Numero 324

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1.  ARTIGOS COMPLETOS

 Udenismo e fascismo

Antonio de Paiva Moura

            O velho udenismo, como brasa no borralho, esperava um sopro para se reavivar. O caso Demóstenes Torres, senador pelo Democratas de Goiás é emblemático da mentalidade udenista. A queda que levou com a descoberta de suas relações clandestinas com o famoso Carlinhos Cachoeira surpreendeu a nação brasileira porque o senador pousava de guardião da moral pública. Revendo os registros históricos dos primórdios da década de 1940 constata-se que as fileiras da UDN (União Democrática Nacional) se comportavam tal qual Demóstenes Torres, com sua notória hipocrisia. Os udenistas defendiam a democracia liberal, moldada pelos EUA visando a defesa intransigente das classes abastadas, mas, contraditoriamente vivia pensando no golpe de estado. Conforme observa Dias, (2012) a UDN, além de uma ideologia que varia do conservadorismo ao reacionarismo golpista, intentou-se contra o programa de Getúlio Vargas, no sentido de construir as bases do moderno Estado e contra as normas de proteção aos trabalhadores. Carlos Lacerda empunhou a bandeira da moralidade, usando com freqüência, a expressão “mar de lama” que supostamente inundava o Palácio do Catete.

            Embora a imprensa denunciasse com exagero a supostas corrupção no governo, o povo não dava muito crédito. Em 1945 o brigadeiro Eduardo Gomes, candidato pela UDN foi derrotado por Eurico Gaspar Dutra. Nas eleições de 1950 Vargas derrotou o udenista Eduardo Gomes que era tido como incorruptível. Em 1955 o udenista marechal Juarez Távora perdeu a eleição para Juscelino Kubitschek, que tinha como vice João Goulart. A UDN tentou, por todos os meios, dar o golpe em JK: usando a notoriedade de Afonso Arinos, tentou anular a eleição, alegando que JK não obtivera maioria absoluta no pleito. Tentou dar, então, um golpe militar, mas o marechal Lott garantiu a estabilidade de JK no poder. Em 1960 a UDN venceu as eleições com Jânio Quadros. O símbolo da campanha de Janio Quadros era uma vassoura. Prometia uma varredura nos serviços públicos, demitindo funcionários supostamente corruptos. Seria aquilo que mais tarde os tucanos e os Democratas chamaram de enxugamento da máquina. Na verdade, o que era ejetado é um vergonhoso preconceito contra servidores públicos e trabalhadores de um modo geral.

Mas Jânio não representava muito bem o tipo udenista. Esteticamente era uma decepção: cabelos mal penteados; gravata mal atada e colarinho desabotoado; mangas do paletó arregaçadas, fumando em público. Politicamente, adotava medidas de moralismo de mau-gosto como proibição de brigas de galo e concurso de miss. O que mais irritou seu correligionário Carlos Lacerda foi a condecoração do então ministro da economia de Cuba, Ernesto Che Guevara. Em represália, Lacerda condecorou um líder anti-castrista. Com o aumento do preço da gasolina e da inflação Janio tornou-se impopular. Renunciou ao cargo de presidente, pensando que poderia voltar ao poder como ditador, mas o tiro saiu pelo cabo do revolver.

Em 1964, com a deposição de João /Goulart o udenismo chegou ao poder com a ditadura militar e cumpriu o que planejara em 20 anos de derrotas: perseguição a opositores de modo geral, estudantes, servidores públicos e operários. Em 1965 foi criada a ARENA Aliança Renovadora Nacional com a finalidade de dar sustentação política ao governo militar, em decorrência da extinção de todos os partidos políticos. Durante dez anos foi partido único dividido em alas ‘A’ e ‘B’. A ARENA acolheu os partidários da UDN e do PSD que apoiavam a intervenção militar. Em 1976 foi criado o MDB, Movimento Democrático Nacional, para abrigar as demais correntes políticas do país, em oposição ao regime militar. O número 25 é que caracteriza a ARENA e seus sucessores: De 1980 a 1993, PDS; de 1993 a 2007, PFL e de 2007 em diante, DEM ou Democratas.

