História e uma divertida crônica de Deonísio Silva. Nos links, importantes análises sobre as eleições na França e na Bélgica (será que os novos governos conseguirão frear a dona Merkel?) e – ainda! – as relações da Veja com o “doutor” Cachoeira.

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ARTIGOS COMPLETOS

Sistema perverso que privilegia quantidade

Autor: Rudá Ricci

Valor Econômico – 02/05/2012

 Pergunta: Como vencer os problemas da educação? A questão é verba ou é mais que isso?

Temos mais de um milhão de jovens retidos no ensino fundamental. Não chegam ao ensino médio. A idade média no 8º ano do fundamental é de 14,3 anos, sendo que esse nível termina oficialmente aos 14 anos de idade. No 9º ano, a idade média é de 15,2 anos.

A educação brasileira é um funil perverso. Dos mais de 4,3 milhões de alunos ingressos na 1ª série do ensino fundamental, somente metade conclui esse nível. Apenas 11% dos alunos terminam o ensino médio com o conhecimento esperado efetivamente adquirido. O funil continua e pouco mais de 300 mil ingressam no ensino superior. Os que o concluem são apenas 4,5% dos que ingressaram, lá atrás, no ensino fundamental.

Desde a formação dos grupos escolares, em 1893, o Brasil privilegiou a quantidade, não a qualidade. Nos últimos anos, oscilamos até nas metas: do fim do analfabetismo e ampliação da duração do ensino médio para quatro anos (gestão Cristovam Buarque), ao sistema de cotas e limitação da abertura de cursos de medicina e direito (gestão Tarso Genro), passando pela ampliação da avaliação sistêmica (Ideb e outros), ensino profissionalizante e nacionalização do conteúdo curricular (via Enade, Enem e outros, na gestão Fernando Haddad).

A qualidade raramente é um objetivo das políticas educacionais porque a educação brasileira se tornou dado de disputa eleitoral e objeto de desejo de grandes grupos econômicos. Em 2011 o setor presenciou vinte operações comerciais capitaneadas por quatro empresas de capital aberto, que totalizaram R$ 2,4 bilhões, um recorde. O foco é a demanda por cursos técnicos, sem grandes projetos de formação efetivamente qualificada. Lembremos que, entre 2005 e 2010, a fatia das matrículas em cursos técnicos sobre o total verificado no ensino médio regular passou de 8,2% para 13,6%.

Mas a ânsia comercial atinge também várias redes públicas de ensino. Hoje, temos 150 redes municipais paulistas que contratam sistemas apostilados privados (Objetivo, COC e Positivo, em especial). São 23% do total das 645 cidades paulistas. Em todo o Brasil, 300 municípios tomaram tal decisão. São apostilas genéricas que massificam o conhecimento. Ocorre que estudos recentes indicam que redes pequenas, escolas pequenas e relacionamento escola-família é que geram resultados mais positivos no desempenho escolar. Não a educação massificada.

Análise dos dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2007, realizada pela ONG Todos pela Educação, intitulada “Equidade entre as escolas das redes municipais”, revelou que quanto menor a rede, melhor o desempenho de alunos. Grandes redes de ensino não conseguem criar estratégias de atendimento equânime entre escolas. Grandes escolas não conseguem atender de maneira personalizada seus alunos e professores. Recentemente, dados do Saresp indicaram que o desempenho dos alunos estava relacionado ao tempo do diretor nessa função. Quando o diretor é conhecido pela comunidade escolar, torna-se um líder que articula sala de aula com família e comunidade.

Esse conjunto de dados revela que educação é relação social. As práticas pedagógicas ao longo dos últimos dez anos focaram resultados e não o processo de aprendizagem, e contribuíram para a falta de frequência escolar. Estudo de Elaine Pazello (Inep/MEC) apontou uma realidade perigosa em que estudantes vão à escola, mas não se dedicam ao aprendizado.

Para piorar o quadro, as avaliações sistêmicas desconsideram as peculiaridades do processo de aprendizagem de cada aluno e não conseguem informar corretamente os motivos que geram um resultado. Equipe pedagógica e direção das escolas não sabem o que fazer e recaem no lugar comum dos programas de reforço escolar. Mas o reforço, muitas vezes, utiliza metodologias que já foram empregadas anteriormente e que fracassaram.

Sem dados qualitativos, diagnósticos mais profundos das reais causas de dificuldades de aprendizagem e, principalmente, dos hábitos familiares que o aluno adquiriu e com os quais dialoga cotidianamente, gastamos recursos sem qualquer sentido lógico. O fato é que desconsideramos o papel das famílias, não avaliamos mais se determinados currículos ou apostilas adotados são adequados. Não analisamos as condições reais de trabalho nas escolas.

