Numero 321

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Bem, como não podia deixar de ser, o assunto que está mais presente neste número é o escândalo das promíscuas relações entre contraventores/políticos/imprensa. Mais especificamente, Cachoeira/Demóstenes & Cia/Veja. Há um artigo na primeira parte e um pequeno dossiê na segunda. Quem tiver estômago, leia…

Na primeira parte há também um artigo interessante (apesar de eu não concordar com o conceito de Idade Média presente) sobre o retrocesso cultural cibernético. E um terceiro artigo mostra o que pode acontecer se aprovada a tentativa dos deputados em alterar a Constituição Federal para reduzir as áreas destinadas às comunidades indígenas e quilombolas.

Bom proveito, bom feriado e até semana que vem!

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  1. 1.  ARTIGOS COMPLETOS

Colaboração do professor Antônio Moura:

Caso Policarpo-Cachoeira assusta e silencia Veja

Revista noticia em sua edição online, mas não imprime na de papel, informação sobre o escândalo de infiltração política do contraventor Carlinhos Cachoeira; explicação pode estar nas 200 ligações entre o jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília, e o próprio Cachoeira; o que teme o diretor de redação Eurípedes Alcântara  para fugir desse assunto?; lições de moral sob suspeição

 Acostumada a distribuir lições de moral e civismo, todas as semanas, a seus leitores, a revista Veja entrou numa pesada enrascada ética. Recém nomeado para a cúpula da publicação, no cargo de redator-chefe, dividido com outros dois profissionais, o diretor da sucursal da revista em Brasília, Policarpo Jr., foi detectado num grampo legal feito pela Polícia Federal em nada menos que 200 ligações telefônicas com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Segundo o blog do jornalista Luis Nassif, que primeiro noticiou a existência dos registros das gravações, nas conversas Policarpo passava a Cachoeira informações sobre o que iria sair na revista, ouvia ideias de pautas e recebia elogios de sua fonte. Na prática, ambos compunham um circuito privilegiado de relações entre o sub-mundo da ilegalidade e a alta mídia acima de qualquer suspeita.

A notícia sobre o flagrante nas relações entre um de seus profissionais de ponta e um procurado pela Justiça, preso na Operação Monte Carlo, da PF, parece ter assustado o comando da publicação. Procurado por 247, o diretor de redação Eurípedes Alcântara não quis dar entrevista. Ele não tem dado muita sorte com redatores-chefes ultimamente. Em dezembro, precisou demitir do cargo seu antigo parceiro Mario Sabino, abatido por traquinagens como a de coordenar uma reportagem que terminou numa delegacia de polícia, sob acusação de invasão de domicílio. O profissional que deveria substituí-lo, o jornalista André Petry, chefe do escritório da revista em Nova York, foi barrado por Eurípedes que, no melhor estilo dividir para reinar, conseguiu a nomeação de três colaboradores para a mesma função. Entre eles, o grampeado Policarpo.

 O diretor de Veja em Brasília é conhecido entre os colegas por ter ótimas fontes na Polícia Federal, de onde teria saído a maior carga de munição para o verdadeiro paiol de escândalos em que a revista foi transformada. À medida em que jornalistas como Policarpo Jr. passaram a crescer no expediente da revista, galgando cargos cada vez mais importantes, mais Veja se tornou arauto da moralidade, distribuindo não apenas acusações fortes contra diferentes autoridades, mas também espalhando sentenças de condenação ética aos envolvidos. Veja tornou-se um tribunal de acusação, uma praça condenatória e uma dura corte de apelação.

E agora, como a revista vai agir diante do escândalo que liga seu diretor em Brasília a um contraventor cuja estratégia, como se vê pelas ligações dele com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), era, exatamente, a de se infiltrar no chamado establishment? Será que o procurado Cachoeira, com seus interesses inconfessáveis à lei, pautou Veja? Receptor de informações privilegiadas sobre a condução do noticiário da revista de maior circulação em papel do País, como Cachoeira usava as mensagens que recebia do diretor de Brasília? É mesmo possível que essa relação não tenha poluído a propalada isenção da publicação? Há ligações entre as posições que ele defendia, a favor da legalização do jogo no Brasil, por exemplo, e as que a revista abraçou editorialmente?