Os governadores dos estados eram escolhidos preferencialmente entre os remanescentes dos quadros da UDN filiados à ARENA. Por qualquer denúncia ou suspeita de subversão os deputados federais e senadores eram cassados. Além disso, dos três senadores de cada estado, um era nomeado. Os senadores nomeados eram ironicamente chamados de “biônicos”.  Houve muita injustiça e muito jogo sujo, o que provocou um enorme desgaste na ARENA e nos herdeiros da velha UDN. Qualquer indicação de nomes, para concorrer eleições ou a cargos públicos, obedecia ao critério da linhagem familiar, isto é, procurava-se saber quem era o pai do candidato. Mérito pessoal, capacidade ou competência pouco valiam. Na verdade, um retrocesso ao tempo da fidalguia, isto é, para ocupar qualquer cargo era necessário ser filho de algo, ser filho de alguém. Certos de que eram protegidos, políticos, magistrados, tabeliães, fiscais e outros servidores transgrediam as normas sem risco de punição. Essa situação não deixa de refletir em nossos dias.

Schwartzman (1981) observa que as campanhas de moralização partem sempre da pequena burguesia ou classes médias, porque julgam que os governantes protegem os proletários e os proprietários dos meios de produção. Acreditam que as coisas são isto ou aquilo, porque alguém assim as quis. Assim sendo, as coisas serão boas ou más conforme sejam o produto de vontade honesta e esclarecida, ou de seu oposto. Tudo depende, portanto, de os homens que dirigem os acontecimentos serem bons ou maus. Os seguimentos de classes, sejam eles quais forem, vão julgar que seus pares são sempre bons. No tempo Vargas a classe dos comerciantes foi a mais moralista, porque julgava que o governo fazia marcação serrada sobre ela.

 A antipatia pela ARENA contribuiu para aceleração do processo de abertura democrática, eleições diretas e promulgação de nova constituição. A constituição de 1988 pode ser considerada a Glasnost brasileira. Contém recursos de proteção ao cidadão que é modelo para outras nações. Entre os dispositivos tradicionais, como habeas corpus, mandato de segurança, mandato de injunção, ela contém os chamados remédios constitucionais, entre os quais, habeas data, direito de acesso a informação; ação popular, que anula atos lesivos ao patrimônio público; ação civil pública que visa reparar atos lesivos aos interesses individuais. A garantia de imprensa livre e livre expressão por meio de veículos de comunicação, é que mais dá transparências aos atos públicos. A carta magna chamada “constituição cidadã” retirou parte do poder das oligarquias regionais, fortalecidas no período ditatorial. Muitos caciques regionais perderam mandatos por cassação ou por renúncia a exemplo do presidente Collor de Mello, de Alagoas; senador Luiz Estevão de Oliveira Neto, do Rio de Janeiro, migrado para o Distrito Federal; Antonio Carlos Magalhães, da Bahia; José Roberto Arrudas, de Minas Gerais, migrado para o Distrito Federal, onde perdeu mandato de senador e de governador; Jader Barbalho, do Pará e Joaquim Roriz, de Goiás.

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral TSE, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em quatro de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano de 2000. O DEM, partido de Demóstenes Torres, com 69 cassações, tem o equivalente a 9,02% de todos os políticos cassados no período de 2000-2007, sendo o campeão em expulsão de seus candidatos cassados nesse meio-tempo.

A UDN em seu tempo de existência legal usou o adjetivo “democrática” em sua legenda como forma de disfarce de sua tendência autoritária e ditatorial. A maioria de seus filiados vinha do Integralismo, organização de caráter nazi-fascista, contido por Getúlio Vargas. Em 1950 Theodor Adorno publicou estudo sobre a “personalidade autoritária” herdada do nazi-fascismo. Na visão de Adorno, a pessoa marcada por essa personalidade é um tipo individualista e independente, enquanto teria, ao mesmo tempo, uma propensão à autoridade. O autor queria desvendar os motivos do avanço do ódio ao outro em escala social, que teria levado ao nazismo alemão e ao fascismo italiano. Essa tendência antidemocrática vigente no Ocidente foi chamada de “fascismo potencial”. Segundo a cronista Márcia Tiburi (2012) o ódio barato ao outro se manifesta nas formas de bullying, racismo, homofobia, machismo, rivalidade partidária e discriminação social. Alguns desses fascistas são jornalista ou colaboradores de periódicos que, em nome da razão e do moralismo encobrem o ódio que têm dos outros. Tiburi diz que esses pseudo-intelectuais defendem aquilo que os oprime, enquanto, ao mesmo tempo, são opressores. O ódio barato dos fascistas potenciais aparece também no mau humor contra motociclistas que trabalham entregando objetos. Quem esbraveja contra esses trabalhadores são os que se servem deles. Fascistas em potencial são os que se enfurecem com as políticas assistenciais; contra o ensino público gratuito; contra os camponeses diaristas e que só vêem corrupção nos seus adversários políticos.