Outro estudo da ONG Todos pela Educação indicou que 32% dos alunos apresentam dificuldades de apreender o que os professores ensinam e que 22% não têm interesse em estudar. A pesquisa, apresentada na Conferência Nacional da Educação de 2010, revelou que 16% dos pais não conhecem as matérias que os seus filhos estudam, impedindo-os de ajudar quando eles têm dúvidas. Essa é a realidade concreta que as políticas educacionais oficiais ignoram: o perfil do aluno das classes emergentes que ingressam nas redes de ensino.

Pierre Bourdieu já havia constatado um processo de seleção social nas escolas via currículo que extirpava os hábitos culturais das classes menos abastadas, gerando estranhamento dos alunos em relação à linguagem, personagens e formas de socialização de conhecimentos. Com efeito, cruzamento de dados da Prova Brasil 2009 efetuada pela Fundação Lemann, indicou que os alunos de famílias mais pobres e os negros são os que apresentam pior desempenho (5º e 9º anos do ensino fundamental) em escolas públicas. Só dois em cada dez negros no 5º ano aprendem o que é esperado pelos professores. Em matemática, na mesma série, enquanto 80% dos alunos mais pobres não atingiram o nível mínimo esperado, o índice cai para 55% entre os alunos mais ricos.

Qual o motivo? Estudos realizados desde a segunda década do século XX indicam que o hábito familiar se relaciona diretamente com desempenho escolar. Pais que leem habitualmente constroem a noção de leitura como algo natural. Em todas áreas do conhecimento e da ação humana essa relação se repete. Ora, se somos um país majoritariamente conformado por membros da classe C, o primeiro passo é adaptarmos os cursos de formação de professores à realidade cultural e familiar dessa classe emergente. Temos que saber dialogar com seus hábitos, crenças e intenções. A classe média emergente viu-se incluída socialmente pelo consumo e essa é sua motivação para o estudo: a garantia de ascensão ou manutenção do seu poder aquisitivo. A escola não acompanhou tal revolução comportamental. E a culpa não é dos professores ou diretores. Muito menos da escola pública. A culpa é dos gestores da política educacional que continuam desconhecendo a realidade da sala de aula.

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Da casa do caraclum a pau-brasileiro

Por DeoImagenísio da Silva

No dia 22 de abril de 1500, o aviso de “Terra à vista” foi dado pelo marinheiro que estava de castigo na casa do caraclum. Sim, prezados leitores, antes de designar o órgão sexual masculino, o latim caraclum tinha o significado de estaca, palanque, pau firme. E dava nome ao mastro mais alto das naus. Não era palavrão! No alto do caraclum, palavra vinda do grego chárax, esteio e apoio para as vinhas, acima da cesta da gávea, ficava a casa do caraclum, um lugar de punição e sofrimento, para onde era enviado o marinheiro desobediente. Lá ele estava submetido ao frio, ao calor, à chuva, ao sol, passava sede e fome.

Seu dever era avisar o comandante de tempestades no horizonte, de piratas a bombordo ou a estibordo, pela proa ou pela popa, pois dali tinha visão privilegiada, uma vez que estava no mais alto de todos, até mesmo do comandante Pedro Álvares Cabral, à frente daquela frota ou esquadra de 13 naus, que vinha para o que desse e viesse, para o comércio ou para a guerra, o que encontrassem primeiro.

Provavelmente o Brasil já tinha sido descoberto há alguns anos por outros navegadores, não apenas portugueses. Tratava-se então de achá-lo e tomar posse da nova terra.

Terra de Vera Cruz

Mas deixemos que o escrivão da frota ou esquadra, Pero Vaz de Caminha, que não usa uma única vez a palavra caravela em toda a sua famosa Carta, nos dê o gosto de seu estilo ao descrever e narrar ao rei Dom Manuel I, o Venturoso, o grande feito obrado por aqueles 1.500 homens.

“Senhor:

“Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que – para o bem contar e falar – o saiba pior que todos fazer.”

“E passa a descartar o que não vai escrever: “Da marinhagem e singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza, porque o não saberei fazer, e os pilotos devem ter esse cuidado.”

“Mas do que pode e tem a dizer não demora a esclarecer ao soberano: “Portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo: A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. (…) E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.”

O primeiro nome que o minucioso escrivão registra para o Brasil é Terra de Vera Cruz. Ao concluir a Carta e despedir-se do rei, o nome já é outro: “Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500.”