 Sobre essas interrogações, Veja agora faz silêncio. 247 procurou tanto Policarpo, em Brasília, como Eurípedes, em São Paulo, sem obter retorno. Numa decisão que pode, certamente, ter envolvido a ambos, Veja não publicou em sua edição de papel, mas noticiou no seu serviço online sobre os estragos que as ligações de Cachoeira no meio político vêm fazendo nas reputações de políticos e executivos públicos envolvidos com ele. Com Policarpo, de Veja, será diferente?

Brasil_247

Mais:    http://profdiafonso.blogspot.com.br/2012/03/caso-policarpo-cachoeira-assusta-e.html

 

Colaboração de Ana Cláudia:

NOVA IDADE MÉDIA? O RETROCESSO CULTURAL NO CIBERESPAÇO por Dora Incontri

http://doraincontri.wordpress.com/2012/03/27/nova-idade-media-o-retrocesso-cultural-no-ciberespeco/

 Tenho uma tese que ainda vou desenvolver melhor num livro ou em alguns artigos mais profundos: é a de que corremos o risco de mergulhar numa nova Idade Média, claro, diferente da que foi. Mas há sinais fortes e semelhantes à chamada Alta Idade Média que vai do século V até mais ou menos o ano mil, período da desagregação do Império Romano e do retrocesso da cultura, da civilização… Depois, a Baixa Idade Média não pode mais ser considerada como um período de trevas, pois houve o nascimento das Universidades, a retomada gradativa das cidades e do comércio, as catedrais góticas, as línguas europeias, nascentes em poesia… e assim por diante.

O que indica esse risco de novo mergulho medieval? A onda fundamentalista das religiões, deflagrando irracionalidade e fanatismo; a desagregação da linguagem, da música, da arte em geral; o desaparecimento da infância (veja-se o livro de Philippe Ariès, *História Social da Criança e da Família, *demonstrando que na Idade Média, as crianças eram adultas em miniatura e não eram vistas e tratadas como crianças, que é o que está acontecendo hoje, quando a mídia e a propaganda fazem da criança um pequeno, sensualizado e obeso consumidor!). Outro sinal de retrocesso é o brotar do misticismo fácil, das seitas irracionais e de uma espiritualidade *light,* indicando falta de consistência e conhecimento filosófico, podendo nos levar a superstições já cientificamente superadas.

As circunstâncias são outras, as características são outras, mas estamos caminhando a passos largos para o eclipse da cultura, da razão, das conquistas civilizatórias dos últimos séculos. É verdade que um pouco disso pode ser decorrência de um processo de resistência e desagrado com a civilização predatória, instalada pelo capitalismo. Mas o que se observa em grande escala (e não é só no Brasil, mas no mundo todo) é um recrudescimento da ignorância, um analfabetismo filosófico, literário, político, espiritual. A mediocridade está tomando conta.

Um dos sinais evidentes que observo diariamente na internet é a circulação crescente de frases soltas, de powerpoints coloridos, ralos e de autoajuda brega, de citações – que revelam uma pseudocultura: superficial, falsa e emprestada. Fico impressionada de ver quanta gente produz e reproduz fartamente frases que são atribuídas a Gandhi, Platão, Pitágoras, Confúcio, Buda, Dalai Lama, Clarice Lispector, Carlos Drummond, Saramago… e assim vai. Ou seja, líderes espirituais antigos e contemporâneos, filósofos, literatos – todos originais, inteligentes e que deram suas contribuições importantes à história, são colocados no mesmo saco de superficialidade e besteirol. Quase nenhuma das frases que lhes são atribuídas na internet é deles mesmos!! Mas ninguém consulta um livro, ninguém lê uma obra de fato sobre a vida ou sobre o pensamento de nenhum deles. Todo mundo repete frases prontas, pobres, vazias, como papagaios, sem nenhum compromisso com os autores, sem nenhum espírito crítico, sem nenhum cuidado de veracidade!

Ou seja, estamos criando uma pseudocultura virtual, que consiste em repetir pensamentos ralos, que não formulamos e que atribuímos a pessoas inteligentes, que nunca disseram tais coisas. Nem pensamos e nem recorremos a quem de fato pensou, para aprendermos a pensar. Vamos papagaiando frivolidades. Isso vale para o Facebook, para os e-mails, para os blogs, para as apresentações que circulam por aí!