 Referências

DIAS, Maurício. Estandarte da hipocrisia. Carta Capital. São Paulo, n. 692, 11 abr. 2011.

SCHWARTZMAN, Simon. O moralismo e a alienação das classes médias. Cadernos de nosso tempo. Brasília: Câmara dos Deputados, 1981.

TIBURI, Márcia. Fascismo potencial. CULT. São Paulo, n. 167, abr. 2012. 

 

 Colaboração de Bete Gontijo:

Em busca do capitalismo sustentável

http://envolverde.com.br/economia/artigo-economia/em-busca-do-capitalismo-sustentavel/?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=17

O capitalismo está sob cerco. As empresas são vistas, cada vez mais, como causas de grandes problemas sociais, econômicos e ambientais. A percepção pública é que lucram à custa da comunidade. A chamada responsabilidade corporativa em nada atenuou essa situação. A legitimidade dos negócios (e, portanto, da própria atividade empresarial) caiu a níveis mais baixos que nunca antes na história.

O julgamento não vem de membros do Occupy Wall Street, da Via Campesina ou do Comandante Marcos. Está logo nas primeiras linhas do texto que dois gurus da administração empresarial contemporânea, Michael Porter e Mark Kramer, publicaram alguns meses atrás na “Harvard Business Review”.

Mas não se trata de um desabafo isolado e excêntrico. O tom é cada vez mais frequente em documentos das grandes consultorias globais. Em fevereiro último, uma empresa fundada por Al Gore, a Generation Investment Management, publicou uma espécie de manifesto cujo título pode suscitar um sorriso irônico, mas é certamente sinal dos tempos: Capitalismo Sustentável.

Seus autores reivindicam nada menos que um novo paradigma: “Um quadro que procure maximizar a criação de valor econômico de longo prazo, reformando os mercados para que respondam a reais necessidades, levando em conta todos (sublinhados no original) os custos e todos os stakeholders”.

Três ideias são aí importantes: em primeiro lugar, está a ruptura com o que caracterizou o sistema econômico mundial dos últimos 30 anos, que é o predomínio quase absoluto das finanças na tomada de decisões empresariais. O resultado desse predomínio é uma obsessão com os ganhos de curto prazo. Segundo muitos economistas, isso deveria resultar em maior fluidez e, sobretudo, em melhores escolhas dos investimentos, uma vez que não seriam mais as burocracias empresariais que tomariam as decisões e, sim, uma instância descentralizada, pulverizada e dotada de mecanismos automáticos de correção: o mercado. A crise de 2007/2008 mostrou a destruição social a que essa crença mágica conduziu. Várias empresas já começam a insurgir-se contra a prática de organizar suas contas como parte do jogo especulativo das finanças.

A segunda ideia fundamental do documento da Generation Investment Management está na expressão “reais necessidades”. Não se trata apenas de julgar a utilidade daquilo que se produz por sua capacidade de gerar empregos, propiciar arrecadação de impostos e estimular a inovação. Nem tampouco de identificar eficiência com atendimento genérico à demanda.
Trata-se de saber se o sistema econômico está preenchendo “reais necessidades”. Definir essa expressão é difícil. Pode dar lugar à tentação autoritária. Ao mesmo tempo (e é para isso que chamam a atenção tanto Porter e Kramer como a Generation Investment Management), parte muito importante dos bens e serviços que emergem do sistema econômico não preenche “reais necessidades”. A epidemia global de obesidade não pode ser desligada das práticas da indústria alimentar. Em 2010, a obesidade já atingia 35,7% dos adultos e 17% das crianças norte-americanas. Um exemplo dado pelo Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos mostra a gravidade do problema: uma pessoa de 1,75 é considerada obesa quando seu peso é superior a 92 quilos. Com mais de um terço da população norte-americana nessa condição, será que se pode dizer que a indústria alimentar responde a reais necessidades?