Escolha do gentílico

O dia do registro do nascimento do Brasil não era ainda o dia do trabalho, do latim tripalium, instrumento de castigo composto de três paus, aos quais era afixado o condenado, quando não empalado num deles! Exagero semântico? Não porque, cessada a extração do pau-brasil, passou-se a extrair ouro e o trabalho era sofrimento inaudito para escravos vindos da África, muitos dos quais eram castrados sem qualquer anestesia, como se fazia com o gado, para que ficassem com as pernas grossas, não crescessem muito e assim as minas pudessem ter teto mais baixo. Quem duvida, vá aos museus e igrejas de Ouro Preto (MG), que os instrumentos de castigo e castração estão ali guardados ad perpetuam rei memoriam desde o Século do Ouro.

Aqueles audazes navegantes deixaram o Brasil, seguiram para a África, perderam sete das treze naus, consagrando o treze como número de azar, e voltaram a Portugal sem saber o tamanho do que tinham descoberto ou achado!

E, por força da extração daquela madeira de cor brasina, o pau-brasil, objeto de intenso comércio no século 16, por fornecer um corante vermelho muito usado para tingir tecidos e fabricar tintas, logo o nome não era mais Ilha de Vera Cruz nem Terra de Vera Cruz, mas simplesmente Brazil, inicialmente com “z” e depois com “s”, como veio a consolidar-se.

O habitante deveria ser braziliense, com “z”, ou brasiliense, “s” com som de “z”, por estar entre duas vogais, mas, por designar o ofício de quem derrubava as árvores para comercializá-las chamou-se brasileiro, à semelhança de marceneiro, ferreiro etc. Por pouco, o brasileiro não é identificado hoje nos documentos como pau-brasileiro.

De grão em grão

Seria demais! Da casa do caraclum a pau-brasileiro! Mudamos muito? Nem tanto! Outras nações para cá acorrem com o fim de levar, não pau-brasil, mas ferro-brasil, aço-brasil, pedra-brasil, cereal-brasil, diversidade-brasil etc, para dar empregos em outros lados do mundo e conjugar o velho verbo mais praticado nos primeiros séculos, roubar!

Embora nossa classe política, com tanta corrupção, insista em tratar-nos com se vivêssemos ainda na casa do caraclum, o certo é que de grão em grão, não a galinha, mas o povo enche o papo. E quinhentos anos depois vive muito melhor do que vivia naqueles primeiros séculos.

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[Deonísio da Silva é doutor em Letras pela USP e autor de 34 livros. O mais recente é o romance Lotte & Zweig. É vice-reitor da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro]

 

CANAL HISTORY – Acabou-se a História

Por Sergio da Motta e Albuquerque (no Observatório da Imprensa)

Qualquer telespectador atento e exigente que venha acompanhando o canal History (que foi o History Channel até 2008), já notou a diferença entre a programação de alguns anos atrás e a atual: o canal não mudou só o nome, mas seu conteúdo; agora trata também de temas contemporâneos de interesse duvidoso e pouco relacionados com a História. Não temos mais História como tínhamos. Temos umas histórias: a história de dono da loja de penhores, a história do homem que fatia objetos improváveis com máquinas poderosas que cortam metal, a história da dupla de compra-e-vende quinquilharias em pequenas cidades americanas, a história da loja de tatuagens… A mais cruel de todas é a do massacre dos jacarés na Flórida. Muitas histórias. E muito pouca História, nos horários mais populares.

Encontraremos muita soldagem, modelagem, laminação, estampagem e outros processos industriais no canal. Shows de armas, consertos de automóveis e de motocicletas também são comuns. A História pouco a pouco foi deslocada de seu papel central e o canal agora apresenta também temas que guardam pouca relação com a mesma. Como taxidermia (técnica de empalhar animais) e produção de peças de metalurgia. Que relação esses assuntos têm com a História? O History de hoje parece mais um canal industrial interessado em anunciar e vender bens de produção e técnicas industriais do que um canal de História. O canal transformou-se porque a América mudou. O que aconteceu com o antigo History Channel guarda estreita relação com o que aconteceu com a indústria norte-americana.

O programa do fatiador frenético é uma clara exploração de interesses de fabricantes de ferramentas pneumáticas, hidráulicas e elétricas. Precisam pagar para obter uma boa vitrine na TV para anunciar produtos americanos que hoje enfrentam concorrência brutal dos fabricantes orientais. Os chineses e seus aliados na Ásia foram os beneficiários e estimuladores da desindustrialização dos Estados Unidos durante a recuperação econômica das administrações Clinton. Nesse período, os americanos perderam a última chance de reerguer sua economia por acreditarem que o século 21 seria o século da propriedade intelectual, assim como os séculos 19 e 20 foram os séculos da propriedade da terra e dos meios de produção industrial.