É tudo rápido, descartável, superficial, vazio…

Outro aspecto que revela a decadência da cultura é o aviltamento da linguagem, a degeneração dos idiomas (mais uma vez, o fenômeno não é só no Brasil). Neste texto mesmo haverá muitas palavras que algumas pessoas nunca viram, porque seu vocabulário é cada vez mais reduzido. Isso vale principalmente para os mais jovens. A língua é um instrumento delicado, harmonioso, embora vivo e dinâmico, que se estrutura a partir da expressão de um povo. Mas antes, essa expressão era tomada por cima. Ou seja, a linguagem culta, literária era o padrão a servir de medida. Hoje, dá-se o contrário. Ninguém mais conhece o padrão culto. As palavras são truncadas nas mensagens, nos e-mails, nos textos; a correção gramatical ausentou-se completamente – mesmo professores de português escrevem errado, não sabem onde colocar uma crase, cometem deselegâncias na concordância!

O vocabulário está cada vez mais restrito, pobre, desgastado. O que isso

significa? Quanto menos palavras temos para nos expressar e quanto menos regras conhecemos e seguimos para estruturar a linguagem, mais nosso pensamento se torna pobre, por falta de capacidade de expressão; mais se torna feio, desajeitado, por falta de correção na escrita. Ou seja, estaremos caminhando para os grunhidos da caverna?

Conhecer as fontes do que se cita, certificar-se da autoria de um texto, expressar-se bem, elegantemente, com um vocabulário farto – tudo isso faz parte de uma educação bem cuidada. E o problema é justamente esse. Não temos educação: temos manipulação da TV, dispersão na internet, excesso de jogos e msn e falta de livros, falta de conversas, falta de conhecimento em geral.

Mas nem tudo está perdido! Não penso que a internet seja um lugar demoníaco, que deva ser abandonado. Há sites, blogs, escritos inteligentes, bem feitos. Basta saber buscar, escolher, selecionar. Há ciência, filosofia, livros inteiros antigos e contemporâneos, já disponíveis no universo virtual. E é fantástico poder entrar numa biblioteca internacional e achar livros do século XVIII, XIX, XX, e baixá-los gratuitamente… poder entrar num museu virtual e ver obras de arte antigas… poder se associar a um site como Classics Online e ter acesso a 40 mil músicas de todos os gêneros! Poder folhear pela manhã no I Phone, jornais do mundo inteiro!

Por outro lado, poder escrever um poema, um bom texto, uma crônica e no mesmo instante colocá-los à disposição de milhares de pessoas, num blog, num site, divulgando no Facebook, no Twiter…

Os recursos tecnológicos são fantásticos, as possibilidades são infinitas!

Nós é que temos de ter cuidado para não mediocrizá-los, não torná-los uma distração tola e às vezes viciante!

Podemos e devemos fazer conscientemente nossa resistência cultural e só divulgar coisas realmente consistentes, procurando também fazermos algo pessoal, original e não apenas copiar o que outros dizem que alguém disse!

E mais do que tudo, não devemos abandonar os livros, porque eles são ainda (embora nem sempre) a fonte da cultura mais profunda e mais saudável a nosso dispor.

 

Colaboração de Mônica Liz:

 O CANÁRIO NAS MINAS DE CARVÃO

José Ribamar Bessa Freire

25/03/2012 – Diário do Amazonas

O canário está ferido. Suas plumas estão tintas de sangue. Ele foi atingido nesta quarta-feira, 21 de março, pelos disparos feitos por trinta e oito deputados que aprovaram, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, um relatório destinado a mudar a atual Constituição Federal do Brasil. A mudança proposta redefine as terras indígenas, quilombolas e ambientais, num retrocesso histórico que, se for confirmado por três quintos dos parlamentares, condena o canarinho à morte. 

A imagem do canário é do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro. Ele conta que nas minas de carvão do Reino Unido, os mineiros tinham o costume, até 1986, de levar com eles, para dentro dos socavões, um canário em uma gaiola. O bichinho, muito mais sensível que os humanos aos gases tóxicos acumulados dentro dos túneis, começa a agonizar quando o ar fica envenenado. Sua morte é um sinal para os mineiros, um “aviso” de que devem evacuar as galerias. “Canary in the coal mine” – canário na mina de carvão – virou expressão que indica perigo iminente.  

Dessa forma, os mineiros usavam o canário como um “indicador ecológico” toda vez que iam cavar os “ossos da terra” – é assim que os Yanomami chamam os metais extraídos das jazidas.