Mas não é só na alimentação que se verifica a distância entre o que predomina na atividade empresarial e aquilo que a Generation Investment Management chama de reais necessidades: os engarrafamentos de trânsito e o inútil esforço de contorná-los por meio de obras cada vez mais caras e destrutivas da paisagem urbana não podem ser dissociados do que faz a indústria automobilística. Num encontro realizado em 2010, a Audi contratou um amplo grupo de consultores para discutir como se converter de indústria que produz carros em indústria voltada para atender às reais necessidades de mobilidade das pessoas. O interessante nessa discussão (e fundamental para o empreendedorismo social) é que a noção de necessidades deixa de ser um tema filosófico abstrato, um assunto de governo ou de organizações de consumidores. Terá que integrar o âmago das decisões empresariais.

A terceira ideia importante na frase da Generation Investment Management refere-se aos custos da atividade empresarial. A consultoria global Trucost calculou os danos ambientais embutidos nas atividades das 3.000 maiores corporações globais. Foram levados em conta apenas três fatores: emissões de gases de efeito estufa, uso da água e geração de lixo. Não estão aí, por exemplo, as perdas sociais derivadas dos engarrafamentos ou das doenças provocadas pela obesidade. Mesmo assim, os resultados são chocantes: US$ 2,15 trilhões. Isso corresponde a nada menos que metade de seus lucros (o que os especialistas chamam, na sigla em inglês de Ebitda: ganhos antes dos pagamentos de juros, impostos, depreciação e amortização). O relatório da consultoria global KPMG onde se encontram essas informações mostra que estes custos ambientais estão aumentando: eles dobram a cada 14 anos. Os piores impactos ambientais são os da indústria alimentar: 224% daquilo que ganha. E é importante frisar: são custos ocultos, não se incorporam aos preços, é a sociedade como um todo que os paga sob a forma de perdas ecossistêmicas muitas vezes irreparáveis.

Criação de valor a longo prazo, produção voltada a melhorar o bem-estar das pessoas, das comunidades e de seus tecidos territoriais e capacidade de preservar e regenerar os serviços ecossistêmicos dos quais dependem as sociedades humanas: o maior desafio de nosso tempo é juntar empresas, governo e sociedade civil no enfrentamento desses desafios. Até aqui, manifestações como as de Porter e Kramer, da Generation Investment Management e o diagnóstico da KPMG são francamente minoritárias no meio empresarial. Mas são visionárias e sinalizam para a emergência de uma nova economia em que ética e respeito aos limites dos ecossistemas estejam no centro das decisões.

* Ricardo Abramovay, professor titular da FEA e do IRI/USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, é autor de “A Transição para uma Nova Economia”, a ser lançado na Rio+20 pela ed. Planeta Sustentável.

 

Política social do Brasil é modelo, diz ministro britânico

Enviado por luisnassif, seg, 23/04/2012 – 15:42

As políticas sociais do Brasil são um modelo para o mundo e há muito a que se aprender com o Brasil. Quem diz isso é o Ministro do Desenvolvimento Internacional da Grã-Betanha, Andrew Mitchell.

De O Globo

Parceria para acabar com a miséria 

ANDREW MITCHELL

Uma em cada cinco pessoas do planeta ainda passa fome e milhões de mulheres morrem durante o parto. Isso é inaceitável. O governo de coalizão do Reino Unido possui um Ministério para o Desenvolvimento Internacional, focado na atenção às populações mais pobres de outros países, o qual tenho a responsabilidade de liderar. Entendemos que, para combater eficazmente problemas sérios como a pobreza e a fome, é preciso trabalhar com novos parceiros e utilizar novas abordagens.

Tive a honra de visitar o Brasil na última semana e de conhecer projetos brasileiros que deram certo na atenção a populações pobres. Vi como políticas firmes e a atuação dedicada do setor privado podem criar empregos e gerar renda. E como cidadãos pobres podem usar a criatividade para melhorar suas vidas.