A perda de postos de trabalho

Os “gênios” do pensamento estratégico da era Clinton acreditavam que o importante era manter o controle da pesquisa e desenvolvimento de produtos de alta tecnologia dentro do país e que a manufatura tradicional não seria mais relevante para o desenvolvimento econômico. E continuaram a expandir o parque tecnológico, sempre de braços abertos às firmas e investimentos estrangeiros. Este modelo de desenvolvimento regional em planejamento urbano é conhecido por levar à desindustrialização. Ele não distingue firmas nacionais de companhias estrangeiras, num liberalismo autofágico que leva à fuga dos ganhos e das empresas locais para o exterior.

Desse modelo surgiu o Vale do Silício, com suas poderosas firmas de alta tecnologia que poderiam ter alavancado os Estados Unidos para uma posição de vantagem competitiva definitiva ao redor do mundo desde que o país pudesse reter boa parte da indústria tradicional no país. Mas os planejadores norte-americanos pensavam diferente: acreditavam que os empregos perdidos na manufatura local seriam compensados com vagas criadas nas indústrias de alta tecnologia e de tecnologias de informação A manufatura tradicional poderia ir para o estrangeiro, acreditavam eles. Foi um erro estratégico de proporções colossais.

Grande parte dos postos de trabalho na manufatura tradicional “migrou” para o Oriente e para países emergentes, deixando a maior parte da classe trabalhadora dos Estados Unidos em difícil situação. O número de empregos criados nos setores de alta tecnologia e na indústria de tecnologias de informação não foi suficiente para compensar as perdas que a manufatura tradicional acumulou. E se no History de hoje vemos tantas soldagens, maquinário e processos de fabricação industrial nos programas apresentados, a origem de tudo está nas enormes perdas de postos de trabalho na manufatura tradicional e na metalurgia americana.

Mercado impôs suas pautas

Vários shows do canal empregam mão de obra qualificada que ficou desempregada quando a metalurgia que florescia no leste e meio-oeste americano faliu. O orgulho industrial de Chicago e Detroit, com suas poderosas montadoras e suas indústrias de autopeças, mudou-se para a TV. Mas a grande maioria dos trabalhadores não teve a mesma sorte e teve que engolir as amargas ervas do desemprego quando a manufatura local migrou para o exterior.

Naquele momento (meados da década de 1990), grande parte das famílias americanas estava atolada até o pescoço em múltiplas hipotecas impagáveis. As imensas organizações de hipotecas americanas, a Fannie Mae, e seu irmão menor, o Freddie Mac, acabaram com uma dívida imensa com os bancos americanos, que não receberam de volta o dinheiro supostamente garantido pelo governo. As famílias não puderam pagar os valores astronômicos de suas hipotecas. Todo o dinheiro recebido por elas (que acumulavam hipoteca sobre hipoteca) foi para o consumo. Os bancos não conseguiram suportar o tamanho do rombo, iniciando a crise de 2008, que continua a aprofundar-se com a queda da Europa no novo desenho geopolítico global. Os americanos (e o mundo) acreditavam que suas organizações hipotecárias eram blindadas contra todas as ameaças. Erraram feio ao menosprezar a volúpia consumista do povo americano e ao superestimar a prudência tradicional de sua política econômica. O erro foi fatal. A América jamais seria a mesma depois deste momento crucial em sua história recente.

Temas sobre história contemporânea costumavam estar mais presentes no canal de História. O History tem um grande acervo de documentários de qualidade. O canal é parte do grupo AETN, que possui um dos maiores estoques de áudio-visuais do planeta. Formado por uma joint-venture que envolveu a Disney, a Hearst e a NBC em 1995, a sinergia entre tais atores midiáticos poderia ter levado o canal de história a outros rumos.

Mas o que aconteceu foi previsível: interesses do mercado impuseram suas pautas ao History e a enorme disponibilidade e diversidade de material histórico não ajudou a garantir uma grade de programação focada em História, que é sempre extremamente interessante: antiga, contemporânea, local ou estrangeira, ela sempre exerceu enorme fascínio sobre os homens, desde os tempos de Heródoto. Mas, infelizmente, o canal pago de História desceu de uma programação centrada nela e disciplinas conexas (como a arqueologia e a paleontologia) para um conteúdo misto no qual a História foi afastada para horários de pouca audiência. Dos 190 programas no Brasil, somente 80 tratam objetivamente de História de forma direta.

Atados à Time Warner

Nem mesmo as intervenções do jornalista Eduardo Bueno (que melhoraram bastante e hoje colocam em destaque a História do Brasil devidamente, sem vulgarizações ou comparações descabidas) são suficientes para melhorar o perfil da programação do canal, que está presente em todas as operadoras de TV paga. Mas agora pouco trata da matéria (ou o faz de forma desleixada e forçada). Acabou-se a história. O que fazer?