Viveiros de Castro considera que os índios, bem à sua revelia, são os nossos canários sociológicos ou socioambientais. A agonia dos índios é um “aviso”, anunciando que a sociedade envolvente está podre, na iminência de falir, do ponto de vista ecológico e sociopolítico. E acontece que, no Brasil, se essa emenda passar, o ar vai ficar irrespirável. Só que, ao contrário dos mineiros, nós não temos para onde nos picar. O nosso destino está amarrado ao das sociedades indígenas.

Nova Era

Aqui, durante cinco séculos, os índios tiveram suas terras pilhadas, saqueadas, usurpadas, sempre através da violência armada. Em 1988, a Assembleia Nacional Constituinte deu um basta nisso, quando aprovou a Constituição, selando um pacto novo com mais de 200 povos. O Brasil falou, então, aos índios, que não era mais possível recuperar os 87% das terras que eles haviam perdido, mas daqui pra frente o Estado garantia a demarcação dos 13% restantes que ainda ocupam. A partir de agora, ninguém mais pode roubar terra de índio.

Esse foi o pacto assumido pela “carta cidadã” de 1988, que acatou o pressuposto da antecedência histórica, reconhecendo aos índios os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, posto que eles estavam aqui antes do que qualquer fazendeiro. O quadro jurídico novo reconhece ainda organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, bem como a relação integrativa com a terra, que é tão essencial para os índios como o ar para qualquer ser vivo.

Com esse espírito, a Constituição criou mecanismos de ações afirmativas para compensar os crimes históricos cometidos contra os índios, permitindo que o país inaugurasse uma “nova era constitucional”, para usar a expressão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, em seu relatório sobre a Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

O Brasil chamou, como testemunhas desse novo pacto, o mundo inteiro, quando assinou, em 2002, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece, no plano internacional, a proteção das instituições, das pessoas, dos bens e do trabalho dos índios. Depois, no dia 13 de setembro de 2007, numa Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, o Brasil aprovou a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, e se comprometeu, na frente de todos os países do mundo, que iria respeitar esses direitos. 

Agora, 38 deputados pretendem rasgar a Constituição e descumprir os acordos nacionais e internacionais do Brasil. Eles ressuscitaram a Proposta de Emenda Constitucional – a PEC 215/2000 – de autoria do deputado Almir Sá, do PPB (atual PP – vixe, vixe) de Roraima. Esta PEC estabelece que quem decide se uma terra é indígena não é a forma tradicional de ocupação, mas o Congresso Nacional, que pode até mesmo rever as demarcações já feitas. As raposas votam que são elas que devem tomar conta do galinheiro.

O relatório aprovado do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR – vixe, vixe) retirou essa última parte sobre as terras já demarcadas, mas conservou o restante, que representa um golpe contra índios e quilombolas. Manteve várias outras propostas incorporadas à PEC 215, como a do deputado Carlos Souza (PSD-AM, vixe, vixe), que determina que as Assembleias Legislativas devem ser consultadas sobre demarcações – o que é competência da União – “a fim de se evitarem os significativos prejuízos que a demarcação de terras indígenas impõe às unidades federadas”. Ele não explica que prejuízos são esses e, afinal, quem são os prejudicados.

Agonia do canário

A sessão da CCJ, tumultuada, durou mais de quatro horas. Os índios, é claro, se fizeram presentes e protestaram, entre eles, Jaci Makuxi, comandante da luta pela demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Tiveram o apoio do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), para quem a PEC é um “gravísimo retrocesso, gritantemente inconstitucional, que atende a sanha do ruralistas por novas terras”.

O relatório foi aprovado com o voto de 38 deputados da CCJ. Entre eles, a fina flor da moralidade pública, da retidão e da honestidade, com uma larga folha de serviços prestados a si próprios: Paulo Maluf, Esperidião Amin, Alberto Lupion, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha e – que vergonha! – Roberto Freire, além dos cultivadores de cacau do sul da Bahia, Felix Mendonça e Paulo Magalhães, inimigos declarados dos Pataxó e Tupinambá.

Agora, com o relatório aprovado, uma Comissão especial criada exclusivamente para isto, vai elaborar a emenda que deve ser apresentada ao plenário. Resta saber se a parte sadia do Brasil vai assistir acocorada, de braços cruzados, a morte do canário, e vai morrer junto com ele, ou se vai se levantar contra essa vergonhosa legislação em causa própria.