Há muito a se aprender com o Brasil. O país reduziu a pobreza cinco vezes mais rápido do que a China e dez vezes mais rápido do que a Índia. Esse é um resultado fantástico. Obviamente, os brasileiros sabem que ainda há muito a se fazer – e o programa da presidente Dilma Rousseff Brasil sem Miséria assume o compromisso de terminar essa tarefa. Acredito, no entanto, que os brasileiros possuem um grande interesse em compartilhar conhecimentos para ajudar a combater a pobreza em outras regiões do mundo.

Em primeiro lugar, estamos todos interconectados atualmente. A recessão global afeta a todos e os motores do crescimento estão espalhados por diversos lugares do mundo. Em segundo, o Brasil ganhará mais respeito e sucesso na arena internacional se for reconhecido por sua contribuição para a redução da pobreza global. Em terceiro, o Brasil já mostrou que fazer a diferença não custa tanto. O investimento financeiro em programas como o Fome Zero foi recompensado com economias locais mais fortes e melhores expectativas para os jovens.

Então, por que o Brasil deveria trabalhar com o Reino Unido? Para aliar a abordagem inovadora do país à parceria de muitos anos do Reino Unido com países em desenvolvimento. Por exemplo, desde 2010, trabalhamos em parceria com a Embrapa para adaptar sua experiência em agricultura às necessidades de fazendeiros africanos. Esse “mercado agrícola” já alcança nove países da África e está pronto para ser expandido. E vamos facilitar a adaptação de abordagens brasileiras na agricultura e na segurança alimentar para sete países, incluindo Gana e Moçambique. Além disso, o Reino Unido é aliado do Brasil para levar a experiência do Bolsa Família ao Quênia. O investimento brasileiro já está mudando a vida de milhares de pessoas na África.

Durante minha missão, busquei incentivar um papel ainda mais importante para o Brasil na luta contra a pobreza – além da conquista da paz e da prosperidade. O trabalho de parceria permite que Brasil e Reino Unido estejam na vanguarda de uma nova fase da cooperação para o desenvolvimento. Um mundo sem miséria é possível.

ANDREW MITCHELL é ministro para o Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha.

 

2.  VALE A PENA LER

 

No blog da minha amiga Cris Moreno, li, neste domingo que passou, uma indicação para ver uma foto e um texto. Emocionante. Assim, espero que você, leitor(a), se emocione também:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=279248658828904&set=a.246190372134733.61810.103815173038921&type=1

 

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  Na revista Ciência Hoje, que está nas bancas, dois artigos sobre escravidão:

Cemitério dos pretos novos

O artigo de capa da CH de abril mostra os resultados de estudos feitos em um cemitério de escravos descoberto sob a malha urbana na zona portuária da cidade do Rio de Janeiro. Medições de componentes químicos, análises de DNA e estudos de antropologia em ossos e dentes de escravos ali sepultados no final do século 18 e início do século 19 trazem informações sobre a origem, os hábitos de higiene e a condição física dos africanos que chegavam ao antigo cais do Valongo.

Este pode ser lido no site também: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/291/cemiterio-dos-pretos-novos

 

Linha do tempo: Entre o cativeiro e a liberdade

Parte importante na história do Brasil, a escravidão articulou relações sociais e permitiu o surgimento de uma economia baseada na acumulação violenta e desigual de riquezas. Na coluna ‘Linha do tempo’ da CH 291, Laura de Mello e Souza explica como escravos que vendiam sua força de trabalho na tentativa de obter alforria influenciaram a complexa sociedade da época.

 

O clima está preso por um fio
Em março se registrou o primeiro desastre climático do ano nos Estados Unidos, que provocou mais de um bilhão de dólares em danos. Os tornados que castigaram quatro dos estados centrais do país deixaram um saldo de 41 mortos. Mitt Romney está por converter-se no candidato republicano à presidência e já começa a atacar o presidente Obama com respeito às políticas sobre mudança climática. O artigo é de Amy Goodman.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20000&boletim_id=1172&componente_id=18771

 