Portugal, através da Multicanal e da Liberty Global, conseguiu um acordo que garantiu maior presença de sua História na programação. Em Portugal não há History. O nome escolhido lá foi simplesmente Canal de História. Ponto para a língua e história portuguesas. Mas um ajuste similar ao que os lusos conseguiram seria improvável aqui. O HBO, propriedade da Time Warner, é o programador do History e faz parte de um conglomerado gigantesco de mídia que está entre as primeiras 100 empresas poderosas do mundo.

Apesar de combalida e mal das pernas, a Time Warner é muito mais poderosa que a Liberty Global e suas associadas na Península Ibérica, que têm anos de prática na região e operam através da Chello Media e da Multicanal, especializada em canais temáticos. Negociar com empresas menores e especializadas na região permitiu a Portugal uma garantia de maior presença da História local na programação do canal. Mas tamanho apenas não explica tudo: a Liberty está, no momento, numa situação econômica muito mais confortável que a Warner. Está menos submetida a necessidades de recuperar receitas e mais aberta a inovações e programações customizadas regionalmente.

A natureza dos parceiros diferenciados associados para programar o canal acabou por determinar canais distintos nos dois lados do Atlântico. Na América Latina, estamos atados à Time Warner, sua decadência econômica, sua mentalidade corporativa antiquada, centralizadora e que vê a América Latina de forma monolítica, sem diferenciar a América hispânica do Brasil. A política uniforme e rígida do HBO e da Time Warner alinhou nossas grades de programação à matriz americana.

Documentários na TV paga

Há gente que acredita que deveria ser obrigatório o conteúdo nacional nas programações dos canais estrangeiros. Eu não concordo com meus companheiros que defendem a regulação da mídia eletrônica neste ponto. Acredito que se uma pessoa paga para receber um determinado conteúdo, obviamente deverá receber tal conteúdo, e não outro. Se ela quer assistir programação histórica internacional em vez de História do Brasil, isso é lá com ela e sua operadora e eu não tenho nada a ver com isso. Nem o Estado brasileiro.

Mas há quem pense que parte da programação paga deveria ser obrigatoriamente nacional. Discordo porque não estão a respeitar como deviam a soberania do indivíduo, mas compreendo seu ponto de vista: existe espaço para produção nacional em vários canais estrangeiros de documentários. Sejam eles ligados a História, Geografia ou qualquer outra área temática ou científica. A quantidade de tempo perdido em programas que guardam uma relação apenas lateral com a História (ou Geografia e outras disciplinas) abre espaço para quem defende a obrigatoriedade da exibição de conteúdo nacional porque o mesmo fenômeno acontece nos outros canais de documentários: a alienação do conteúdo original em função de outros mais populares e menos ligados à proposta original com que os canais começaram a operar.

As operadoras não estão a prover o conteúdo prometido porque não há nenhum órgão que aponte a elas o caminho de volta aos temas originais de sua proposta quando começaram a atuar no país. Em outras palavras, estão a romper o contrato original com seus clientes. Prometem um serviço e entregam outro. Para quem quer ver a regulação presente na mídia eletrônica, isso é um prato cheio.

Pensando bem, há espaço de sobra para a produção nacional nos canais de documentários na TV paga. Mas estará em questão a capacidade dos produtores locais de prover os canais de documentários com programação que ao mesmo tempo informe e divirta com seus próprios recursos. Não creio que isso seja possível sem a presença do Estado. Não temos uma política firme de incentivo aos documentários nacionais comerciais e muito pouca tradição na área. Mas essa já é outra história.

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[Sergio da Motta e Albuquerque é mestre em Planejamento urbano, consultor e tradutor]

 

 VALE A PENA LER

 François Hollande e a batalha contra o “capitalismo alemão”
A chanceler alemã perdeu seu aliado mais obediente, Nicolas Sarkozy, com quem formava a dupla « Merkozy ». Ele foi substituído por um novo chefe de Estado que chegou ao poder com um discurso anti-austeridade. Os analistas destacam que, se persistir em suas posições, a Alemanha corre o risco de ficar, muito em breve, isolada entre a pressão da opinião pública e o protesto de outros países europeus que se somarão a França. A batalha contra o capitalismo alemão não começou em Berlim, mas sim na França. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20105&boletim_id=1185&componente_id=19004

 

Partidos pró-austeridade não conseguem maioria na Grécia
Com 100% dos votos contados, os resultados mostram que o Nova Democracia e o PASOK obtiveram 32%. Alexis Tsipras, o líder do Syriza, a coligação de esquerda que quadriplicou os votos e alcançou o segundo lugar na eleição, propõe um governo de esquerda para romper com o memorando e diz que “Merkel tem de perceber que as políticas de austeridade sofreram uma grande derrota”. “Os gregos querem cancelar o memorando da barbárie”, acrescentou Tsipras.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20108&boletim_id=1185&componente_id=19003