O ministro Ayres Britto, que assumirá a presidência do Supremo Tribunal Federal, representa um fiapo de esperança. Quando ele foi relator no caso Raposa Serra do Sol desmontou o alegado antagonismo entre a questão indígena e o desenvolvimento e defendeu “a efetivação de um novo tipo de igualdade, qual seja, a igualdade civil-moral de minorias que têm experimentado historicamente e por preconceito desvantagem corporativa com outros segmentos sociais”.

Contra essa igualdade civil-moral é que votaram os 38 deputados, que parecem retomar o espírito das comemorações do Quarto Centenário do Descobrimento do Brasil, cuja sessão magna, no dia 4 de maio de 1900, foi aberta com um discurso do engenheiro Paulo de Frontin, empossado depois como prefeito do Rio de Janeiro. Ele disse, com todas as letras, que o Brasil nada tinha de indígena: “Os selvícolas (…), não são nem podem ser considerados parte integrante da nossa nacionalidade; a esta cabe assimilá-los e, não o conseguindo, eliminá-los”.

O cara, que presidia as solenidades, estava propondo eliminar os índios, como se estivesse dando um presente de aniversário ao País. Afinal, qual é o lugar dos índios na construção do Brasil? Se for aquele planejado por Paulo de Frontin e pelos ruralistas, então quem está ameaçada é toda a sociedade brasileira, nós, nossos filhos e nossos netos, e já podemos ouvir os gritos soando nas galerias: – “Canary in the coal mine”.

 

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Só para suavizar…

 

2.  VALE A PENA LER

 

Um pequeno dossiê sobre o caso Cachoeira/Demóstenes/Veja:

As matérias que Cachoeira plantou na Veja:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-materias-que-cachoeira-plantou-na-veja#more

O maior desafio da imprensa:

http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed688_o_maior_desafio_da_imprensa

Os outros, onde estão os outros?

http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/os_outros_onde_estao_os_outros

Ligações perigosas com a imprensa:

http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed688_ligacoes_perigosas_com_a_imprensa

 Personagens, pesos e medidas:

http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed688_personagens_pesos_e_medidas

  

Justiça determina que não é violência ato sexual com menor de 14 anos, se ela for prostituta

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que presunção de violência contra menor de 14 anos em estupro é relativa.

Leia a matéria completa em: http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/03/justica-determina-que-nao-e-violencia.html

 

Greve geral tem adesão massiva na Espanha
A Greve Geral de 29 de março constitui uma protesto contra a reforma laboral promovida pelo governo de Rajoy, considerada pelos sindicatos como “a mais regressiva da história da democracia”, e pela defesa dos serviços públicos. Segundo as centrais sidicais CCOO e UGT, entre os 14 milhões de trabalhadores assalariados, adesão deve ficar entre 85 e 90%. Fábricas de automóveis estão praticamente paradas, setor dos transportes só cumpre os serviços mínimos, 26 portos estão totalmente parados. Trabalhadores dos meios de comunicação também participam do protesto.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19865&boletim_id=1160&componente_id=18571 

 

Leia no WWW.outraspalavras.net

Israel, seus fantasmas e o perigo real
Immanuel Wallerstein sustenta: hipótese de ataque nuclear iraniano é delirante. Mas Telaviv e Washington estão prestes a sofrer uma derrota séria no Oriente Médio

 Colômbia protesta em todo o mundo
Movimentos sociais denunciam, em trinta países, crimes cometidos contra camponeses e indígenas, com apoio do Estado. Reportagem sobre o protesto em Barcelona. Por Vitor Taveira

Os mortos que nós desprezamos
A incrível (e ignorada) história de uma massacre que os EUA cometeram no Yêmen — acusando a Al Qaeda e pressionando pela prisão do jornalista que denunciou a verdade. Por Paulo Nogueira, em seu blog

Como o sistema ferroviário argentino foi saqueado
Um mês depois da tragédia nos subúrbios de Buenos Aires, vale conhecer a história do desmonte, pelos governos militares, da maior rede de trens e ferrovias da América Latina. Por Francisco Luque, em Carta Maior

 Como os BRICS podem mudar a geopolítica do mundo
Um jovem pesquisador brasileiro sustenta: EUA e Europa querem minar a aliança das periferias, porque não aceitam dividir poder global. Oliver Stuenkel, entrevistado por Gabriel Elizondo

Noam Chomsky pergunta: Educação para quê?
Formar inteligências questionadoras ou criativas, como propunha o Iluminismo? Ou preparar os continuadores do sistema?