Eduardo Febbro: O colonialismo liberal europeu mostra a sua face
É o cúmulo do absurdo que o Parlamento Europeu, que reúne representantes do povo, se preste a votar uma resolução contra a Argentina, em defesa dos interesses de uma multinacional. O mesmo parlamento que nada faz para denunciar as empresas do Velho Continente que, em nome da segurança jurídica, investiam seus capitais em países amordaçados por regimes assassinos que, ao mesmo tempo que ofereciam segurança jurídica aos investidores, jogavam seus povos no poço da repressão, da corrupção e da pobreza. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19996&boletim_id=1172&componente_id=18772

 

A monarquia no olho da tormenta na Espanha
A virulência da crise somada aos erros grosseiros cometidos por um monarca que parece não ter se dado conta da tormenta que atinge o país, colocou a casa real em um apuro do qual está cada vez mais difícil de sair. A crise de legitimidade ameaça o herdeiro da coroa e pode arrastar a Espanha a uma crise política de envergadura, já que a mera discussão sobre a possibilidade de instalar-se uma república no país foi e segue sendo um tema tabu. O artigo é de Oscar Guisoni, direto de Madri.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19999&boletim_id=1172&componente_id=18773

 

O “Schindler” italiano que salvou centenas de vidas na Argentina
O diplomata italiano Enrico Calamai foi um herói silencioso que atuou no Consulado em Buenos Aires durante a ditadura, quando arriscou sua vida e sua carreira para facilitar a fuga de centenas de dissidentes políticos e partidários que pegaram em armas contra o experimento neonazista dos generais argentinos. Em conversa com a Carta Maior, em Roma, Calamai fala sobre a Operação Condor, sobre o envolvimento de diplomatas e da ditadura brasileira em assassinatos e sobre a cumplicidade do Vaticano com a ditadura argentina.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19977&boletim_id=1170&componente_id=18722

 

Leia no WWW.outraspalavras.net:

Quando os governantes sentem-se pisando em ovos
China, Europa, EUA: sinais de instabilidade espalham-se pelo mundo. Por trás deles há, também, sombras de insensatez e guerra. Por Rafael Poch

Até onde irá o Partido Pirata
Uma organização identificada com temas e rebeliões da juventude tornou-se terceira mais popular da Alemanha. Mas quais seus horizontes? Por Detlef Gurtler

No Afeganistão, os EUA à beira do adeus
Immanuel Wallerstein analisa: guerra tornou-se insustentável e retirada quase certa diz algo sobre o atual isolamento de Washington

Europa: a face desumana da crise
Em Portugal, aumentam suicídios e criminalidade. Tecnocrata descobre que culpados pelo desemprego são… os demitidos. Polícia alarma-se com protestos. Por Antonio Barbosa Filho, correspondente na Europa

Paul Krugman fala no Brasil
Em palestra no Sebrae, Nobel da Economia aposta na força dos emergentes e defende, contra a crise políticas alternativas à austeridade. Mídia tradicional finge que não vê. Por Gabriel Bonis, na Carta Capital

Por que os bancos cederam
Ao contrário do que previram os “especialistas”, redução de juros iniciada por BB e Caixa está sendo imitada (ainda que de modo constrangido…) pelo sistema financeiro. Por Luis Nassif, em seu blog

O que está por trás das patentes de software
A Europa recusou o patenteamento e, como o Brasil, trata programas de computador na lei de direitos autorais. Por Sérgio Amadeu da Silveira, em ARede

Por que Buenos Aires enlouquece a mídia
Fracassarão novamente os que preveem derrota da nacionalização do petróleo. Há nove anos, Argentina avança – exatamente por desprezar neoliberalismo. Por Mark Weisbrot, no The Guardian

Crise incentiva tráfico de tesouros arqueológicos gregos
Por provável encomenda de colecionadores milionários, crescem roubos de peças históricas. “Quando Estado e suas estruturas desmoronam, traficantes exploram a situação com rapidez”, explica jornalista. Por Apostoli Fotiadis, na Envolverde/IPS

Água: Banco Mundial insiste em privatizar
Segundo revela novo estudo, instituição continua financiando políticas que entregam abastecimento a grandes grupos econômicos — apesar de décadas de fracasso. Por Johanna Treblin, na IPS/Envolverde

 

 

3. INFORMAÇÕES

Informamos a publicação da 53ª edição da revista Histórica – publicação on-line do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Acesse http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/