 

Os 1º de maio da imprensa brasileira
Dissertação de mestrado analisa centenas de editoriais publicados entre 1974-1984 pelos jornais Folha de S.Paulo e O Globo, abordando diferenças e convergências entre os dois veículos, caracterizados pelos seus posicionamentos político-ideológicos em relação ao papel do Estado na relação capital-trabalho, tendo como pano de fundo nada irrelevante o regime militar instaurado em 1964 com o apoio declarado da imprensa nacional. O artigo é de Maria Luiza de Castro Muniz.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20073&boletim_id=1180&componente_id=18911

 

Procuradores da República defendem veto ao novo Código Florestal
“Se é certo que a legislação hoje em vigor necessita de aprimoramento, também é evidente que o projeto agora encaminhado à Presidência da República, ao invés de resolver os conflitos que envolvem a proteção do meio ambiente e a produção agropecuária, acabará por agravá-los”, diz nota da Associação Nacional de Procuradores da República, que pede o voto integral ao projeto aprovado no Congresso.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20080&boletim_id=1181&componente_id=18928

 

Jornalista da Veja favoreceu Cachoeira em depoimento de 2005
Em depoimento à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, há sete anos, o hoje diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Junior, ajudou o bicheiro Carlinhos Cachoeira a comprovar que era vítima de chantagem pelo deputado André Luiz, que acabou cassado. O caso havia sido publicado pela revista Veja, com exclusividade, pouco mais de três meses antes. Reportagem da Rede Record fala sobre conexões entre Cachoeira e o jornalista da Veja.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20109&boletim_id=1185&componente_id=19002

 

Leia no WWW.outraspalavras.net


Portugal: a “austeridade” faz mal à Saúde
Atingido por corte de verbas, cobrança por serviços e redução dos salários dos servidores, setor enfrenta revolta da população desassistida. Por Antonio Barbosa Filho, correspondente na Europa.

França, Grécia, Egito: três eleições que podem mudar ânimos no mundo
A oligarquia financeira derrapará em Paris? Nazistas chegarão ao Parlamento grego? Um ex-ministro de Mubarak governará no Cairo?
Por Antonio Martins

Atenas: a resistível ascensão do nazismo
Às vésperas do pleito, partidos tradicionais temem sair às ruas. Esquerda divide-se. No berço da democracia, emergem os fascistas (A.M.)

No Cairo, a revolução não vai às urnas
Jovens rebeldes que derrubaram Mubarak em 2011 têm pouca incidência nas eleições para presidente — polarizadas por um ex-ministro da ditadura e dois candidatos islâmicos (A.M.)

Crime:o envolvimento de Veja e a cortina de fumaça
Diálogos gravados revelam clara participação da revista nas extorsões promovidas por Carlos Cachoeira. Mas “Folha”, “Estado” e “Globo” tentam operação-abafa para preservar Editora Abril. Por Luis Nassif, em seu blog.

 

O dia em que a Europa encarou a Troika
Em quatro países, eleitores rejeitam ditadura das finanças, apoiam partidos rebeldes e sugerem: amadurecem as possibilidades de uma nova política Por Antonio Martins

Estranha “democracia” onde povo não decide
Em Portugal, cresce amarga sensação de que sonho europeu vai desfazer-se e “modernidade” revelou-se ficção tolhida pelas finanças. Por Antonio Barbosa Filho

Hora de limitar lucros (e poder) dos bancos
Ao controlar atividade essencial, eles sugam recursos de toda sociedade e interferem na política. Para enfrentá-los, não basta reduzir juros. Por Flávio Lyra

Verdade versus análise
Nova coletânea de textos de Roberto Schwarz repõe em jogo a necessidade de pensar o Brasil a partir da politização. Por Alexandre Pilatti

 A raça da universidade pública

JOSÉ DE SOUZA MARTINS

O julgamento da ação contra o regime de cotas raciais para ingresso na Universidade Nacional de Brasília é um julgamento histórico porque leva a justiça a decidir sobre os duradouros débitos de uma abolição mal feita da escravatura. A abolição não foi essencialmente motivada por intuitos humanitários nem pelo indiscutível reconhecimento da humanidade do negro em cativeiro. Nem o Estado nem os fazendeiros assumiram o ônus da escravidão que os beneficiara. Florestan Fernandes, em livro referencial da sociologia brasileira, já demonstrara os efeitos perversos dessa modalidade de abolição no estado de anomia e desorganização social, desamparo e pobreza, a que lançou o negro liberto… LEIA NA ÍNTEGRA: http://espacoacademico.wordpress.com/2012/05/05/a-raca-da-universidade-publica/

 Leia no Net Historia –  WWW.nethistoria.com.br

Veja as últimas notícias sobre história, cultura e arqueologia publicadas no site.