 Espanha: depois da greve, novo cenário social
Grande sucesso da paralisação traz novos desafios. Como manter a pressão sem desgastar o movimento? E como controlar episódios violentos? Por Albert Recio

Operação Cavalo de Tróia
Na contramão da tendência mundial, autoridades paulistas agem para desnacionalizar um setor estratégico para economia nacional: a engenharia de projetos. Por José Roberto Bernasconi

Europa: até a prostituição em crise
Empobrecimento no Leste multiplica casos de tráfico de mulheres, levando violência até a países onde profissão foi regulamentada, como Holanda. Por Antonio Barbosa Filho, de Amsterdã

O mar de lama revelado pela Operação Montecarlo
Investigações já flagraram lider do DEM e um governador tucano em ligações  com crime. A bola da vez pode ser a revista Veja. Por Leandro Fortes, em Carta Capital

Estranho sumiço de Carta Capital em Goiânia
Como num filme B, carros sem placa recolhem, das bancas, os exemplares da edição que denuncia envolvimento do governador com senador corrupto e Editora Abril. Por Gabriel Bonis, em Carta Capital

 

  

3.  INFORMAÇÕES

 

Na íntegra, ‘O Dia que Durou 21 anos’, documentário que mostra que nacionalismo dos golpistas de 64 era ‘made in USA’

http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/03/na-integra-o-dia-que-durou-21-anos.html

 

Débora Crispim envia o link para um vídeo que trata da cobrança de royalties e mineração.

http://www.youtube.com/watch?v=G5MOJIgMPmw&feature=youtu.be

 

 

4.  CAFÉ HISTORIA

MATÉRIA CAFÉ HISTÓRIA: HEMEROTECA DIGITAL DE LISBOA

Hemeroteca Municipal de Lisboa digitaliza parte de seu acervo e disponibiliza na internet, gratuitamente, milhares de documentos que ajudam a contar mais de três séculos da história da imprensa em Portugal. Imperdível!

Leia esta matéria em: http://cafehistoria.ning.com/page/materia-do-cafe-historia-hemeroteca-digital-de-lisboa

IMAGEM EM DESTAQUE: ANÚNCIO DE ESCRAVO FUGIDO EM 1887

Escravo foge e senhor publica anúncio no antigo jornal “Estado de S.Paulo” para tentar recupera-lo. Isso aconteceu em dezembro de 1877. Embora curiosa, a prática era comum na época. 

Veja o anúncio: http://cafehistoria.ning.com/photo/procura-se-escravo-fugido?context=user 

PROMO CULTURAL: CONCORRA A UM EXEMPLAR DO LIVRO “O DIA D”

O Café História e a Editora m.Books vão sortear um exemplar do livro “Dia D – Amanhecer de Heróis”, de Nigel Cawthorne.

Veja como concorrer: http://cafehistoria.ning.com/page/promo-livro-dia-d-amanhecer-de-herois

MURAL DO HISTORIADOR: DITADURA E MEMÓRIA DA IMPRENSA

Historiador do Instituto de História da UFRJ, Carlos Fico, publica artigo sobre os “escrachos” de grupos jovens no  “aniversário”do golpe militar de 1964. Arquivo do Estado de S.Paulo disponibiliza na internet acervo digitalizado de jornais e revistas do início do século XX.

Confira mais sobre o artigo e sobre os documentos digitalizados: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: MUDANÇAS NA REVISTA DE HISTÓRIA

Revista de História da Biblioteca Nacional sofre mudanças importantes em seu expediente

Confira: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]

DOCUMENTO HISTÓRICO: FOTOGRAFIA NA LISBOA DO SÉCULO PASSADO

Periódico “Boletim Photographico” na íntegra ajuda a conhecer como a fotografia era tratada na Lisboa de 1902.

Clique aqui ler a revista na íntegra: http://cafehistoria.ning.com [Página Principal]

BLOGS PARCEIROS: OS ESPAÇOS NOBRES DE UM BLOG

O “The Next Big Blog” – novo projeto do criador do Café História – acaba de publicar um post sobre as áreas mais nobres de um blog. 

Confira as dicas: http://www.thenextbigblog.com.br/

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

 

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Sobre boletimdehistoriaricardo

Este Boletim é voltado, principal mas não exclusivamente, para historiadores e estudantes. Seu propósito é fornecer informações, notícias, links. Contribuições são bem-vindas. As opiniões exaradas em artigos assinados não são, necessariamente, as do editor. Mas o espaço é plural.
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