Submissão de artigos para a próxima edição:

Edição 54 – Junho

Tema: Repressão e Resistência

Prazo de envio: 7 de maio

 

É com grande felicidade que avisamos sobre o retorno das atividades do Site NetHistória. Após uma pausa de sete anos, decidimos por reinaugurar o ambiente e apresentar uma nova proposta para os seus usuários. Como primeiro ato, gostaríamos de informá-los que conservamos todo o histórico já publicado no site e mantivemos o nosso mesmo número de ISSN enquanto periódico (1679-8252). Esperamos poder contar com o auxílio de tod@s para a divulgação desse nosso espaço e estamos aguardando novos trabalhos para avaliação e publicação. Colocamo-nos à disposição para sanar qualquer dúvida emergente. Informaremos sobre todas as mudanças ao longo do mês de abril.

Um fraterno abraço!

Equipe NetHistória

Acesse o site NetHistória: www.nethistoria.com.br

 

XXI Encontro Estadual de História

ANPUH-São Paulo

Trabalho, Cultura e Memória

UNICAMP- 3 a 6 de setembro de 2012

 INSCRIÇÕES DE TRABALHOS PARA APRESENTAÇÃO NOS SEMINÁRIOS TEMÁTICOS:

02 de abril a 15 de maio de 2012.

As inscrições serão efetuadas SOMENTE através do site http://www.encontro2012.sp.anpuh.org/

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O Contraponto inaugura quinta-feira, dia 03 de maio de 2012, a partir das 19h00, a exposição O OLHAR DO COLECIONADOR : Arte tribal da África e da Oceania.

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A exposição, com curadoria de Adilson Falcão e Sergio Fingermann, ficará no espaço (localizado na Rua Medeiros de Albuquerque, 55 na Vila Madalena) de 03 a 31 de maio 2012 e é aberta ao público (Entrada Franca) de segunda a sábado das 11h00 às 18h00

Trata-se de um conjunto de setenta peças de arte tribal do acervo pessoal de Adilson Falcão e Bernardo Figueiredo, mostrando a trajetória destes colecionadores em mais de 13 anos de viagens pelos dois continentes.

Para maiores informações acesse: http://www.contraponto55.ato.br

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ATIVIDADE PROGRAMADA

Diálogos latino americanos (14º)

 A Revolução na Bolívia: 60 anos depois

Profº Dr. Everaldo de Oliveira Andrade

Autor de: A Revolução Boliviana. São Paulo:Unesp, 2007

Professor da Univ. Guarulhos

Data: 18 de Abril de 2012 – Horário: das 09:00 às 12:30hs –  Local: Prédio Novo, sala 134-C

 Ministro Godói, 969 – Perdizes, São Paulo.

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           Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética – Editoras da Unesp e da Fundação Perseu Abramo: São Paulo, 2005, livro de Bernardo Kucinski, será o centro do debate no próximo dia 27 de abril, sexta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

                Os nove ensaios reunidos estão divididos em três temas como: ética, práxis e discurso, envolvendo, entre outros tópicos – ética jornalística, corrupção, internet, economia virtual, declínio e morte do jornalismo como vocação, paradoxos do jornalismo neoliberal, o jornalismo econômico na era neoliberal, a mentira e a imaginação no relato jornalístico. Bernardo, que é graduado originalmente em física, faz e ensina jornalismo por opção e com competência, tendo ampla experiência profissional relacionada à reflexão e à pesquisa.

Para maiores informações acesse: http://www.cedem.unesp.br

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BOLSAS

Informamos os eventuais interessados de que estão abertos até 30 de Junho de 2012 os concursos para 2 (duas) bolsas de investigação – Bolsa Francisco de Lemos e Fundo Manuel Cabral – a desenvolver no Arquivo da Universidade de Coimbra.

Para maiores informações acesse: http://www.uc.pt/auc/destaques_auc/bolsas

 

 

 

 

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Sobre boletimdehistoriaricardo

Este Boletim é voltado, principal mas não exclusivamente, para historiadores e estudantes. Seu propósito é fornecer informações, notícias, links. Contribuições são bem-vindas. As opiniões exaradas em artigos assinados não são, necessariamente, as do editor. Mas o espaço é plural.
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