::A dieta dos povos antigos: antropólogos realizam novas pesquisas a partir de resquícios de tártaro nos dentes

::Neandertais podem ter sido caçados por Homo sapiens

::Grupos indígenas na luta contra barragens no Brasil

Desafio NetHistória:

Afie os seus instrumentais de pesquisa. Testes as suas ferramenas e recursos no Desafio NetHistória.

::Transcrição Paleográfica

Publicações em Destaque:

Verifique os textos em destaque.

::Senhora da Casa, Deusa, Faraó: as várias imagens da mulher egípcia

::João Paulo II: um pontificado diamantino

Release:

Releases das principais publicações editoriais do seguimento histórico.

::Inquisição: O Reinado do Medo

 

 

INFORMAÇÕES

 

XXI Encontro Estadual de História ANPUH-São Paulo

Trabalho, Cultura e Memória – UNICAMP- 3 a 6 de setembro de 2012

 INSCRIÇÕES DE TRABALHOS PARA APRESENTAÇÃO NOS SEMINÁRIOS TEMÁTICOS:

02 de abril a 15 de maio de 2012.

As inscrições serão efetuadas SOMENTE através do site http://www.encontro2012.sp.anpuh.org/

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O GT de Ensino irá promover no dia 16 de junho de 2012 das 9h às 12h30 a 13ª Oficina de ensino de História: A Questão Indígena  na Sala de Aula.

O público alvo da oficina são professores da Educação Básica.

Não haverá inscrição de trabalhos.

As inscrições para ouvinte estão abertas.

As fichas de inscrição estão disponíveis no site da ANPUH-São Paulo e deverão ser enviadas preenchidas para o email da ANPUH-São Paulo anpuhsp@usp.br

PARA MAIORES INFORMAÇÕES ENTRE NO SITE DA ANPUH-São Paulo.

http://www.anpuhsp.org.br/

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VIII Encontro Nacional De Perspectivas Do Ensino De História: Memórias, Sensibilidades E Produção De Saberes.

O VIII Encontro Nacional PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA significa a continuidade de um projeto criado e implementado em 1988, pela Professora Dr.a Elza Nadai, na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE USP, SP). O primeiro evento foi marcado pelo encontro de professores de história de todos os níveis de ensino e por debates, críticas, revisões curriculares na área do ensino de História e das trocas de experiências entre a Universidade e as escolas de educação básica. A partir de 1993, o “PERSPECTIVAS”, como é conhecido, passou a coexistir com o ENPEH – Encontro Nacional de Pesquisadores de Ensino de História e os Encontros Nacionais e Regionais da ANPUH -Associação Nacional de História. Assim, os dois eventos específicos da área de Ensino de História têm sido realizados no Brasil, em diferentes instituições, com o objetivo de contribuir para o debate, o diálogo, a formação permanente de professores e pesquisadores na área do ensino de História.

 ATENDENDO a inúmeros pedidos, informamos que o prazo para inscrição de apresentação de trabalhos e envio de resumos foi alterado para o dia 10 de maio de 2012.

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Colóquio Internacional 100 anos de Jorge Amado, em Coimbra, Portugal

De 12 a 16 de novembro próximo o Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e em parceria com o Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira), a Universidade Estadual de Santa Cruz (Ilhéus-Brasil) e a Academia Brasileira de Letras, irá organizar o Colóquio Internacional 100 anos de Jorge Amado. O Escritor, Portugal e o Neorrealismo, com sessões em Lisboa/Vila Franca de Xira/Loures, Coimbra e Porto.

Convidam-se estudantes, investigadores e professores a apresentarem comunicações sobre aspectos da vida e da obra de Jorge Amado relacionados com a temática do Colóquio. Os resumos das comunicações deverão ser enviados para o email coljamadoportugal@gmail.com até ao próximo dia 30 de maio.

Para mais informações consulte a página do Colóquio no facebook em http://www.facebook.com/coloquiojorgeamadoportugal2012

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Seminário Internacional: Momento Itália-Brasil

Entre os dias 14 e 16 de maio de 2012 terá lugar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o Seminário Internacional: Momento Itália-Brasil.

Inscrições e Informações: mib-sp@hotmail.com                    

 

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EDITAIS

No período de 15/05/2012 a 25/05/20012 estarão abertas as inscrições para a seleção de 12 (doze) vagas da primeira turma de mestrado em História. Os interessados deverão proceder conforme edital publicado no endereço: http://www.posgraduacao.ufs.br/prohis

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Lançamento da 74ª edição da revista “Estudos Avançados”

A realizar-se sexta-feira, 11 de maio de 2012, às 17h na Sala do Conselho Universitário da USP.

Rua Praça do Relógio 109, Térreo.

Telefone: (11) 3091-1675

Confira o cartaz em anexo.

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A Balão Editorial convida a todos para o lançamento de Do jeito que você gosta, obra de William Shakespeare, traduzida pela Cia. Elevador de Teatro Panorâmico.

 Lançamento do livro Do jeito que você gosta, de William Shakespeare

Quando? 14 de maio de 2012, segunda-feira

Onde? Livraria da Vila – loja Lorena (Alameda Lorena, 1731, São Paulo-SP) – Confira o mapa: http://g.co/maps/ykuu5

Horário? Das 19 horas às 22 horas

 

A REA 132, Maio de 2012, foi publicada.

Leia nesta edição o DOSSIÊ RASTROS URBANOS: ENCONTROS, EXPERIÊNCIAS E NARRATIVAS, organizado pela Profa. Dra. Cristina Maria da Silva (UFC).

Agradecemos à organizadora do DOSSIÊ, aos Consultores Ad hoc, à Comissão Editorial e a todos que contribuíram para a publicação de mais este número da REA.

Acesse http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current  para ler os artigos publicados.

 

CAFÉ HISTÓRIA

ENTREVISTA CAFÉ HISTÓRIA: PAULO CÉSAR DE ARAÚJO (UM BIÓGRAFO EM DETALHES)

Entrevistamos o historiador e jornalista Paulo César de Araújo, um dos mais importantes pesquisadores da música popular brasileira. Na conversa com o Café História, Paulo César fala de suas pesquisas e sobre a proibição de seu livro, “Roberto Carlos em Detalhes”, lançado no final de 2006. O papo – imperdível – já está no ar, na íntegra. Confira e comente!

Leia esta esta entrevista em: http://cafehistoria.ning.com/paulo-cesar-de-araujo

NOVA SEÇÃO: ESCOLHA ENTRE UM CLÁSSICO E OUTRO EM “SUPER TRUNFO”

Isso mesmo. Na seção “Super Trunfo”, você poderá votar toda semana no clássico da historiografia que é mais importante para você. Nesta primeira rodada, “O Queijo e os Vermes”, de Carlo Ginzburg, e “História e Memória”, de Jacques Le Goff.

Veja como está esta disputa e vote também: http://cafehistoria.ning.com/legoffversusginzburg

MURAL DA SEMANA: EVENTO SOBRE CELTAS E GERMÂNICOS

Acontece entre os dias 16 e 19 de outubro de 2012 na Universidade Federal Fluminense (UFF) o V Simpósio Nacional e o IV Internacional de Estudos Celtas e Germânicos. O tema do encontro será “Paisagem e Natureza: Cotidiano, Imaginário e Memória”, que conta com uma perspectiva interdisciplinar.

Saiba mais sobre o evento: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: ACERVO HISTÓRICO DO ESTADÃO NA REDE

Uma notícia e tanto para quem pesquisa história do Brasil contemporâneo: o Estadão acaba de anunciar que no próximo dia 23 de maio de 2012 disponibilizará todo o seu acervo histórico na internet, para consulta livre. 

Confira esta notícia em: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]

DOCUMENTO HISTÓRICO: TRATADO DE TORDESILHAS 

Um dos documentos mais importantes para o mundo moderno foi digitalizado e pode ser baixado no arquivo online do Arquivo da Torre do Tombo, de Portugal.

Saiba mais sobre este documento: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]

SEMINÁRIO TRAUMA, MEMÓRIA E REPARAÇÃO: ESTA SEMANA, NA UFRJ

Entre os dias 9 e 11 de maio, ocorre na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o “I Simpósio Internacional de História Contemporânea: Memória, Trauma e Reparação”.

Leia mais sobre o evento: http://cafehistoria.ning.com/page/evento-em-destaque-memoria-trauma-e-reparacao

DESCONTO EM LIVROS: 20% E ESTÁ ACABANDO!

Leitor do Café História possui 20% de desconto em qualquer compra no site da Editora Contexto. Mas é melhor correr, pois esta pode ser a última semana do desconto. 

Acesse e pegue o cupom de desconto: http://cafehistoria.ning.com/descontoemlivros

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

 

Sobre boletimdehistoriaricardo

Este Boletim é voltado, principal mas não exclusivamente, para historiadores e estudantes. Seu propósito é fornecer informações, notícias, links. Contribuições são bem-vindas. As opiniões exaradas em artigos assinados não são, necessariamente, as do editor. Mas o espaço é plural.
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